Construção naval
<P>A Rebras Rebocadores do Brasil, empresa de navegação que se associou em 2006 à holandesa Smit International Overseas, teve aprovado financiamento de US$ 70 milhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a construção de 18 rebocadores que atuarão no apoio a ...
Valor EconômicoA Rebras Rebocadores do Brasil, empresa de navegação que se associou em 2006 à holandesa Smit International Overseas, teve aprovado financiamento de US$ 70 milhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a construção de 18 rebocadores que atuarão no apoio a atividades portuárias. É a maior operação para o segmento de rebocadores aprovada pelo banco nos últimos dez anos, disse Fernando Vivaqua, gerente da área de infra-estrutura do departamento de logística do BNDES.
Mauro Sales, diretor-executivo da Smit-Rebras, informou que parte dos 18 navios já está em construção. A contratação do financiamento com o BNDES depende agora da entrega de alguns documentos pela empresa. Vencida esta etapa, o contrato será assinado e os desembolsos começarão a ser feitos de acordo com o cronograma das obras. Smit-Rebras é o nome da empresa resultante da fusão com os holandeses.
Os rebocadores estão sendo construídos no estaleiro Detroit Brasil, de Itajaí (SC), controlado por capital chileno. Sales disse que existe um contrato entre a Rebras e o estaleiro catarinense para a construção das embarcações. Dos 18 navios, seis terão capacidade de 70 toneladas de tração estática e os outros 12, de 45 toneladas. Os primeiros rebocadores serão entregues no início do segundo semestre de 2007. A última embarcação tem previsão de entrega no fim de 2008.
Segundo a Smit-Rebras, o investimento total nos navios será de US$ 85 milhões, dos quais US$ 54,4 milhões serão repassados diretamente pelo BNDES e US$ 15,6 milhões por meio da Caterpillar Financial, que atua na operação como agente financeiro do banco de fomento. O empréstimo se dará com recursos do Fundo de Marinha Mercante (FMM). As condições de custo e prazo não foram divulgadas.
Sales disse que a entrada da Smit-Rebras no mercado vai acelerar o processo de renovação da frota brasileira de rebocadores portuários. Hoje grande parte dos portos opera com frota de rebocadores de idade avançada.
Fonte: Valor Econômico
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