Preços

Petróleo opera em queda com possível aumento da oferta de grandes produtores

Dow Jones Newswires, 16/10/2018
16/10/2018 10:23
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Os preços do petróleo operam em queda nesta terça-feira, com os investidores prevendo que a redução da exportação de petróleo bruto do Irã devido às sanções dos EUA será substituída pelo fornecimento de outros grandes produtores.

Às 7h56 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro caía 0,86%, a US$ 71,16 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro recuava 0,87%, a US$ 80,08 o barril, na ICE.

As exportações de petróleo do Irã caíram a um ritmo mais rápido do que o esperado antes das sanções dos EUA no próximo mês e isso ajudou a empurrar o Brent acima de US$ 80 o barril. Mas esses barris perdidos já estão sendo compensados pelo aumento da oferta de grandes produtores, como Arábia Saudita e Rússia, apontam analistas.

"As exportações iranianas cairão bastante a partir de novembro, então há um certo descompasso no momento, já que os sauditas e outros já compensaram a queda iraniana", disse Amrita Sen, analista da consultoria Energy Aspects.

A retomada das sanções norte-americanas a Teerã deve fazer com que o fornecimento de petróleo iraniano caia cerca de 1,3 milhão de barris por dia, para cerca de 1 milhão de barris por dia, segundo analistas.

Ainda assim, os preços do petróleo estão sendo controlados por uma oferta global adicional, enquanto outros membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e parceiros como a Rússia vêm aumentando a produção para preencher a lacuna, disse a Agência Internacional de Energia na última sexta-feira.

A produção de petróleo da Opep aumentou em 100 mil barris por dia em setembro, para 32,78 milhões de barris por dia, com o maior aumento vindo da Arábia Saudita. A oferta adicional também está vindo de outros lugares, incluindo os EUA.

Ainda assim, a política no Oriente Médio continua a perturbar o equilíbrio do suprimento de petróleo. Washington ameaçou sancionar a Arábia Saudita por suspeita de assassinato de um jornalista saudita dissidente, ao passo que os sauditas disseram que poderiam retaliar elevando o preço do petróleo para bem acima dos US$ 100 o barril.

A maioria dos analistas considera as declarações sauditas como agressivas.

"Eu não acho que esse será o caso", disse Olivier Jakob, diretor da consultoria Petromatrix. "Usar o petróleo como arma é a última bala para qualquer país, então eu não acho que eles farão isso porque isso destruiria totalmente sua posição como uma fonte confiável de energia."

Mais tarde, nesta terça-feira, números do grupo industrial American Petroleum Institute (API) deverão mostrar um aumento nos estoques de petróleo dos EUA. Enquanto isso, dados oficiais na quarta-feira podem revelar um declínio nas exportações dos EUA devido ao furacão Michael, que causou o fechamento temporário da infraestrutura de petróleo ao longo do Golfo do México neste mês.

 

 

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