Abimaq

Seminário discute futuro da indústria de bens de capital

SEGS
16/12/2015 16:22
Visualizações: 479

As dificuldades enfrentadas pela indústria de máquinas e equipamentos no setor de óleo e gás, os efeitos da crise política e as perspectivas e estratégias para a sobrevivência e retomada do crescimento foram temas discutidos no seminário “O futuro da indústria de bens de capital no atual cenário do setor de petróleo e gás”, promovido pela ABIMAQ, na sede da associação, no dia 17 de novembro. Na ocasião, foram discutidas as visões política, econômica, de empresas de petróleo, de empresas prestadoras de serviço e da indústria de máquinas e equipamentos, por especialistas representantes de cada setor.

Na abertura do evento, Carlos Pastoriza, presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ, destacou a fase crítica atual, ressaltando que o faturamento da indústria de máquinas e equipamentos para o setor de óleo e gás teve queda de 55% até setembro deste ano e, nas exportações, queda de 90% no mesmo período. “A indústria de transformação é uma das mais afetadas nessa recessão, pois, em uma crise, o que se corta primeiro são investimentos. Para sobrevivermos, precisamos ter condições mínimas para que os investimentos retornem”, afirmou.

Política e economia - Para o deputado federal Jerônimo Goergen, presidente da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos, a crise política está congelando a economia. “Como serão feitos investimentos, se não podemos imaginar o futuro do Brasil? É essencial uma definição quanto à continuidade ou não do governo, para o planejamento necessário. Os próximos meses são fundamentais para discutirmos o país que queremos. Sem investimentos, como vamos sobreviver? Vamos virar um Brasil colônia”, declarou, destacando que a ABIMAQ é uma das poucas entidades que tem se posicionado com firmeza junto ao governo: “Reforço meu compromisso com a associação e minha luta por esse setor tão importante”.

Carlos Carvalho, gestor da Saga Capital, afirmou que é preciso quebrar o seguinte ciclo vicioso: Agravamento do quadro fiscal, aumento dos prêmios de risco, desvalorização do Real, elevação da inflação, alta dos juros futuros, deterioração da atividade e queda na arrecadação: “Mas, para isso, temos que resolver outra crise, a política”. Segundo ele, em um cenário de continuidade do processo atual, o círculo vicioso permanece e a inflação elevada e atividade estagnada se prolongariam nos próximos anos, sendo o setor externo a válvula de escape nesta conjuntura. “Caso haja reversão do processo atual, ocorreria uma inversão do círculo vicioso. Mas, para isso, o governo não pode repetir erros dos últimos anos e devemos recuperar a agenda de reformas”, concluiu.

Visão das empresas de petróleo e prestadoras de serviço - Com visão mais otimista, o secretário executivo de E&P do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Antônio Guimarães, declarou acreditar em uma luz no fim do túnel. “O potencial geológico que nós temos, o potencial offshore, é algo já comprovado. E o pré-sal é um ponto fora da curva, de tão excepcional. Mas este potencial não está se materializando. Temos que entender as causas e precisamos de política industrial para que a atração de investimentos traga esse valor”, afirmou, citando como caminhos necessários: Estabilidade tributária e regulatória, agilidade no licenciamento ambiental, multiplicidade de atores em ação, planejamento do ciclo de leilões da ANP, identificação de gargalos e política de Conteúdo Local inteligente.

Eduardo Chamusca, diretor de Desenvolvimento de Negócios Brasil da SBM, manteve o discurso mais positivo. “É muito difícil vislumbrar o futuro quando se está preocupado se vai haver café da manhã para os funcionários na fábrica, mas acredito que vai haver demanda. As reservas estão aí. Não interessa o tamanho da queda, o Brasil continua sendo o principal mercado. Existe uma teoria de que o Brasil não é competitivo, mas isso até se colocar em prática melhores métodos de gestão. A perspectiva é boa. O ponto chave é saber: O que fazemos hoje no Brasil, o que não fazemos e o que queremos fazer?”, questionou.

 

Após as apresentações, foram realizados debates, cujo conteúdo poderá ser visualizado no site do Conselho de Óleo e Gás: www.conselhos.org.br/cog.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ANP
ANP aprova relatório de estudo sobre controle de queima ...
24/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026 impulsiona inovação e investiment...
24/07/26
Gás Natural
ANP aprova participação no Pacto Nacional para o Desenvo...
24/07/26
Combustíveis
ANP aprova Avaliação de Resultado Regulatório sobre ativ...
24/07/26
Evento
BR Aviation apresenta seu portfólio de soluções personal...
23/07/26
Royalties
Royalties: valores referentes à produção de maio foram d...
23/07/26
Combustíveis
Setor de combustíveis e lubrificantes registra queda 1,8...
22/07/26
Gestão
Constellation alcança paridade de gênero pela segunda ve...
21/07/26
IBP
Estudos apontam redundância do imposto de exportação e e...
21/07/26
Combustíveis
Queda do diesel puxa recuo dos combustíveis em julho e e...
21/07/26
PPSA
7º Leilão Spot: PPSA comercializa cargas de Atapu e de B...
20/07/26
Fenasucro
Bioenergia amplia aporte econômico e energético do Brasil
20/07/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em queda, mas mercado dá sinais de...
20/07/26
Negócio
ENGIE Brasil Energia conclui oferta subsequente de ações...
17/07/26
Resultado
Produção de petróleo da União chega a 244 mil barris por...
17/07/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana gera cerca de 18 mil empregos e mov...
16/07/26
ANP
Oferta Permanente: empresas inscritas têm até 21/7 para ...
16/07/26
Ceará
Gás natural chega ao Cariri (CE) e fortalece desenvolvim...
16/07/26
Terminais
Vast anuncia extensão de contrato com a PETRONAS Brasil ...
15/07/26
Biogás
GGT passa a integrar associação global de biogás e ampli...
14/07/26
Reconhecimento
Porto Sudeste recebe selo ouro do GHG Protocol pelo terc...
14/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.