Incentivo

Portugal promete apoiar energia renovável em Cabo Verde

O primeiro-ministro português, José Sócrates, prometeu neste sábado (14) auxiliar Cabo Verde nos seus projetos de desenvolvimento de energias renováveis, manifestando-se disponível para transferir tecnologia nacional e incentivar a participação de empresas portuguesas em parcerias.

Agência Lusa
16/03/2009 09:40
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O primeiro-ministro português, José Sócrates, prometeu neste sábado (14) auxiliar Cabo Verde nos seus projetos de desenvolvimento de energias renováveis, manifestando-se disponível para transferir tecnologia nacional e incentivar a participação de empresas portuguesas em parcerias.

 

As palavras de José Sócrates foram proferidas no pólo de São Vicente da Universidade de Cabo Verde, após a assinatura de um memorando entre os governos de Portugal e de Cabo Verde, prevendo a abertura de uma linha de crédito de 100 milhões de euros para apoiar projetos cabo-verdianos na área das energias renováveis.

 

Na sua curta intervenção, o primeiro-ministro definiu o acordo em torno das energias renováveis como “o mais significativo na nova agenda de relações” entre Portugal e Cabo Verde, países que disse serem dependentes ao nível de energias fósseis.

 

“Queremos transferir [para Cabo Verde] tecnologias, que as empresas portuguesas cooperem em parcerias com empresas cabo-verdianas e que haja um intercâmbio no campo do conhecimento. Temos de afirmar as energias renováveis”, declarou o líder do executivo português.

 

Perante uma plateia majoritariamente constituída por estudantes universitários, Sócrates frisou que Portugal tem “a quarta maior empresa mundial na área das energias renováveis”.

 

“Temos o maior parque eólico da Europa e estamos a mudar o nosso paradigma energético em Portugal”, sustentou ainda.

 

Por sua vez, o primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, começou citando que o seu país não tem energias fósseis nem hídricas, mas tem como “ativos o mar, o vento e o sol”.

 

“Até 2020 queremos ter uma penetração de energias renováveis de 50% e queremos que uma das nossas ilhas seja totalmente abastecida por energias renováveis”, apontou.

 

No mesmo contexto, o primeiro-ministro cabo-verdiano disse que a meta do seu país, num prazo mais imediato, é ter em 2011 uma penetração de 25% em energias renováveis.

 

José Maria Neves recebeu uma prolongada salva de palmas numa fase do seu discurso em que se dirigiu diretamente a José Sócrates.

 

“Nós, cabo-verdianos, somos aventureiros. Nós somos os Magalhães do século 21. Estamos espalhados por todo o mundo”, declarou.

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