Portos

Paranaguá vai usar novo sistema para monitorar caminhões de fertilizantes

Agência de Notícias do Paraná
30/04/2014 16:15
Paranaguá vai usar novo sistema para monitorar caminhões de fertilizantes Imagem: Appa Visualizações: 1056

 

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) finaliza, ontem (29), os últimos detalhes para a implantação de um sistema de monitoramento de caminhões de fertilizantes. Foto: Appa A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) finaliza nesta terça-feira (29) os últimos detalhes para a implantação de um sistema de monitoramento de caminhões de fertilizantes. A tecnologia possibilita a organização do fluxo desses veículos, reduzindo o impacto na cidade. Além disso, traz mais segurança e produtividade à operação do produto pelo Porto de Paranaguá.
Nesse primeiro momento, o Radio-Frequency IDentification (RFID) será instalado apenas nos quase 500 caminhões da cooperativa que faz o transporte do produto do cais até os armazéns da retaguarda.
A tecnologia não terá nenhum custo aos Portos do Paraná, que já têm um Sistema de Controle de Cargas formado e em andamento. A implantação do sistema será coordenada pelo professor doutor Caio Fernando Fontana, do Instituto do Mar, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), cuja equipe visitou o porto, nesta terça-feira (29).
Segundo ele, que é especializado em Supervia Eletrônica de Dados e Automação Portuária, o Porto de Paranaguá foi escolhido para esse projeto piloto no segmento de fertilizantes pelo nível de informatização.
“O Porto tem um alto grau de informatização. Está muito bem organizado e é isso que nos permite utilizar esses componentes de automação, que trazem inúmeros benefícios, principalmente diminuir o ciclo do tempo da descarga, aumentar o número de viagens do caminhão e aumentar o controle e a confiabilidade dessa cadeia. Já terminamos o mapeamento desse fluxo, já fizemos reuniões com o Porto, com os terminais e cooperativas. Agora, é só implantar”, conclui.
SISTEMA – Os caminhões serão localizados por meio de etiquetas (tags) colocadas no para-brisa – com um material indestrutível, que impossibilita a adulteração – e antenas serão instaladas no acesso ao cais, nos funis, na saída do cais e nos armazéns da retaguarda, que recebem esse fertilizante. A Appa conseguirá ter o posicionamento exato dos veículos, reduzindo o tempo perdido nos casos de erro – quando o caminhão pega a fila errada, carrega no funil errado ou leva produto diferente ao armazém – e outros transtornos, inclusive fiscais.
O Sistema funciona sem bateria e tem duração de até sete anos. A localização, em cada ponto, é possível a uma distância de até 12 metros. Ou seja, a essa distância será possível, em caso de erro, reposicionar o caminhão que vai buscar o fertilizante que está sendo descarregado ao navio certo, funil exato e terminal agendado.
O superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino, explica que uma solução para ampliar este controle dos caminhões de fertilizantes vem sendo estudada há dois anos e faz parte de uma série de medidas e investimentos em informatização que vêm sendo feitos desde 2011.
“Este novo sistema vem complementar o processo de automação da descarga de fertilizantes, que já estamos realizando. Os resultados obtidos foram substanciais ganhos de produtividade. Agora, com o monitoramento por rádio, será possível saber exatamente onde estão possíveis falhas e gargalos e dar ainda mais segurança a todo o processo”, explica Dividino.
O secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, garante que os portos do Paraná terão, em muito pouco tempo, uma plataforma modelo sobre rastreamento e controle na descarga de fertilizantes. “A maioria dos caminhões que chega para descarregar grãos no Porto de Paranaguá faz o que chamamos de frete de retorno. Ou seja, eles descem com soja, milho ou farelo e sobem carregados com os fertilizantes. Investindo na implantação desses sistemas, estamos começando a fechar a cadeia. Nossa ideia é desenvolver uma espécie de carga online, ao contrário, melhorando não apenas o atendimento aos usuários dos portos, mas, principalmente, melhorando a vida da população de Paranaguá”, afirma Richa Filho.
BRASIL ID – O Radio-Frequency IDentification (RFID) é um Sistema de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias, desenvolvido em parceria com a Brasil ID, formalizada através de um acordo de cooperação técnica firmado entre Ministério da Ciência e Tecnologia, Receita Federal e os Estados, através das secretaria de Fazenda. Esse sistema será implantado no Porto de Paranaguá pela Unifesp.
O sistema, como divulga a própria Universidade, se baseia no emprego da tecnologia de Identificação por Radiofreqüência, entre outras integradas, para realizar, dentro de um padrão único, a Identificação, Rastreamento e Autenticação de mercadorias em produção e circulação pelo País. O projeto é coordenado pelo Centro de Pesquisas Avançadas Wernher von Braun, em conjunto com o Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (Encat). Esta é a primeira vez que o Brasil ID é utilizado, em um Porto, no segmento de fertilizantes.

