Preço

OPEP se divide sobre melhor preço do petróleo para evitar ameaça do xisto

Dow Jones Newswires, 12/03/2018
12/03/2018 10:41
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A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) passa por um momento de divisão entre seus membros. De um lado, a Arábia Saudita, que quer preços do petróleo a no mínimo US$ 70 por barril, e no outro, o Irã, que os quer em torno de US$ 60.

A divisão é causada pela discussão se o preço de US$ 70 por barril podem estimular um aumento da produção de óleo de xisto nos Estados Unidos, algo que pressionaria os preços. Estão em jogo os limites de produção estabelecidos pela própria OPEP para evitar queda de preços.

A posição do Irã foi confirmada pelo ministro do petróleo, Bijan Zanganeh, em entrevista ao The Wall Street Journal. O valor está em linha com os preços dos contratos futuros na sexta-feira, de US$ 65,49 para o barril do tipo Trend, negociado em Londres, e de US$ 62,04 nos mercados de Nova York.

"Se o preço saltar (para) cerca de US$ 70, haverá estímulo á produção de petróleo de xisto nos Estados Unidos", disse Zanganeh. Os produtores de xisto são mais ágeis do que os grandes produtores da OPEP, usando técnicas que lhes permitem aumentar ou diminuir a produção de acordo com o preço do petróleo.

A Arábia Saudita minimizou a capacidade do xisto de estressar os mercados e promoveu a aliança da OPEP com o maior produtor de petróleo do mundo, a Rússia, como saída para evitar a maior produção nos EUA.

"Não perco o sono com receio do óleo de xisto", disse o ministro saudita da Energia, Khalid al-Falih, em janeiro no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. No mês seguinte, Falih disse que a OPEP manteria seus limites de produção este ano, mesmo que isso significasse que os estoques de petróleo caíam abaixo da demanda - observações que provocaram aumento dos preços do petróleo.

 

 

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