Negócios

Vale fecha parceria e transfere a operação de quatro Valemax

Acordo envolve US$ 500 milhões.

Valor Econômico
08/11/2013 14:56
Visualizações: 1285

 

Um acordo de US$ 500 milhões acertado pela Vale com a empresa de navegação Shandong Shipping é o primeiro contrato de uma série que a mineradora deverá fechar com empresas de navegação chinesas. A Vale transferiu à Shandong a operação de quatro Valemax, mas continua com a propriedade das embarcações, os maiores mineraleiros do mundo com capacidade de transportar 400 mil toneladas de minério de ferro. "Temos programa para transferir a frota para armadores, preferencialmente chineses", disse José Carlos Martins, diretor-executivo de ferros e estratégia da Vale.
Ainda não está claro se os Valemax operados pela Shandong poderão atracar nos portos chineses. A China tem legislação que estabelece restrições para a entrada de navios acima de 350 mil toneladas. A situação permanece inalterada. "A Shandong vai operar para nós na situação que estiver vigente. Levará carga para os portos que puderem receber", disse Martins.
Se no futuro houver autorização para atracar os Valemax na China, a Shandong irá operar nesse trajeto", afirmou o executivo. Quando a Vale encomendou os Valemax, cabia a cada porto chinês decidir se o navio podia atracar ou não. Em um segundo momento, essa decisão passou a ser do governo central. Houve pressão de armadores para bloquear a entrada dos Valemax na China, o que levou a Vale a desenvolver centros de distribuição e estações de transferência na Ásia e na Península Arábica (Omã).
Até 2014, a Vale deverá ter na sua frota 35 Valemax, sendo 19 próprios e 16 afretados em contratos de longo prazo. O cenário ideal para a empresa seria vender os 19 navios próprios e afretá-los dos novos donos em contratos de longo prazo. Ontem, em teleconferência, Martins disse que manter a propriedade dos navios não é uma prioridade para a Vale. "Quando for melhor comprar, vamos comprar e quando for melhor arrendar, vamos arrendar." A decisão depende de um cálculo financeiro.
O que está em jogo para a Vale nesta equação é conseguir vender os navios e contratar os fretes por preços mais baixos do que a mineradora mesma faria. É uma questão de conta. Martins não deu detalhes do acordo com a Shandong pois disse que existem cláusulas de confidencialidade. Ele disse que a Vale sempre buscou desenvolver a estratégia de navegação atraindo armadores como parceiros. Ele disse que a empresa já tem parte da frota operando com Omã Shipping, de Omã; com STX, da Coreia do Sul; e Bergsen, da Noruega.
A Vale também continua focada na venda de ativos não estratégicos, disse o presidente-executivo da empresa, Murilo Ferreira. Ele afirmou que a definição sobre de desinvestimentos foi tomada pelos acionistas da Vale e afirmou que há negócios que estão quase maduros para serem submetidos ao conselho de administração da companhia: "Teremos um fim de ano com muito trabalho, assim como no começo de 2014".
Ele afirmou que as operações de venda serão feitas com prudência sem provocar "depreciação" dos ativos. A fatia que ainda falta vender na Valor da Logística Integrada (VLI), empresa de carga geral da Vale, deverá ser fechada até o fim do ano. As negociações envolvem a canadense Brookfield Asset Management. No fim, a Vale deve ficar com menos de 40% da VLI. Em setembro, a Vale já havia vendido 35,9% da VLI por R$ 2,7 bilhões para a japonesa Mitsui e para o FI-FGTS, administrado pela Caixa.
A Vale tem deixado claro que também pode se desfazer de suas participações nos negócios de alumínio e bauxita. Ferreira enfatizou que o foco da empresa está nas operações de minério de ferro, manganês, níquel, cobre, carvão metalúrgico e fertilizantes. A orientação é focar em "operações de classe mundial" que incluem projetos de minério de ferro, como o S11D, e de carvão, como Moatize, em Moçambique, que vão exigir grandes investimentos. A Vale vem monitorando a situação em Moçambique, onde houve um aumento da violência e da tensão social. Mas Roger Downey, diretor-executivo de fertilizantes e carvão, disse que, apesar de inspirar cuidados, não se prevê uma escalada para o conflito neste país africano.

