Gás Natural

Petrobras não mexe no preço do gás

Governo paulista havia solicitado reajuste.

Valor Econômico
21/02/2014 11:58
Visualizações: 1228

 

O governo paulista parece não ter conseguido sensibilizar a presidente da Petrobras, Graça Foster, a mexer nos preços do gás. Segundo o secretário de Energia do Estado de São Paulo, José Anibal, a petrolífera informou que não vai mudar, por enquanto, a fórmula para calcular o custo do insumo que é fornecido às empresas instaladas no Estado de São Paulo. Anibal e o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, haviam pedido que o cálculo fosse revisto em um encontro com Graça Foster, há cerca de sete meses.
Mas, segundo Anibal, a executiva respondeu, em janeiro, que não poderia atender à solicitação neste momento. As indústrias do Estado de São Paulo, assim como as instaladas na região Sul do país, são abastecidas em parte com gás natural vindo da Bolívia, cujo preço está atrelado ao dólar. Esse mix, entre gás boliviano e nacional, torna o produto mais caro que do que o gás fornecido pela Petrobras para outros Estados - do Rio de Janeiro para cima.
O governo paulista reivindica que os preços do insumo sejam unificados em todo território nacional, o que permitiria reduzir os custos em São Paulo, mas, em compensação, elevaria os preços em outros Estados. Anibal afirma que a defasagem - a diferença entre os preços pagos pelas empresas em São Paulo e em outros locais do país -, já estaria em torno de 15%.
Havia expectativa que a estatal alterasse o cálculo no preço do gás após o reajuste dos combustíveis, no fim do ano passado. Mas a remarcação não foi suficiente para equilibrar as contas da estatal federal, que ficou sem espaço para alterar os preços do gás natural, avalia Anibal.

O governo paulista parece não ter conseguido sensibilizar a presidente da Petrobras, Graça Foster, a mexer nos preços do gás. Segundo o secretário de Energia do Estado de São Paulo, José Anibal, a petrolífera informou que não vai mudar, por enquanto, a fórmula para calcular o custo do insumo que é fornecido às empresas instaladas no Estado de São Paulo. Anibal e o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, haviam pedido que o cálculo fosse revisto em um encontro com Graça Foster, há cerca de sete meses.


Mas, segundo Anibal, a executiva respondeu, em janeiro, que não poderia atender à solicitação neste momento. As indústrias do Estado de São Paulo, assim como as instaladas na região Sul do país, são abastecidas em parte com gás natural vindo da Bolívia, cujo preço está atrelado ao dólar. Esse mix, entre gás boliviano e nacional, torna o produto mais caro que do que o gás fornecido pela Petrobras para outros Estados - do Rio de Janeiro para cima.


O governo paulista reivindica que os preços do insumo sejam unificados em todo território nacional, o que permitiria reduzir os custos em São Paulo, mas, em compensação, elevaria os preços em outros Estados. Anibal afirma que a defasagem - a diferença entre os preços pagos pelas empresas em São Paulo e em outros locais do país -, já estaria em torno de 15%.


Havia expectativa que a estatal alterasse o cálculo no preço do gás após o reajuste dos combustíveis, no fim do ano passado. Mas a remarcação não foi suficiente para equilibrar as contas da estatal federal, que ficou sem espaço para alterar os preços do gás natural, avalia Anibal.

 

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