Revisão

Plano para o setor portuário vai incluir a construção de portos em rios do país

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) está fazendo uma revisão no Plano Geral de Outorgas do setor portuário para incluir estudos sobre a necessidade de construção de portos em rios no interior do país. A primeira versã

Agência Brasil
15/09/2010 05:20
Plano para o setor portuário vai incluir a construção de portos em rios do país Visualizações: 270
A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) está fazendo uma revisão no Plano Geral de Outorgas do setor portuário para incluir estudos sobre a necessidade de construção de portos em rios no interior do país. A primeira versão do plano, que foi concluída no ano passado, apontou apenas a necessidade de construção de novos portos marítimos.
 
 
Segundo o diretor-geral da Antaq, Fernando Fialho, a revisão do plano deve ficar pronta em um ano. Para ele, o objetivo é aumentar o uso das hidrovias para o escoamento da produção do país. Fialho disse, também, que o uso de hidrovias no lugar das rodovias poderá reduzir o custo do transporte da produção agrícola entre 20% e 30%, além de diminuir em até 68% a emissão de gás carbônico pelo transporte rodoviário.
 
 
A Antaq já identificou nove corredores hidroviários que poderão receber novos portos: nos rios Tocantins, Rio Madeira, São Francisco, Parnaíba, Paraguai, Tietê, Paraná, Teles Pires e Tapajós e o corredor do Mercosul, que reúne os rios Jacuí e Ibicuí (RS).
 
 
Segundo Fialho, o governo vai identificar as áreas prioritárias. Ele destacou que a grande maioria dos investimentos virá da iniciativa privada. “Esse estudo identifica possibilidades, e aí a demanda do mercado, de empresários privados e do governo de instalar novos portos públicos é que vai definir efetivamente a implantação”, disse.
 
 
O presidente da Antaq participou ontem (14) de um debate sobre as perspectivas do setor portuário com integrantes do Conselho de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para o presidente do conselho, José Mascarenhas, o Plano de Outorgas é um avanço para o futuro, mas antes disso é preciso melhorar a gestão dos portos que já existem, porque o transporte de cargas por meio de hidrovias é mais barato e eficiente.
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