Empresas

OSX entrega plano de recuperação que prevê revisão do projeto no Açu

Objetivo de reorganizar suas operações.

Valor Econômico
19/05/2014 12:28
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A OSX apresentou seu plano de recuperação judicial na tarde de sexta-feira (16), com o objetivo de reorganizar suas operações. A empresa atribuiu sua atual situação à crise financeira da OGX, petroleira do mesmo grupo EBX, de Eike Batista. Como OSX e OGX tinham muitos negócios em comum, os problemas da petroleira atrapalharam as receitas do estaleiro, que não pôde cumprir com suas obrigações com terceiros.
A OSX Leasing, uma das empresas do grupo, não está em recuperação judicial. Como possui ativos valiosos, eles poderão ser colocados à venda, medida que não dependerá de autorização do juiz da recuperação judicial. Os recursos obtidos com a venda serão destinados primeiro para os pagamentos das obrigações da empresa de leasing. Se houver dinheiro remanescente, ele irá para o grupo, que poderá reduzir suas despesas.
OGX e OSX têm negociado a repactuação das condições de afretamento e operação do FPSO OSX-3, instalado no campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos. A renegociação é essencial para ambos e, se confirmada, os recursos irão para o pagamento das  obrigações da OSX Leasing e da OSX Serviços  junto a seus credores. O plano prevê a continuidade do afretamento e da exploração do FPSO OSX-3, mas não está descartada a venda  desse ativo. Outros bens também poderão ser vendidos.
A OSX já contratou assessores para vender as plataformas OSX-1 e OSX-2  e espera que os negócios saiam em condições de mercado favoráveis. Mas a aprovação do plano de recuperação judicial é fundamental para o processo, uma vez que os compradores interessados têm receios em relação ao andamento do processo.
Para compor o capital de giro, a OSX poderá buscar novos financiamentos e poderá dar em garantia alguns de seus outros bens. Entre as medidas contempladas pelo Grupo OSX para captar estão a monetização de ações da OGX reestruturada.
Atualmente, o grupo OSX está dividido em três unidades de negócios:  leasing,  construção naval e serviços operacionais.
Com relação à unidade de construção naval, a OSX estima ocupar integralmente sua área no porto do Açu, em São João da Barra (RJ), até o terceiro trimestre de 2018. A empresa tem uma área de 3,2 milhões de metros quadrados, que engloba uma área a construir projetada em 2,6 milhões de metros quadrados.
Como já era esperado pelo mercado, o grupo pretende arrendar parte de sua área no porto do Açu para empresas da cadeia de óleo e gás interessadas em se instalar na região. Outra opção é formar joint ventures com possíveis parceiras na área. A revisão do plano de negócios para a unidade do Açu faz parte do redimensionamento das atividades operacionais e da adequação à nova realidade do grupo.
A estratégia é utilizar o valor a ser recebido em caso de arrendamento de áreas da Unidade de Construção Naval (UCN) Açu para o pagamento dos credores e manutenção das operações do grupo OSX. E, com a realização de parcerias previstas, a ideia é que os investimentos necessários para a complementação do estaleiro na UCN Açu passem a ser arcados pelo parceiro que fechar acordo com a OSX Construção Naval, subsidiária do grupo que também está em recuperação judicial.
A OSX entende que, para que seja possível atrair interessados para o desenvolvimento da UCN Açu, é indispensável a manutenção do contrato de financiamento obtido junto à Caixa Econômica Federal, com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM), sob os termos e condições atualmente vigentes. O grupo está negociando com a Caixa a manutenção do contrato.

A OSX apresentou seu plano de recuperação judicial na tarde de sexta-feira (16), com o objetivo de reorganizar suas operações. A empresa atribuiu sua atual situação à crise financeira da OGX, petroleira do mesmo grupo EBX, de Eike Batista. Como OSX e OGX tinham muitos negócios em comum, os problemas da petroleira atrapalharam as receitas do estaleiro, que não pôde cumprir com suas obrigações com terceiros.

A OSX Leasing, uma das empresas do grupo, não está em recuperação judicial. Como possui ativos valiosos, eles poderão ser colocados à venda, medida que não dependerá de autorização do juiz da recuperação judicial. Os recursos obtidos com a venda serão destinados primeiro para os pagamentos das obrigações da empresa de leasing. Se houver dinheiro remanescente, ele irá para o grupo, que poderá reduzir suas despesas.

OGX e OSX têm negociado a repactuação das condições de afretamento e operação do FPSO OSX-3, instalado no campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos. A renegociação é essencial para ambos e, se confirmada, os recursos irão para o pagamento das  obrigações da OSX Leasing e da OSX Serviços  junto a seus credores. O plano prevê a continuidade do afretamento e da exploração do FPSO OSX-3, mas não está descartada a venda  desse ativo. Outros bens também poderão ser vendidos.

A OSX já contratou assessores para vender as plataformas OSX-1 e OSX-2  e espera que os negócios saiam em condições de mercado favoráveis. Mas a aprovação do plano de recuperação judicial é fundamental para o processo, uma vez que os compradores interessados têm receios em relação ao andamento do processo.

Para compor o capital de giro, a OSX poderá buscar novos financiamentos e poderá dar em garantia alguns de seus outros bens. Entre as medidas contempladas pelo Grupo OSX para captar estão a monetização de ações da OGX reestruturada.

Atualmente, o grupo OSX está dividido em três unidades de negócios:  leasing,  construção naval e serviços operacionais.

Com relação à unidade de construção naval, a OSX estima ocupar integralmente sua área no porto do Açu, em São João da Barra (RJ), até o terceiro trimestre de 2018. A empresa tem uma área de 3,2 milhões de metros quadrados, que engloba uma área a construir projetada em 2,6 milhões de metros quadrados.

Como já era esperado pelo mercado, o grupo pretende arrendar parte de sua área no porto do Açu para empresas da cadeia de óleo e gás interessadas em se instalar na região. Outra opção é formar joint ventures com possíveis parceiras na área. A revisão do plano de negócios para a unidade do Açu faz parte do redimensionamento das atividades operacionais e da adequação à nova realidade do grupo.

A estratégia é utilizar o valor a ser recebido em caso de arrendamento de áreas da Unidade de Construção Naval (UCN) Açu para o pagamento dos credores e manutenção das operações do grupo OSX. E, com a realização de parcerias previstas, a ideia é que os investimentos necessários para a complementação do estaleiro na UCN Açu passem a ser arcados pelo parceiro que fechar acordo com a OSX Construção Naval, subsidiária do grupo que também está em recuperação judicial.

A OSX entende que, para que seja possível atrair interessados para o desenvolvimento da UCN Açu, é indispensável a manutenção do contrato de financiamento obtido junto à Caixa Econômica Federal, com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM), sob os termos e condições atualmente vigentes. O grupo está negociando com a Caixa a manutenção do contrato.

 

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