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Projeto da P-63 é apresentado ao Conselho de Autoridade Portuária

O engenheiro José Miguel Simão Filho, gestor executivo da Quip S/A, apresentou, ontem, o projeto da P-63, terceira plataforma a ser construída em Rio Grande, ao Conselho de Autoridade Portuária (CAP) do porto rio-grandino, em reunião realizada na sede da Superin

Jornal Agora (RS)
28/07/2010 13:19
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O engenheiro José Miguel Simão Filho, gestor executivo da Quip S/A, apresentou, ontem, o projeto da P-63, terceira plataforma a ser construída em Rio Grande, ao Conselho de Autoridade Portuária (CAP) do porto rio-grandino, em reunião realizada na sede da Superintendência do Porto (SUPRG).
 
 
 
Durante o encontro, ele informou que a preparação do canteiro de obras da empresa, localizado na ponta Sul do Porto Novo, está em andamento e deverá receber, no total, investimento de R$ 30 milhões para a execução desta plataforma. Está previsto para dezembro deste ano, o início da construção, no Município, de parte dos 10 módulos da P-63.
 
 
Posteriormente, os módulos serão integrados ao casco do navio tanque BW Nisa, que está sendo convertido em casco da P-63 na China, no estaleiro Cosco, em parceria com o Grupo BW Offshore, e deverá chegar em Rio Grande em outubro de 2011. A conclusão desta plataforma, que se constitui num investimento de US$ 1,3 bilhão, está previsto para dezembro de 2012. Em sua apresentação, Simão Filho tranquilizou o CAP sobre sua principal preocupação em relação à construção da P-63, que são possíveis interrupções do tráfego aquaviário.
 
 
Durante a execução da P-53, já montada pela Quip no mesmo local, o içamento de alguns módulos foi feito com uso de guindastes flutuantes, o que exigia paralisações na movimentação de navios na área do Porto Novo. De acordo com o gestor executivo da Quip, essa interferência não ocorrerá na integração dos módulos da P-63, pois não serão utilizados guindastes flutuantes. Desta vez, para o içamento dos módulos e instalação deles no casco da plataforma, será utilizado um guindaste de grande porte fixo em terra, com capacidade para içar até 3,5 mil toneladas. Este equipamento terá como apoio uma base de concreto de 90 metros de largura por 90 metros de comprimento, a ser construída no cais.
 
 
Dos R$ 30 milhões a serem investidos na preparação do canteiro de obras, R$ 23 milhões serão consumidos pela construção desta base, apropriada somente para guindastes de grande porte. Simão Filho explicou tratar-se de um guindaste de alto custo, que será locado, cuja operação é complexa, mas que tem mobilidade para instalar um módulo em qualquer parte da plataforma a partir do solo. Sua lança, na posição vertical, tem altura de 135 metros.
 
 
 
Outro fator ressaltado por ele, é que a P-63 ocupará menos espaço no cais do que a P-53, pois tem 26 metros a menos. A P-53 tem 360 metros de comprimento e a nova plataforma terá 334. A entrada do casco da P-63 no porto também não irá interferir no tráfego aquaviário porque, diferente da P-53, primeira plataforma construída em Rio Grande, ela tem motor próprio. Já vem da China com máquinas próprias. A P-53 precisou de vários rebocadores para ser conduzida até o cais do Porto Novo.
 
 
A P-63 é uma plataforma do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading). Terá capacidade para processar 140 mil barris por dia de petróleo e 1 milhão de Nm³/dia de compressão de gás. A unidade gerará 98 Mwh de energia e armazenará até 1,4 milhão de barris de petróleo. No pico de sua construção, deverão ser gerados em torno de 2 mil empregos diretos. O contrato para a P-63 é executado através de joint-venture formada pelos Grupos Quip e BW Offshore.
 
 
 
Projeto de novo estaleiro
 
 
Simão Filho também falou de uma terceira etapa do projeto da Quip S/A para Rio Grande, que é a implantação, em sua área, de um estaleiro. O projeto deste empreendimento inclui a construção de um dique molhado e de um pórtico-guindaste para dar agilidade na movimentação de módulos. A proposta da Quip com este empreendimento será duplicar a capacidade atual de sua área e trazer para o Município mais empreendimentos da área naval.
 
 
O estaleiro é um projeto para depois da P-63. É um empreendimento que dependerá do futuro dos investimentos da Petrobras, uma vez que a empresa pretende participar das licitações, buscando novos contratos para executar em Rio Grande.
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