Energia

Setor químico voltará a investir com pacote, diz Abiquim

Esta é uma das principais consumidoras de energia do país.

Agência Estado
11/09/2012 16:56
Visualizações: 538

 

A redução da tarifa de energia elétrica abre espaço para que a indústria química retome planos de investimentos. A análise foi feita por executivos do setor, ouvidos pela "Agência Estado", que aguardam mais detalhes do pacote. "Com esses números, acredito que todo mundo irá refazer suas contas", destaca o vice-presidente e coordenador da Comissão de Economia da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Marcos De Marchi.
A indústria química é, juntamente com o setor de alumínio e siderurgia, uma das principais consumidoras de energia do país. Por isso, o anúncio de queda das tarifas elétricas foi comemorado, principalmente entre executivos do setor de cloro-soda, que tem aproximadamente 40% dos custos totais associados à energia elétrica. No caso dos custos variáveis, a energia corresponde a 70% do gasto médio total de empresas do segmento.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor), Aníbal do Vale, a queda de até 28% no preço da energia, se confirmada (o governo ainda não detalhou se o benefício será aplicado também no mercado livre de energia), devolve parte da perda de competitividade do setor. "Para retomarmos a competitividade em níveis internacionais, a redução precisaria ser de 30% a 35%. Mas a queda (de 28%) seria um número importante para que pudéssemos voltar a fazer as contas de investimentos", destaca.
A elevação dos custos e consequente redução da competitividade da indústria de cloro-soda no Brasil fez com que os investimentos do setor apresentassem baixa ou nenhuma atratividade nos últimos dez anos. Nesse período, destaca Vale, os aportes continuaram porque as empresas instaladas no Brasil achavam importante se posicionar para atender o crescimento da demanda do mercado local.
Ainda assim, o investimento em expansão de capacidade local está aquém do necessário. No primeiro semestre de 2012, por exemplo, o Brasil importou 617,4 mil toneladas de soda cáustica, pouco abaixo da produção total de 691,5 mil toneladas no mesmo período. Desse modo, a relação entre produção local e necessidade de importação no Brasil é de praticamente um para um.
A produção de soda, usada para abastecer a indústria de alumínio e papel e celulose, entre outras, é limitada pela pouca atratividade de novos investimentos e pela correlação com cloro - ou seja, para justificar aumento de capacidade, a indústria de cloro-soda depende também do aumento da demanda interna por cloro, usado principalmente na produção de PVC. "O anúncio do governo é um passo importante para tentarmos reduzir o déficit do setor", sintetiza Vale, que também preside a Carbocloro.
O presidente executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, reforça a sinalização positiva dada pelo governo com o pacote de redução do custo da energia e o anúncio de outras medidas importantes, como investimentos na áreas de ferrovia e rodovia. "É claramente um passo na direção correta. Somos um setor cujo horizonte de planejamento é de no mínimo quatro a cinco anos e por isso precisamos de sinalização de longo prazo. E, anunciando medidas agora, o governo dá uma sinalização importante para a indústria química", diz. O setor responde por aproximadamente 20% das importações totais do Brasil e, em 2012, deve registrar déficit de quase US$ 30 bilhões.
De Marchi, que além de vice-presidente da Abiquim é também o novo diretor presidente da Elekeiroz, disse que o custo de energia no Brasil ainda ficaria cerca de 50% mais caro do que os valores nos Estados Unidos após a queda dos preços. Mas, segundo ele, mesmo com a manutenção de uma diferença entre os preços dos dois países, o anúncio do governo mostra-se positivo para a competitividade da indústria nacional. "É razão para aplaudirmos, que o governo esteja fazendo algo nesse sentido", afirmou o executivo.

A redução da tarifa de energia elétrica abre espaço para que a indústria química retome planos de investimentos. A análise foi feita por executivos do setor, ouvidos pela "Agência Estado", que aguardam mais detalhes do pacote. "Com esses números, acredito que todo mundo irá refazer suas contas", destaca o vice-presidente e coordenador da Comissão de Economia da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Marcos De Marchi.


A indústria química é, juntamente com o setor de alumínio e siderurgia, uma das principais consumidoras de energia do país. Por isso, o anúncio de queda das tarifas elétricas foi comemorado, principalmente entre executivos do setor de cloro-soda, que tem aproximadamente 40% dos custos totais associados à energia elétrica. No caso dos custos variáveis, a energia corresponde a 70% do gasto médio total de empresas do segmento.


