Oportunidade

Por que formar profissionais para funções críticas se tornou estratégico na indústria offshore?

Programa estruturado da MODEC prepara operadores responsáveis pela sala de controle de um FPSO — função ainda escassa no mercado.

Redação TN Petróleo/Assessoria MODEC
09/04/2026 17:11
Por que formar profissionais para funções críticas se tornou estratégico na indústria offshore? Imagem: Divulgação Visualizações: 2644

Diante da complexidade das operações offshore e da escassez de profissionais qualificados no mercado, a MODEC vem investindo de forma permanente na formação de Operadores de Sala de Controle (Control Room Operators – CROs), função essencial para o funcionamento seguro e eficiente de unidades do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading). Desde 2022, a companhia já capacitou 64 profissionais por meio de um programa próprio de desenvolvimento.

Responsável por monitorar e controlar todo o processo de produção de óleo e gás, o CRO desempenha um papel central na continuidade operacional, na resposta a emergências e no cumprimento de normas de segurança e ambientais. A função exige alto nível de conhecimento técnico, aliado a habilidades como tomada de decisão sob pressão, pensamento crítico e agilidade de resposta.

Para atender a essa demanda, ainda pouco suprida pelo mercado, a MODEC estruturou um programa robusto de formação, com destaque para a Sala de Treinamento de CRO, no Rio de Janeiro, por meio do sistema OTS - Operator Training System. O ambiente simula, com alto nível de fidelidade, os sistemas e condições de uma unidade offshore, permitindo que os profissionais sejam preparados para situações reais de operação. O escritório da MODEC em Macaé também conta com um sistema OTS usado estrategicamente pela empresa.

“Como parte da nossa estratégia de excelência operacional e segurança de processos, desenvolvemos um programa que combina padronização global, prática intensiva e avaliação contínua de desempenho. Nosso objetivo é sustentar a expansão das operações, acompanhando o crescimento da frota e reduzindo os impactos de um mercado altamente dinâmico”, afirma Tiago Santana, Consultor de Treinamentos da MODEC e responsável pelo desenvolvimento do programa de formação de CROs da companhia.

Segundo ele, a posição de CRO é uma das mais críticas a bordo e exige um longo período de capacitação, sem que haja hoje uma formação acadêmica específica disponível. “Por isso, estruturamos uma trilha completa, que integra padrões operacionais, treinamento prático orientado e simulações em sistemas de alta fidelidade. Isso garante consistência, segurança e transferência efetiva de conhecimento”, explica.

A jornada até a Sala de Controle é construída ao longo do tempo. Muitos profissionais iniciam em operações de campo e evoluem por meio de capacitação contínua e experiência prática.

“A formação não me ensinou apenas a operar um sistema, mas a exercer a função de CRO com a profundidade técnica e a maturidade que a posição exige. Minha trajetória até me tornar CRO foi um caminho muito intencional, construído sobre dois pilares: base técnica sólida e aprendizado contínuo na prática. Um CRO toma decisões melhores quando compreende profundamente o que acontece fora da sala de controle. Isso não se apreende apenas em um manual”, conta Pedro Ferrarezi (foto), CRO do FPSO Cidade de Itaguaí MV26.

Com o apoio de tecnologias avançadas e treinamentos imersivos, os CROs da MODEC assumem uma função estratégica em um ambiente de alta complexidade, contribuindo diretamente para a eficiência operacional, a integridade dos ativos e a segurança das operações.

Sobre a MODEC - A MODEC é líder global no segmento de construção, afretamento e operação de plataformas para produção de óleo e gás e possui mais de 55 anos de história. Há mais de duas décadas em mares brasileiros, a MODEC opera 14 plataformas de petróleo e gás e possui duas unidades em construção para o país. São mais de 3,3 mil empregados atuando no Brasil.

 

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