Mercado

Petóleo sobe devido à revisão da IEA e medo do inverno nos EUA

Reuters
11/02/2005 00:00
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Os preços do petróleo subiram para mais de US$ 47 nesta sexta-feira (11/02), apoiados por um ajuste nas perspectivas dos fundamentos do mercado e na queda nas temperaturas nos Estados Unidos.
O petróleo norte-americano aumentou 14 centavos para US$ 47,24 o barril, fazendo crescer em US$ 1,50 os lucros em relação aos negócios do dia anterior alavancado pela revisão do suprimento e da previsão de demanda da Agência Internacional de Energia (IEA sigla em inglês), que apontou para um mercado mais apertado em 2005 do que se pensava anteriormente.
A IEA, consultora de política energética para nações industrializadas, disse que a parcela de expansão do suprimento de petróleo fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) será menor do que a previsão anterior e que a demanda futura deverá ser maior.
As revisões ajudaram acabar com preocupações de super produção durante o habitualmente fraco segundo trimestre.
"O corte na produção da Opep de janeiro e a negação da possibilidade de aumento de crescimento entre os produtores que não fazem parte da Opep jogou água fria em muitas preocupações do mercado sobre a possibilidade de excesso de suprimento", afirmou um comunicado da Merrill Lynch.
A negação do aumento de suprimento, principalmente por parte do segundo produtor, a Rússia, foi resultante da parcela de incremento do consumo, que no ano passado cresceu ao mais alto índice, a 34% em total.

Medo do inverno - As previsões de que o inverno no nordeste dos Estados Unidos não deverá terminar tão brando como o esperado deu nova força ao aumento do óleo de calefação, que baixou cerca de 14% em duas semanas até a segunda-feira passada.
A empresa de previsões do clima EarthSat disse, na quinta-feira, que o inverno nos Estados Unidos seria mais frio a partir de março, em contraste com om National Weather Service, que no mês passado classificou o inverno como mais quente que o normal.
As temperaturas, na próxima semana, no nordeste dos EUA - região que tem a maior parte da demanda de óleo no maior consumidor de energia do mundo - deverá ser próximo ou abaixo do normal, dizem os analistas do Meteorlogix.
Enquanto os stocks de combustível nos Estados Unidos continuam baixando em relação aos níveis do ano passado, o estoque do petróleo e gasolina estão excessivos em relação aos últimos 12 meses, compensando qualquer preocupação sobre a pressão nos suprimentos deviso aos traders voltarem sua atenção ao consumo de combustíveis no verão.
Os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) também indicaram que pretendem manter a produção estável até pelo menos a próxima reunião do cartel no dia 16 de março, colocando na geladeira o medo de uma potencial ruptura nos ajustes na proporção entre oferta e demanda no momento.
Na Rússia, os embarques de exportação de óleo estão restritos ao porto de Novorossiisk, no Mar Negro, depois de um fechamento de seis dias em razão do clima.

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