Biocombustíveis

Regulamentação do Programa RenovaBio na agenda ambiental

Redação/Assessoria Unica
05/10/2017 13:54
Visualizações: 1753

Em fase decisiva para a sua regulamentação, o Programa RenovaBio é considerado estratégico para “descarbonizar” os transportes e reduzir a emissão de gases de efeito estufa por meio do uso de biocombustíveis. A proposta, que tem adesão plena de ambientalistas e produtores do País, representa um dos poucos consensos existentes na sociedade civil a respeito de políticas públicas que promovam, sem subsídios ou isenção fiscal, a sustentabilidade na matriz energética nacional.

O diretor executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Eduardo Leão de Sousa, ressalta que o RenovaBio é uma demanda da sociedade nacional, e não apenas setorial. “Muito mais do que uma política de apoio ao setor de biocombustíveis, por meio de regras claras e previsíveis, trata-se de um programa de Estado que beneficiará toda a sociedade. Além de ser um poderoso instrumento que irá ajudar o Brasil a cumprir as suas metas de redução de gases de efeito-estufa, o RenovaBio permitirá uma melhoria da poluição atmosférica nas grandes cidades e significativos investimentos, com geração de mais empregos e renda no campo e nas cidades”, avalia.

Lançado no final de 2016 pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o RenovaBio teve suas diretrizes formalizadas pelo Conselho Nacional de Políticas Energéticas (CNPE) em junho deste ano e logo seguiu para a Casa Civil, onde foi exaustivamente analisado e aprovado por técnicos do governo. As próximas etapas incluem a redação final do projeto e a definição se o Programa seguirá como Medida Provisória ou Projeto de Lei para aprovação no Congresso Nacional. Durante o Fórum Nordeste 2017, realizado no dia 25/09, em Recife (PE), o ministro do MME, Fernando Coelho Filho, falou sobre a consolidação do RenovaBio: “Já estamos na fase final e acredito que em breve vamos celebrar essa conquista”.

Sociedade civil

Entidades da sociedade civil, incluindo movimentos ambientalistas no Brasil e no exterior, vêm pedindo celeridade na implementação do RenovaBio, dada a sua importância para a redefinição do papel dos biocombustíveis diante dos compromissos assumidos pelo Brasil na Conferência de Paris. Objetivando cortar em 43% as suas emissões até 2030, o País definiu diversas ações de mitigação, entre estas alavancar a oferta anual de etanol dos atuais 28 bilhões de litros para aproximadamente 45 bilhões de litros.

Também no dia 25/09, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, movimento multissetorial que reúne mais de 120 empresas e associações da sociedade civil, entre elas a UNICA, colocou o RenovaBio na pauta de um encontro com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fábio Kanczuk. A Coalizão já havia enviado uma carta ao presidente Michel Temer no início de julho defendendo que o Programa fosse estruturado de forma a reconhecer a contribuição econômica, social e ambiental dos biocombustíveis.

Com a adoção do RenovaBio, o setor sucroenergético, que já emprega cerca de 1 milhão de pessoas, poderá gerar mais 750 mil empregos, além de evitar a emissão de aproximadamente 571 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera, volume equivalente a três vezes o total emitido pelo desmatamento de florestas no País de 2014 a 2030.

Em outra correspondência endereçada ao presidente da República, o Below50, iniciativa global de apoio a combustíveis renováveis que emitam 50% menos gases de efeito estufa (GEEs) em relação aos fósseis – o etanol brasileiro atinge um percentual bem superior, de até 90% – referiu-se ao RenovaBio como um instrumento para alavancar o mercado de carbono no Brasil: “(...) o RenovaBio representa o pontapé inicial para a configuração de um possível mercado de carbono no país, pois prevê a certificação de redução das emissões de gases de efeito estufa dos biocombustíveis. Com isso, abrem-se as portas para a consolidação da discussão em torno da precificação de carbono na economia nacional”.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Fenasucro
Necta destaca biometano como alternativa ao diesel duran...
14/08/26
Fenasucro
Binatural defende ampliação do uso de biodiesel em setor...
14/08/26
Petrobras
Ao completar 20 anos, ativo de Tupi alcança produção acu...
14/08/26
Fenasucro
Do biobunker ao biometano, bioenergia avança sobre novos...
14/08/26
ANP
Participação Especial: valores referentes à produção do ...
14/08/26
Evento
IBP discute os impactos da tecnologia e inovação no futu...
14/08/26
Premiação
Tereos é destaque no prêmio MasterCana com projetos de i...
14/08/26
Firjan
BR Offshore apresenta na Firjan Norte Fluminense projeto...
14/08/26
Evento
UDOP participa de mesa redonda no Conexão Cana 2026
13/08/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Equilíbrio entre oferta e demanda estabili...
13/08/26
Descomissionamento
Descomissionamento: ANP realiza audiência pública sobre ...
13/08/26
Geração de Energia
Campo Grande recebe quatro dias de debates sobre bioener...
12/08/26
Biometano
Com salto de 75% na produção, setor de biometano lança d...
12/08/26
Agronegócio
Firjan comemora aprovação do Programa de Desenvolvimento...
12/08/26
Internacional
KPMG: consumo de combustível fóssil cai, apesar da parti...
12/08/26
Fenasucro
Abertura da Fenasucro & Agrocana destaca liderança do Br...
12/08/26
Terminais
Ultracargo finaliza investimentos em melhorias no termin...
11/08/26
Evento
IBP e BIP reúnem líderes para discutir a tecnologia no f...
11/08/26
Evento
Gestão de Ativos ganha protagonismo na estratégia empres...
11/08/26
Fenasucro
CEO da ORPLANA modera debate sobre cana e milho na Fenas...
11/08/26
Macaé
Foresea participa do WSOP 2026 e reforça que segurança é...
11/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.