Preços

Petróleo tem volatilidade com queda nos estoques e possível aumento na produção

Dow Jones Newswires, 14/06/2018
14/06/2018 09:24
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Os preços do petróleo operam com volatilidade nesta quinta-feira, divididos entre a queda nos estoques de petróleo dos EUA, divulgados ontem, e a possibilidade de um aumento na produção da commodity na próxima reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Às 8h36 (de Brasília), o petróleo WTI para julho subia 0,53%, a US$ 66,99 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto tinha alta de 0,04%, a US$ 75,76 o barril, na ICE.

O Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) divulgou ontem que os estoques de petróleo caíram 4,1 milhões de barris na semana encerrada em 8 de junho, enquanto os estoques de gasolina e de diesel caíram 2,3 milhões de barris e 2,1 milhões de barris, respectivamente.

"A crescente demanda por petróleo dos EUA está sustentando os preços", de acordo com Tamas Varga, analista da corretora PVM Oil Associates Ltd.

Por outro lado, os preços do petróleo tem estado sob pressão nas últimas semanas, em meio a sinais crescentes de que a Arábia Saudita e a Rússia estão se preparando para aumentar a produção de petróleo após mais de um ano de retração na produção.

Hoje, o ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid Al-Falih, que está em Moscou para a abertura da Copa do Mundo, disse que é inevitável que a Opep e outros dez grandes produtores, incluindo a Rússia, decidam elevar sua produção gradualmente na reunião que farão no próximo dia 22, em Viena, de acordo com informações da Bloomberg.

"Independentemente do funcionamento interno da Opep, a Arábia Saudita e a Rússia foram as forças motrizes para assinar o acordo de fornecimento [no final de 2016] e provavelmente decidirão em acordos bilaterais para aliviar parcialmente as restrições de produção", disse Norbert Ruecker, chefe de pesquisa de macro e commodities do banco suíço Julius Baer.

Na quarta-feira, o presidente americano, Donald Trump, culpou a Opep pelos altos preços do petróleo - reiterando uma queixa contra o cartel, feita pela primeira vez em abril.

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