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) finaliza, ontem (29), os últimos detalhes para a implantação de um sistema de monitoramento de caminhões de fertilizantes. Foto: Appa A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) finaliza nesta terça-feira (29) os últimos detalhes para a implantação de um sistema de monitoramento de caminhões de fertilizantes. A tecnologia possibilita a organização do fluxo desses veículos, reduzindo o impacto na cidade. Além disso, traz mais segurança e produtividade à operação do produto pelo Porto de Paranaguá.

Nesse primeiro momento, o Radio-Frequency IDentification (RFID) será instalado apenas nos quase 500 caminhões da cooperativa que faz o transporte do produto do cais até os armazéns da retaguarda.

A tecnologia não terá nenhum custo aos Portos do Paraná, que já têm um Sistema de Controle de Cargas formado e em andamento. A implantação do sistema será coordenada pelo professor doutor Caio Fernando Fontana, do Instituto do Mar, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), cuja equipe visitou o porto, nesta terça-feira (29).

Segundo ele, que é especializado em Supervia Eletrônica de Dados e Automação Portuária, o Porto de Paranaguá foi escolhido para esse projeto piloto no segmento de fertilizantes pelo nível de informatização.

“O Porto tem um alto grau de informatização. Está muito bem organizado e é isso que nos permite utilizar esses componentes de automação, que trazem inúmeros benefícios, principalmente diminuir o ciclo do tempo da descarga, aumentar o número de viagens do caminhão e aumentar o controle e a confiabilidade dessa cadeia. Já terminamos o mapeamento desse fluxo, já fizemos reuniões com o Porto, com os terminais e cooperativas. Agora, é só implantar”, conclui.

SISTEMA – Os caminhões serão localizados por meio de etiquetas (tags) colocadas no para-brisa – com um material indestrutível, que impossibilita a adulteração – e antenas serão instaladas no acesso ao cais, nos funis, na saída do cais e nos armazéns da retaguarda, que recebem esse fertilizante. A Appa conseguirá ter o posicionamento exato dos veículos, reduzindo o tempo perdido nos casos de erro – quando o caminhão pega a fila errada, carrega no funil errado ou leva produto diferente ao armazém – e outros transtornos, inclusive fiscais.

O Sistema funciona sem bateria e tem duração de até sete anos. A localização, em cada ponto, é possível a uma distância de até 12 metros. Ou seja, a essa distância será possível, em caso de erro, reposicionar o caminhão que vai buscar o fertilizante que está sendo descarregado ao navio certo, funil exato e terminal agendado.

O superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino, explica que uma solução para ampliar este controle dos caminhões de fertilizantes vem sendo estudada há dois anos e faz parte de uma série de medidas e investimentos em informatização que vêm sendo feitos desde 2011.

“Este novo sistema vem complementar o processo de automação da descarga de fertilizantes, que já estamos realizando. Os resultados obtidos foram substanciais ganhos de produtividade. Agora, com o monitoramento por rádio, será possível saber exatamente onde estão possíveis falhas e gargalos e dar ainda mais segurança a todo o processo”, explica Dividino.

O secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, garante que os portos do Paraná terão, em muito pouco tempo, uma plataforma modelo sobre rastreamento e controle na descarga de fertilizantes. “A maioria dos caminhões que chega para descarregar grãos no Porto de Paranaguá faz o que chamamos de frete de retorno. Ou seja, eles descem com soja, milho ou farelo e sobem carregados com os fertilizantes. Investindo na implantação desses sistemas, estamos começando a fechar a cadeia. Nossa ideia é desenvolver uma espécie de carga online, ao contrário, melhorando não apenas o atendimento aos usuários dos portos, mas, principalmente, melhorando a vida da população de Paranaguá”, afirma Richa Filho.

BRASIL ID – O Radio-Frequency IDentification (RFID) é um Sistema de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias, desenvolvido em parceria com a Brasil ID, formalizada através de um acordo de cooperação técnica firmado entre Ministério da Ciência e Tecnologia, Receita Federal e os Estados, através das secretaria de Fazenda. Esse sistema será implantado no Porto de Paranaguá pela Unifesp.

O sistema, como divulga a própria Universidade, se baseia no emprego da tecnologia de Identificação por Radiofreqüência, entre outras integradas, para realizar, dentro de um padrão único, a Identificação, Rastreamento e Autenticação de mercadorias em produção e circulação pelo País. O projeto é coordenado pelo Centro de Pesquisas Avançadas Wernher von Braun, em conjunto com o Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (Encat). Esta é a primeira vez que o Brasil ID é utilizado, em um Porto, no segmento de fertilizantes.

 

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