Estudo

Unica: tributação diferenciada entre gasolina e etanol traz benefícios sociais

Além de reconhecer impactos positivos do combustível.

Ascom Unica
01/10/2013 11:11
Visualizações: 1634

 

Para a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a volta da política de diferenciação tributária entre a gasolina e o etanol, que vigorou no Brasil na década passada, pode produzir importantes benefícios sociais desde que os recursos arrecadados sejam utilizados para subsidiar o transporte público. Segundo a entidade, seria uma forma de gerar ganhos de ordem econômica, social, ambiental e de saúde pública, reconhecendo os impactos positivos gerados pela produção e uso em larga escala do etanol no Brasil. A recomendação é baseada em um estudo encomendado pela Unica e concluído no dia 25 de setembro pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
“Temos insistido que o reconhecimento das chamadas externalidades positivas do etanol, através de políticas públicas e tributação diferenciada, seria um importante passo no sentido de devolver a competitividade ao combustível limpo e renovável à base da cana-de-açúcar. O estudo da FGV mostra que é possível começar a trilhar esse caminho, com vantagens importantes para a sociedade,” afirma a presidente da Unica, Elizabeth Farina.
Para ela, a volta de uma situação em que o combustível de origem fóssil seria mais tributado do que o renovável, como ocorria no Brasil até 2007, teria também forte impacto ambiental, algo que vem sendo posto de lado. “Ouvimos sempre com muita naturalidade que o cálculo a ser feito na hora de abastecer o carro é o dos 70%, ou seja, o etanol não deve custar mais do que 70% do preço da gasolina. Só que esse cálculo não leva em conta os danos ambientais severos causados pelo aumento no uso da gasolina e diminuição no uso do etanol, principalmente nas grandes cidades”, ressaltou Farina.
Estudo recente divulgado pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade aponta que 4.655 pessoas morreram em decorrência da má qualidade do ar na capital paulista em 2011, um total mais de três vezes superior ao número de óbitos em acidentes de trânsito, que no mesmo período totalizaram 1.556. Farina lembra que o dano vai além da questão ambiental: “Divisas são desperdiçadas para importar gasolina, quando a demanda poderia estar sendo abastecida pelo etanol, um combustível genuinamente nacional que emprega mais de um milhão de brasileiros e beneficia mais de mil municípios por todo o país,” frisou.
O estudo da FGV, coordenado pelo pesquisador Samuel Pessôa, mostra que uma tributação adicional sobre a gasolina pode reduzir a inflação, desde que os recursos arrecadados sejam utilizados para subsidiar as tarifas de transporte público. Se o tributo fosse de R$0,10 por litro de gasolina, seria possível reduzir o valor da passagem em 13,96%, provocando um impacto negativo de 0,22% no IPCA. Caso o tributo fosse de R$0,50, a tarifa do transporte público, segundo o estudo, cairia em 68% e o efeito final sobre a inflação seria negativo em 1%.
Farina destaca que a adoção do que sugere o estudo produziria uma combinação de resultados positivos para a grande maioria da sociedade: “Além de gerar queda no índice de inflação e reduzir o custo do transporte público sem impactar o orçamento dos municípios, a medida elevaria a arrecadação de ICMS em todos os estados brasileiros e reduziria as despesas para famílias de renda mais baixa, que dedicariam parcela menor de sua renda para se locomover. Seria uma contribuição importante para a melhora na distribuição de renda do país”.
Até 2007, eram recolhidos R$0,28 por litro de gasolina, referentes à CIDE, a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, um imposto regulatório. A partir de 2007, o governo passou a utilizar esse tributo para impedir que aumentos nos preços da gasolina e do diesel chegassem ao consumidor. Aos poucos, a CIDE foi sendo removida ao mesmo tempo em que aumentos nos preços dos combustíveis fósseis eram autorizados para a Petrobras na mesma proporção, evitando impactos nos preços na bomba. Esse procedimento foi mantido até 2012, quando a CIDE sobre a gasolina foi zerada.
A desoneração total para a gasolina entre 2007 e 2012 foi de R$0,28 por litro, sem qualquer contrapartida para o etanol, o que contribuiu diretamente para a perda de competitividade do combustível à base de cana. No início deste ano, o governo anunciou a remoção do PIS/Cofins sobre o etanol, uma desoneração de R$0,12 por litro, repondo, parcialmente, o imposto retirado da gasolina. A CIDE nunca foi cobrada sobre o etanol.

Para a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a volta da política de diferenciação tributária entre a gasolina e o etanol, que vigorou no Brasil na década passada, pode produzir importantes benefícios sociais desde que os recursos arrecadados sejam utilizados para subsidiar o transporte público. Segundo a entidade, seria uma forma de gerar ganhos de ordem econômica, social, ambiental e de saúde pública, reconhecendo os impactos positivos gerados pela produção e uso em larga escala do etanol no Brasil. A recomendação é baseada em um estudo encomendado pela Unica e concluído no dia 25 de setembro pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

“Temos insistido que o reconhecimento das chamadas externalidades positivas do etanol, através de políticas públicas e tributação diferenciada, seria um importante passo no sentido de devolver a competitividade ao combustível limpo e renovável à base da cana-de-açúcar. O estudo da FGV mostra que é possível começar a trilhar esse caminho, com vantagens importantes para a sociedade,” afirma a presidente da Unica, Elizabeth Farina.

