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Petróleo opera volátil, de olho em impacto de plebiscito no Curdistão

Dow Jones Newswires, 29/09/2017
29/09/2017 11:13
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Os futuros de petróleo mostram volatilidade desde a madrugada, com investidores considerando os possíveis efeitos do recente plebiscito sobre a independência realizado na região iraquiana do Curdistão - que é rica em petróleo - no começo da semana.

Às 8h54 (de Brasília), o viés da commodity era negativo. Na IntercontinentalExchange (ICE), o petróleo tipo Brent para dezembro caía 0,49%, a US$ 56,88 por barril, enquanto o contrato para novembro, que vence no fim da sessão, tinha baixa de 0,31%, a US$ 57,23 por barril. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para novembro recuava 0,29%, a US$ 51,41 por barril.

"Tivemos um rali do petróleo desde o fim de junho e, depois, houve um impulso adicional com o plebiscito curdo", comentou Bjarne Schieldrop, analista-chefe de commodities da SEB Markets. "É a primeira vez desde 2014 que o risco geopolítico teve impacto no preço do petróleo."

O Brent continua cerca de US$ 2 abaixo da máxima em dois anos que atingiu na última segunda-feira, quando o plebiscito do Curdistão foi realizado. Na ocasião, os eleitores votaram de forma esmagadora a favor da independência em relação ao Iraque.

A votação deverá levar a uma resposta hostil do governo do Iraque, assim como de países vizinhos, para interromper o fluxo de até 500 mil barris por dia de petróleo curdo que é exportado através de um porto turco.

Bagdá pediu a outros países que interrompam as compras de petróleo do Curdistão e decidiu que, a partir de hoje, suspenderá o tráfego de voos aéreos internacionais das cidades curdas de Irbil e Sulaimaniyah.

O plebiscito também preocupa o Irã e a Turquia, uma vez que ambos os países possuem minorias curdas e temem enfrentar movimentos separatistas semelhantes.

O presidente turco, Recep Erdogan, já ameaçou bloquear as exportações de petróleo curdo que atravessam o território do país. Por esse motivo, os investidores estão particularmente atentos à reação de Ancara.

"É importante acompanhar o que Erdogan irá fazer", disse Helima Croft, chefe de commodities da RBC Capital Markets. "Se ele levar essa ameaça adiante, veremos os preços (do petróleo) subir."

Mais tarde, investidores ficarão de olho também na pesquisa semanal da Baker Hughes sobre plataformas e poços de petróleo em operação nos EUA.

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