Portos
<P>O porto de Antonina, que já foi o quarto maior porto do País na década de 1920, e que por muito tempo permaneceu sem receber investimentos, está recebendo diversas obras desde o início do ano e deve ampliar a movimentação em 2006.<BR><BR>No caso de Paranaguá, a Petrobras Transporte (Trans...
DCIO porto de Antonina, que já foi o quarto maior porto do País na década de 1920, e que por muito tempo permaneceu sem receber investimentos, está recebendo diversas obras desde o início do ano e deve ampliar a movimentação em 2006.
No caso de Paranaguá, a Petrobras Transporte (Transpetro) prevê ampliação na área portuária com a perspectiva de atuar com a exportação de álcool combustível nos próximos anos.
Atualmente, os portos de Paranaguá e Antonina possuem 22 áreas arrendadas, sendo o contrato da Transpetro o mais antigo, firmado em 1985. A receita mensal do Conselho da Autoridade Portuária (Appa) com os arrendamentos é de R$ 1,2 milhão. No primeiro semestre deste ano, a receita com a arrecadação de tarifas pelos serviços nos portos cresceu 8%, em relação ao mesmo período do ano passado, passando de R$ 59 milhões no primeiro semestre de 2005 para R$ 64 milhões este ano.
Investimentos
A estrutura de armazenagem de produtos combustíveis líquidos que a Transpetro mantém na área arrendada no Porto de Paranaguá deve passar por uma remodelação e receber ajustes para o ingresso nesse novo segmento.
A tendência do uso de combustíveis alternativos e complementares ao produto fóssil é cada vez mais expressiva no mercado internacional, principalmente a partir da formação de protocolos ambientais. Com isso, o álcool estará entre os produtos com maior demanda, revela o gerente Luiz Vicente Maurer da Costa. Ele explica que a empresa não definiu valores para o projeto, mas deve iniciar a adequação assim que a demanda estiver consolidada.
A estratégia de expansão da Transpetro inclui investimentos na capacidade de movimentação e principalmente na estrutura do terminal da empresa no Porto de Paranaguá. Uma das obras mais importantes será a construção de um novo píer para atracação de navios de granéis líquidos, que deve consumir R$ 40 milhões.
A previsão é de que o píer seja inaugurado dentro de dois anos, e como a estrutura estará no perímetro do porto público, poderá ser utilizada pelas demais empresas que operam no local.
As intervenções serão feitas em parceria com a administração do porto, inclusive com o setor de engenharia, para garantir o principal objetivo, que é uma maior segurança nas operações, diz Costa.
O novo píer terá capacidade de recepção de navios de até 60 mil toneladas, e um sistema de controle de ponta será instalado para as operações, com sensores de velocidade de aproximação dos navios, evitando problemas comuns de atracação.
Além do novo píer, a Transpetro prevê a instalação de um Centro de Excelência em Defesa Ambiental (Ceda), para a prevenção e intervenção em acidentes ambientais. O centro terá um custo de R$ 5 milhões. A empresa também anunciou um projeto em parceria com a Prefeitura de Paranaguá, no valor de R$ 7,2 milhões, para a pavimentação de um trecho de acesso ao porto, evitando o tráfego pesado em área central da cidade, que mantém áreas tombadas pelo patrimônio histórico.
Antonina
O Conselho da Autoridade Portuária está tentando negociar com a Transpetro para que a empresa estenda a atuação também ao município de Antonina. A estrutura da empresa fica a uma distância de apenas seis quilômetros do porto, e a extensão das operações poderia facilitar a logística para a empresa, comenta o presidente do Conselho, Josué Marques da Silva.
O porto de Antonina já disponibilizou sete novas áreas para arrendamentos, que já estão sendo sondados por empresas, mas só devem ser concretizados após processo de licitação, que ainda não tem data marcada.
Fonte: DCI
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