Um acordo de US$ 500 milhões acertado pela Vale com a empresa de navegação Shandong Shipping é o primeiro contrato de uma série que a mineradora deverá fechar com empresas de navegação chinesas. A Vale transferiu à Shandong a operação de quatro Valemax, mas continua com a propriedade das embarcações, os maiores mineraleiros do mundo com capacidade de transportar 400 mil toneladas de minério de ferro. "Temos programa para transferir a frota para armadores, preferencialmente chineses", disse José Carlos Martins, diretor-executivo de ferros e estratégia da Vale.

Ainda não está claro se os Valemax operados pela Shandong poderão atracar nos portos chineses. A China tem legislação que estabelece restrições para a entrada de navios acima de 350 mil toneladas. A situação permanece inalterada. "A Shandong vai operar para nós na situação que estiver vigente. Levará carga para os portos que puderem receber", disse Martins.

Se no futuro houver autorização para atracar os Valemax na China, a Shandong irá operar nesse trajeto", afirmou o executivo. Quando a Vale encomendou os Valemax, cabia a cada porto chinês decidir se o navio podia atracar ou não. Em um segundo momento, essa decisão passou a ser do governo central. Houve pressão de armadores para bloquear a entrada dos Valemax na China, o que levou a Vale a desenvolver centros de distribuição e estações de transferência na Ásia e na Península Arábica (Omã).

Até 2014, a Vale deverá ter na sua frota 35 Valemax, sendo 19 próprios e 16 afretados em contratos de longo prazo. O cenário ideal para a empresa seria vender os 19 navios próprios e afretá-los dos novos donos em contratos de longo prazo. Ontem, em teleconferência, Martins disse que manter a propriedade dos navios não é uma prioridade para a Vale. "Quando for melhor comprar, vamos comprar e quando for melhor arrendar, vamos arrendar." A decisão depende de um cálculo financeiro.

O que está em jogo para a Vale nesta equação é conseguir vender os navios e contratar os fretes por preços mais baixos do que a mineradora mesma faria. É uma questão de conta. Martins não deu detalhes do acordo com a Shandong pois disse que existem cláusulas de confidencialidade. Ele disse que a Vale sempre buscou desenvolver a estratégia de navegação atraindo armadores como parceiros. Ele disse que a empresa já tem parte da frota operando com Omã Shipping, de Omã; com STX, da Coreia do Sul; e Bergsen, da Noruega.

A Vale também continua focada na venda de ativos não estratégicos, disse o presidente-executivo da empresa, Murilo Ferreira. Ele afirmou que a definição sobre de desinvestimentos foi tomada pelos acionistas da Vale e afirmou que há negócios que estão quase maduros para serem submetidos ao conselho de administração da companhia: "Teremos um fim de ano com muito trabalho, assim como no começo de 2014".

Ele afirmou que as operações de venda serão feitas com prudência sem provocar "depreciação" dos ativos. A fatia que ainda falta vender na Valor da Logística Integrada (VLI), empresa de carga geral da Vale, deverá ser fechada até o fim do ano. As negociações envolvem a canadense Brookfield Asset Management. No fim, a Vale deve ficar com menos de 40% da VLI. Em setembro, a Vale já havia vendido 35,9% da VLI por R$ 2,7 bilhões para a japonesa Mitsui e para o FI-FGTS, administrado pela Caixa.

A Vale tem deixado claro que também pode se desfazer de suas participações nos negócios de alumínio e bauxita. Ferreira enfatizou que o foco da empresa está nas operações de minério de ferro, manganês, níquel, cobre, carvão metalúrgico e fertilizantes. A orientação é focar em "operações de classe mundial" que incluem projetos de minério de ferro, como o S11D, e de carvão, como Moatize, em Moçambique, que vão exigir grandes investimentos. A Vale vem monitorando a situação em Moçambique, onde houve um aumento da violência e da tensão social. Mas Roger Downey, diretor-executivo de fertilizantes e carvão, disse que, apesar de inspirar cuidados, não se prevê uma escalada para o conflito neste país africano.

 

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