Para ela, a volta de uma situação em que o combustível de origem fóssil seria mais tributado do que o renovável, como ocorria no Brasil até 2007, teria também forte impacto ambiental, algo que vem sendo posto de lado. “Ouvimos sempre com muita naturalidade que o cálculo a ser feito na hora de abastecer o carro é o dos 70%, ou seja, o etanol não deve custar mais do que 70% do preço da gasolina. Só que esse cálculo não leva em conta os danos ambientais severos causados pelo aumento no uso da gasolina e diminuição no uso do etanol, principalmente nas grandes cidades”, ressaltou Farina.

Estudo recente divulgado pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade aponta que 4.655 pessoas morreram em decorrência da má qualidade do ar na capital paulista em 2011, um total mais de três vezes superior ao número de óbitos em acidentes de trânsito, que no mesmo período totalizaram 1.556. Farina lembra que o dano vai além da questão ambiental: “Divisas são desperdiçadas para importar gasolina, quando a demanda poderia estar sendo abastecida pelo etanol, um combustível genuinamente nacional que emprega mais de um milhão de brasileiros e beneficia mais de mil municípios por todo o país,” frisou.

O estudo da FGV, coordenado pelo pesquisador Samuel Pessôa, mostra que uma tributação adicional sobre a gasolina pode reduzir a inflação, desde que os recursos arrecadados sejam utilizados para subsidiar as tarifas de transporte público. Se o tributo fosse de R$0,10 por litro de gasolina, seria possível reduzir o valor da passagem em 13,96%, provocando um impacto negativo de 0,22% no IPCA. Caso o tributo fosse de R$0,50, a tarifa do transporte público, segundo o estudo, cairia em 68% e o efeito final sobre a inflação seria negativo em 1%.

Farina destaca que a adoção do que sugere o estudo produziria uma combinação de resultados positivos para a grande maioria da sociedade: “Além de gerar queda no índice de inflação e reduzir o custo do transporte público sem impactar o orçamento dos municípios, a medida elevaria a arrecadação de ICMS em todos os estados brasileiros e reduziria as despesas para famílias de renda mais baixa, que dedicariam parcela menor de sua renda para se locomover. Seria uma contribuição importante para a melhora na distribuição de renda do país”.

Até 2007, eram recolhidos R$0,28 por litro de gasolina, referentes à CIDE, a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, um imposto regulatório. A partir de 2007, o governo passou a utilizar esse tributo para impedir que aumentos nos preços da gasolina e do diesel chegassem ao consumidor. Aos poucos, a CIDE foi sendo removida ao mesmo tempo em que aumentos nos preços dos combustíveis fósseis eram autorizados para a Petrobras na mesma proporção, evitando impactos nos preços na bomba. Esse procedimento foi mantido até 2012, quando a CIDE sobre a gasolina foi zerada.

A desoneração total para a gasolina entre 2007 e 2012 foi de R$0,28 por litro, sem qualquer contrapartida para o etanol, o que contribuiu diretamente para a perda de competitividade do combustível à base de cana. No início deste ano, o governo anunciou a remoção do PIS/Cofins sobre o etanol, uma desoneração de R$0,12 por litro, repondo, parcialmente, o imposto retirado da gasolina. A CIDE nunca foi cobrada sobre o etanol.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
BOGE 2026
Bahiagás destaca protagonismo da Bahia na Transição Ener...
29/05/26
BOGE 2026
Benel marca presença no Bahia Oil & Gas Energy e anuncia...
29/05/26
Investimentos
Petrobras anuncia aportes de mais de R$ 70 bilhões em Se...
29/05/26
BOGE 2026
Oil States reforça compromisso com inovação e excelência...
29/05/26
PPSA
PPSA publica Relato Integrado e Carta Anual
29/05/26
Royalties
Valores referentes à produção de março para contratos de...
29/05/26
BOGE 2026
PetroReconcavo discute futuro de Óleo e Gás na Bahia Oil...
29/05/26
BOGE 2026
Lumina Group marca presença na Bahia Oil & Gas Energy 20...
29/05/26
Gás Natural
Naturgy destaca importância do gás natural na matriz ene...
29/05/26
IBP
Manifesto em defesa da regulação adequada na valoração d...
29/05/26
BOGE 2026
Bahia reúne indústria, inovação e negócios na abertura d...
28/05/26
Biometano
Equinor, Embrapii, Unicamp e CNPEM lançam projeto para a...
28/05/26
Royalties
Valores referentes à produção de março para contratos de...
28/05/26
BOGE 2026
Expansão do óleo e gás amplia demanda por hubs de transf...
28/05/26
Combustíveis
ANP participa da "Operação Fluxo Oculto" para combater d...
28/05/26
Investimentos
Retomada dos investimentos da Petrobras no Amazonas
27/05/26
BOGE 2026
BRAVA Energia marca presença no Bahia Oil & Gas Energy 2...
27/05/26
IBP
Brasil pode ampliar protagonismo como fornecedor global ...
27/05/26
Etanol de milho
Etanol de milho avança no país e muda a dinâmica de merc...
27/05/26
Parceria
Grupo Bravante anuncia associação à Abeemar e reforça co...
27/05/26
Firjan
No Dia da Indústria 2026, Firjan anuncia medidas para im...
27/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25