Rota comercial
<P>A linha comercial do Porto de Paranaguá com Angola, na África, acaba de receber mais um navio. A armadora italiana Grimaldi, que inaugurou a rota em julho do ano passado com apenas um navio para a exportação de veículos, viu o crescimento contínuo dos negócios com o país e ampliou mais um...
Agência EstadoA linha comercial do Porto de Paranaguá com Angola, na África, acaba de receber mais um navio. A armadora italiana Grimaldi, que inaugurou a rota em julho do ano passado com apenas um navio para a exportação de veículos, viu o crescimento contínuo dos negócios com o país e ampliou mais uma vez a linha.
De acordo com Wellington Borba dos Santos, gerente da Oceanus -- que é agente da Grimaldi em Paranaguá -- três navios compõem a linha para Angola, atracando com intervalo médio de 10 dias em Paranaguá. Este crescimento tem sido contínuo. São exportados veículos e contêineres, numa média de duas mil toneladas de carga em cada navio, afirma Santos.
O próximo navio com destino a Angola está previsto para atracar em Paranaguá nesta terça-feira (26). No Al Hurreya serão embarcados 80 caminhões Volvo e trailers da Randon, totalizando 114 unidades de cargas rolantes (1.300 toneladas). Além disso, 80 contêineres também serão exportados no navio, com 800 toneladas no total.
Para o mês de setembro, três navios já estão programados para atender a linha africana: Thebeland (03), Fast Arrow (12) e Al Hurreya (25). De julho de 2007, quando a linha foi inaugurada, até julho deste ano, já foram exportados para Angola, via Porto de Paranaguá, 1.371 unidades de cargas rolantes -- que compreendem veículos, caminhões, rebocadores, carrocerias, ônibus, maquinários e tratores. Do início da linha até agora, já atracaram no Porto 16 navios para levar veículos com destino a Angola.
Regularidade - Para o diretor de operações da Grimaldi, Miguel Malaguerra, a ampliação dos negócios com Angola se dá pelo momento estratégico que o país está vivendo. Após a guerra civil, o país tornou-se um mercado promissor, assim como toda a África. O produto brasileiro é adequado a países em desenvolvimento, como Angola, para onde são enviados tratores, caminhões e ônibus em virtude das boas condições rodoviárias do país, disse.
De acordo com Carlos Ogliari, gerente para assuntos institucionais e governamentais da Volvo, a regularidade da rota e as atracações semanais têm servido como bons argumentos para ampliar os negócios com Angola.
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