Apoio Marítimo

Wilson Sons lidera setor de apoio portuário para projetos de geração de energia eólica

Redação TN Petróleo/Assessoria
28/06/2022 10:52
Wilson Sons lidera setor de apoio portuário para projetos de geração de energia eólica Imagem: Divulgação Visualizações: 4207

Com o aumento da participação da geração eólica na matriz elétrica brasileira, as operações voltadas para projetos desse segmento seguem em destaque na Wilson Sons. A companhia é líder no apoio portuário a navios que transportam cargas de projeto, realizando cerca de 300 manobras por ano, no qual estão inseridas as operações com embarcações que transportam equipamentos para os parques de geração de energia eólica no Brasil.

A complexidade do transporte das turbinas e hélices é mais intensa nos trechos terrestres, mas também está presente na logística marítima. Neste caso, o transporte desses equipamento é feito por meio de navios específicos para a movimentação de grandes maquinários (carga de projeto), denominados "General Cargo Ship", que demandam rebocadores eficientes e potentes para garantir a segurança da operação, por conta das dimensões físicas e do alto valor dos equipamentos.

De acordo com dados da ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica) referentes a março deste ano, 80% dos parques brasileiros estão localizados no Nordeste, região que tem um dos melhores ventos do mundo para produção eólica. O ranking de estados com maior número de aerogeradores no país é liderado pelo Rio Grande do Norte (2.722), seguido por Bahia (2.456) e Ceará (1.121). Acompanhando esta demanda, os portos com maior atuação da Wilson Sons no segmento estão localizados na região Nordeste, com destaque para Pecém (CE), Fortaleza (CE) e Salvador (BA), terminais relevantes para o transporte dessas cargas.

Atualmente, a produção eólica é responsável por 11,8% da matriz elétrica brasileira, atrás apenas da geração hidrelétrica, que representa 56,4%. O Brasil, que em 2012 ocupava o 15º lugar no ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica, já avançou para a 7ª colocação, em 2020.

Com a perspectiva da instalação de parques offshore, o crescimento deve ser ainda maior no futuro. Para atender a este mercado, a Wilson Sons espera aplicar a grande expertise que possui no apoio ao setor de Óleo e Gás (O&G) offshore para se manter líder no segmento de eólicas.

"Entendemos que os projetos de eólica offshore terão uma logística parecida com o atendimento ao setor de Óleo e Gás offshore. A Wilson Sons já tem grande experiência no apoio ao setor de O&G, como o suporte às FPSOs (sigla em inglês para Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência) e às sondas de operação para os projetos offshore atuais. Acreditamos que essas experiências, aliadas à qualidade e à segurança dos nossos serviços, são fatores primordiais para que, no futuro, também possamos apoiar projetos de eólica offshore", explica Elísio Dourado, diretor comercial da divisão de Rebocadores da Wilson Sons.

Para Elísio, alguns diferenciais da companhia serão determinantes para isso, como a expertise dos seus colaboradores, sua moderna estrutura e seus altos investimentos em segurança, já que se tratam de operações complexas.

Hoje, quando há uma operação de O&G, a equipe operacional participa das reuniões com os clientes desde o início para garantir o melhor planejamento da manobra e todas as operações contam com a coordenação e rastreamento da Central de Operações de Rebocadores (COR) da Wilson Sons que, por meio de sua rede própria de antenas AIS, monitora em tempo real as embarcações, mantendo constante contato com todos os comandantes que atuam nos rebocadores da nossa frota e com os demais envolvidos nas operações - clientes, autoridades portuárias e marítimas, praticagem - quando necessário.

Além disso, a segurança é considerada um dos pilares fundamentais do Grupo Wilson Sons e, não à toa, a unidade de negócios de Rebocadores da Wilson Sons possui o status de classe mundial em segurança, com base em padrões definidos pela Du Pont, consultoria referência no setor.

Para atender a esses projetos, a Companhia vem se preparando. Hoje, possui a frota mais potente da costa brasileira – mais de 90% dos rebocadores possuem propulsão azimutal (ASD) e cinco são escort tugs – qualidade necessária para a movimentação de grandes estruturas. Recentemente, entrou em operação o novo rebocador da Companhia, WS Centaurus, com mais de 91 toneladas de tração estática (bollard pull), se tornando o rebocador mais potente a operar no Brasil.

Com projeto Damen RSD 2513, o WS Centaurus conta com novo design de casco que permite uma redução estimada de até 14% nas emissões de gases de efeito estufa, em função de uma hidrodinâmica mais eficiente. A embarcação é a primeira da série de seis escort tugs que estão sendo construídos no estaleiro da Wilson Sons, no Guarujá (SP), e que estarão adequados ao padrão IMO TIER III, que  promove a redução das emissões de óxidos de nitrogênio em mais de 75%.

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