De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor), Aníbal do Vale, a queda de até 28% no preço da energia, se confirmada (o governo ainda não detalhou se o benefício será aplicado também no mercado livre de energia), devolve parte da perda de competitividade do setor. "Para retomarmos a competitividade em níveis internacionais, a redução precisaria ser de 30% a 35%. Mas a queda (de 28%) seria um número importante para que pudéssemos voltar a fazer as contas de investimentos", destaca.


A elevação dos custos e consequente redução da competitividade da indústria de cloro-soda no Brasil fez com que os investimentos do setor apresentassem baixa ou nenhuma atratividade nos últimos dez anos. Nesse período, destaca Vale, os aportes continuaram porque as empresas instaladas no Brasil achavam importante se posicionar para atender o crescimento da demanda do mercado local.


Ainda assim, o investimento em expansão de capacidade local está aquém do necessário. No primeiro semestre de 2012, por exemplo, o Brasil importou 617,4 mil toneladas de soda cáustica, pouco abaixo da produção total de 691,5 mil toneladas no mesmo período. Desse modo, a relação entre produção local e necessidade de importação no Brasil é de praticamente um para um.


A produção de soda, usada para abastecer a indústria de alumínio e papel e celulose, entre outras, é limitada pela pouca atratividade de novos investimentos e pela correlação com cloro - ou seja, para justificar aumento de capacidade, a indústria de cloro-soda depende também do aumento da demanda interna por cloro, usado principalmente na produção de PVC. "O anúncio do governo é um passo importante para tentarmos reduzir o déficit do setor", sintetiza Vale, que também preside a Carbocloro.


O presidente executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, reforça a sinalização positiva dada pelo governo com o pacote de redução do custo da energia e o anúncio de outras medidas importantes, como investimentos na áreas de ferrovia e rodovia. "É claramente um passo na direção correta. Somos um setor cujo horizonte de planejamento é de no mínimo quatro a cinco anos e por isso precisamos de sinalização de longo prazo. E, anunciando medidas agora, o governo dá uma sinalização importante para a indústria química", diz. O setor responde por aproximadamente 20% das importações totais do Brasil e, em 2012, deve registrar déficit de quase US$ 30 bilhões.


De Marchi, que além de vice-presidente da Abiquim é também o novo diretor presidente da Elekeiroz, disse que o custo de energia no Brasil ainda ficaria cerca de 50% mais caro do que os valores nos Estados Unidos após a queda dos preços. Mas, segundo ele, mesmo com a manutenção de uma diferença entre os preços dos dois países, o anúncio do governo mostra-se positivo para a competitividade da indústria nacional. "É razão para aplaudirmos, que o governo esteja fazendo algo nesse sentido", afirmou o executivo.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Gás Natural
Gás natural: ANP aprova atuação de ofício para soluciona...
10/07/26
Biodiesel
ANP revisará regras para usos voluntários de biodiesel
10/07/26
ANP
Acesso de terceiros a gasodutos de escoamento e instalaç...
10/07/26
Construção Naval
Estaleiro Rio Grande recebe 11 mil toneladas de aço para...
10/07/26
ANP
Inscrições para Jornada Empreendedora PRH-ANP 2026 podem...
10/07/26
Rio de Janeiro
ANP estará presente na Rio Innovation Week
10/07/26
Apoio Offshore
Porto do Açu investe em gestão hídrica para impulsionar ...
09/07/26
Oportunidade
Equinor abre inscrições para Programa de Estágio 2026
08/07/26
Acordo
ANP e Petrobras assinam acordo para adequação de 335 poç...
07/07/26
Bacia de Pelotas
TGS inicia, em agosto, janela ambiental para proteção da...
07/07/26
Gasodutos
TBG e UTE Paulínia Verde firmam compromisso para transpo...
07/07/26
Multimodal
Ultracargo e bp ampliam capacidade de armazenagem para f...
07/07/26
Fenasucro
Frota pesada: biometano une potencial energético à baixa...
07/07/26
Logística
Vast Infraestrutura e Petrobras reforçam parceria e assi...
06/07/26
Energia Elétrica
Thymos Energia avalia Leilão de Transmissão da Aneel
06/07/26
Negócio
Supergasbras assina primeiro contrato de fornecimento de...
06/07/26
Posicionamento IBP
Mudança do instrumento não corrige as ilegalidades do Im...
06/07/26
Pessoas
Alessandro Cantarino assume o cargo de Vice-Presidente E...
06/07/26
Combustíveis
Etanol encerra a semana com mercado dividido entre queda...
06/07/26
Gás Natural
Naturgy investe R$ 11 milhões em infraestrutura de gás e...
06/07/26
Transpetro
Transpetro realiza primeiro abastecimento da frota com c...
06/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.