Navalshore

Panorama Naval do Rio de Janeiro 2026, da Firjan, aponta oportunidades e desafios da indústria naval do país

Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro promoveu quatro painéis para debater os temas abordados na publicação. Firjan SENAI e o Sebrae Rio também realizaram o Rede de Oportunidades para Fornecedores com a participação da Transpetro, Marinha do Brasil e os estaleiro Mauás, Mac Laren e Hanwha Ocean.

Redação TN Petróleo/Assessoria Firjan
20/08/2026 17:20
Panorama Naval do Rio de Janeiro 2026, da Firjan, aponta oportunidades e desafios da indústria naval do país Imagem: Pedro-Kirilos/Divulgação Firjan Visualizações: 757

A 7ª edição do Panorama Naval no Rio de Janeiro, publicação da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), foi tema de debate durante a abertura da NavalShore 2026, maior evento da indústria naval da América Latina, realizado no Rio de Janeiro. Além do lançamento do documento, em 18/8, a federação também levou para a feira um estande do Rede de Oportunidades para Fornecedores (RdO), programa que conecta pequenas e médias empresas fornecedoras a grandes demandantes dos mercados de óleo, gás, energia e naval.

Baixe o estudo no link

https://observatorio.firjan.com.br/inteligencia-competitiva/panorama-naval-no-rio-de-janeiro-2026

Durante o lançamento, o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano (foto), destacou que a indústria naval é uma das maiores responsáveis por expandir as fronteiras da economia fluminense, permitindo o acesso a novos mercados internos e externos. Ele também ressaltou o protagonismo da atividade no desenvolvimento do estado e trouxe números do estudo que comprovam as diversas oportunidades no segmento.

"O mapeamento apresentado na publicação de hoje aponta o total de mais de 2 mil empresas fornecedoras de bens e serviços ligadas ao encadeamento produtivo naval, o que reforça a importância do estado para a indústria do país. Até por volta de 2031, temos mais de 20 plataformas a serem entregues, além das oportunidades que se multiplicam no reparo e manutenção das 77 plataformas em operação, das 475 embarcações de apoio, responsáveis pelo suporte das operações marítimas", afirmou Caetano.

O estado do Rio concentra o maior parque naval do país, reunindo 24 dos 49 estaleiros brasileiros e 66 mil dos 181 mil empregos relacionados às atividades navais no país. A indústria naval fluminense também abriga 82% das plataformas marítimas em operação no Brasil, consolidando-se como principal polo da atividade naval e offshore.

Oportunidades e desafios da indústria naval

O lançamento da 7ª edição do Panorama Naval contou com a realização de 4 painéis, com temas abordados no estudo e palestrantes que atuam no segmento, os quais contribuíram com textos para a publicação. Entre os presentes no evento, estiveram Raul Sanson, vice-presidente da federação; Marcius Ferrari, vice-presidente da Firjan Leste; e Marcio Fortes, diretor de Relações Institucionais da entidade.

O tema do primeiro painel foi o Contexto e Experiência Internacional e contou com a moderação da gerente-geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval, Karine Fragoso. A diretora executiva da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), Marta Lahtermaher, destacou que a cadeia da indústria naval é extensa e, por isso: "a política industrial não deve se restringir apenas à parte final desta produção".

Diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Alberto Machado acredita que o país deve, cada vez mais, construir um modelo próprio de produção, com incentivo do governo à iniciativa privada. Já o representante da Rystad Energy, Victor Claro, acredita que a atividade de manutenção também irá se expandir, devido ao crescimento do nível de atividade naval.

No segundo painel moderado por Flávia Costa, consultora da Gerência de Cenários em Petróleo, Gás, Energias e Naval na Firjan, o tema foi "Política Industrial e Regulatória, Capacitação Profissional", onde o capitão de mar e guerra Sidney da Silva Pessanha, discutiu a adesão do Brasil à Convenção de Hong Kong e afirmou que o país deve fazer o inventário de "materiais perigosos", para atender às exigências do mercado internacional relativas à reciclagem sustentável de navios. A chefe do Departamento de Gás, Petróleo, Navegação e Descarbonização do BNDES, Elisa Salomão, disse que o papel do banco é justamente apoiar o investimento para que a indústria possa tanto se modernizar quanto enfrentar futuras oscilações de mercado.

"A formação profissional da Firjan Senai prepara justamente para estes novos desafios, que incluem inserção digital e preocupação com o meio ambiente", destacou o gerente de Educação Profissional da Firjan Senai, Bruno Aguiar.

Sob a moderação de Raphaella Chagas, integrante da equipe técnica da Firjan, o terceiro painel debateu os "Novos Mercados para a Indústria Naval". O gerente de Disciplina da Cadeia de Suprimentos da SBM Offshore, Diogo Pereira, observou que, "o descomissionamento de plataformas, bem como a reciclagem das plataformas, representam uma oportunidade de novos mercados para a indústria naval". E, o gerente-geral de operações do Porto do Açu, Carlos Machado, destacou as ações da empresa para este novo mercado: "O porto tem diversos projetos, um deles é um hub de reciclagem sustentável e a gente também está se preparando para desenvolver projeto de desmantelamento e reciclagem sustentável".

 Já o coordenador de Novos Negócios da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Juliano Martins, disse que as indústrias do país têm capacidade técnica de atender às exigências do mercado internacional e fornecer equipamentos de manufatura e serviços. A subsecretária adjunta de Economia do Mar do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Gabriela Campagna, observou que o papel do poder público é garantir previsibilidade e segurança jurídica para a atuação das empresas.

No último painel, conduzido pelo gerente de Cenários da Firjan, Savio Bueno, foi debatido o tema "Grandes Mercados para a Indústria Naval". O Coordenador do Programa para novos FPSO's na Petrobras, Lourenço Fróes, disse que a estatal atua como "motor da indústria naval brasileira", destacando a alta demanda da empresa.

Já a diretora de Relações Institucionais da Edison Chouest Offshore, Lilian Schaefer, pontuou que a empresa vem se expandindo, justamente devido a contratos de longo prazo com a Petrobras. O diretor executivo da Allseas, André de Melo, exaltou o crescimento do mercado e disse que a perspectiva é ampliar as fronteiras de atuação, devido à Margem Equatorial. Sobre esta nova fronteira, o diretor de Transporte Marítimo da Transpetro, Jones Soares ainda acrescentou: "A Margem Equatorial vai mudar gerações no Brasil; é uma notícia de valor disruptivo".

Rede de Oportunidades

A Firjan SENAI e o Sebrae Rio promoveram nos três dias de feira o programa Rede de Oportunidades para Fornecedores (RdO Fornecedores), com a participação de representantes de grandes demandantes da indústria naval: Transpetro, Marinha do Brasil e os estaleiros Mauá, Mac Laren e Hanwha Ocean. Esta edição também contou com o apoio da Navalshore e da Portos e Navios, além do suporte tecnológico da Usemol, novo portal de cadastro para as empresas.

O novo portal de cadastro de bens e serviços do RdO Fornecedores pode ser acessado em: https://rdofornecedoresfirjan.com.br .

"A plataforma é uma ferramenta que permite uma maior interação entre compradores e fornecedores, agilizando o acesso das informações para os participantes da Rede de Oportunidades, tanto compradores quanto as empresas fornecedoras", destacou o gerente de Novos Negócios e Sucesso da Usemol, Gustavo Pexirile.

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