Brasil

Salto tecnológico: micro e pequenas indústrias são parte da Nova Política Industrial

Brasil Mais Produtivo, que tem o apoio do Sebrae, ganha destaque em anúncio no Planalto como estratégia para aumentar a competitividade e a transformação digital das empresas

Redação TN Petróleo/Assessoria Sebrae
22/01/2024 15:22
Salto tecnológico: micro e pequenas indústrias são parte da Nova Política Industrial Imagem: Divulgação Visualizações: 2648

O Sebrae será parte importante da Nova Política Industrial Brasil (NIB), anunciada nesta segunda-feira (22) pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), em Brasília. A NIB destaca o Brasil Mais Produtivo entre as iniciativas do governo para a construção de uma indústria mais inovadora, sustentável e competitiva no país. O programa voltado para a transformação digital conta com o apoio do Sebrae para levar inovação rápida com ganhos de produtividade e eficiência para micro e pequenas empresas (MPE) de todo o território nacional. Os investimentos previstos para o programa somam R$ 2 bilhões. 

Para tornar a indústria mais moderna e disruptiva, o governo estabelece a meta de transformar digitalmente 90% do total das empresas industriais brasileiras e triplicar a participação da produção nacional nos segmentos de novas tecnologias. O plano de ação da Nova Política Industrial foi apresentado pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, ao presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião no Palácio do Planalto.

Segundo Alckmin, o programa Brasil Mais Produtivo vai alcançar 200 mil empresas, sendo 93,1 mil atendimentos nos próximos três anos.  “Gostaria de agradecer à Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), ao Sebrae, ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e ao do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Esse é um trabalho onde o Senai e o Sebrae irão empresa por empresa. Noventa e três mil micro, pequenas e médias indústrias presencialmente. Vão lá na empresa, identificam o gargalo, identificam o problema”, detalhou o vice-presidente. 

“O Senai já está contratando os consultores e estabelecendo a plataforma. E o Sebrae, presencialmente, quero destacar aqui o Décio Lima, do nosso Sebrae, faz o projeto e o BNDES financia. Ou seja, um apoio presencial às micro, pequenas e médias indústrias. E mais duzentas mil empresas através da plataforma digital”, completou. Alckmin destacou ainda que  “as inscrições já estão abertas. Basta entrar no site do ABDI, ou do Senai, ou do Sebrae”.  E frisou: “São R$ 2 bilhões para digitalização pelo Brasil Mais Produtivo. Para a gente ganhar eficiência na pequena indústria.”

Nova era da indústria brasileira

Ao todo, o governo federal prevê R$ 300 bilhões para financiamentos, sob gestão BNDES, Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), com destinação à linhas específicas, não reembolsáveis ou reembolsáveis, e recursos por meio de mercado de capitais, em alinhamento aos objetivos e prioridades das missões para promover a neoindustrialização até 2026.  

Durante o evento, o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, frisou o compromisso da instituição em estabelecer parcerias importantes para o setor produtivo nacional. “Estamos concluindo agora a reunião liderada pelo presidente Lula e pelo vice Geraldo Alckmin, onde todo o setor produtivo se fez presente na nova política de neoindustrialização. Com a presença principalmente do BNDES e de todos os órgãos produtivos das cadeias da indústria brasileira, houve o lançamento de uma pauta de crédito de R$ 300 bilhões para o próximo período. Portanto, o velho acabou, o tempo da decadência econômica brasileira, que foi produzida pelo período anterior, principalmente com os conceitos do neoliberalismo, ficou para trás, porque levou o Brasil a um processo de crise sem igual.”

Décio Lima comemorou a retomada da industrialização do país. “O Brasil se recupera neste momento com entusiasmo, para continuar seu desenvolvimento econômico, geração de empregos, e, sobretudo, tirar milhões de brasileiros que ainda estão na linha da pobreza e da miséria. E o Sebrae está aqui, junto ao governo federal, para poder estabelecer as parcerias importantes para o setor produtivo e da indústria.” 

O presidente Lula, por sua vez, reforçou a necessidade de governo federal apresentar resultados concretos das ações da Nova Política Industrial nos próximos anos. Ele reconheceu o empenho do Conselho, formado por representantes dos ministérios, BNDES, setor produtivo, sociedade civil e trabalhadores. 

“Podemos sair do patamar que nós nos encontramos e dar um salto de qualidade. É muito importante para o Brasil que nós voltemos a ter uma política industrial inovadora, totalmente digitalizada como o mundo exige hoje. E que nós possamos superar de uma vez por toda o problema do Brasil de nunca ser um país definitivamente grande e desenvolvido”, enfatizou. 

Durante coletiva de imprensa, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, defendeu ainda o papel do Estado como indutor do desenvolvimento indústria brasileira. Segundo ele, o país está diante de uma janela histórica de oportunidades e dos desafios da transição digital acelerada e crise ambiental provocada pelas mudanças climáticas. Ele também aproveitou para destacar o papel do Sebrae, junto com o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, para impulsionar a indústria.

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