Mercado

Abimaq: pedidos estão sendo retomados na indústria de máquinas

Empresas não demitiram.

Agência Estado
31/10/2012 17:19
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Em meio a uma série de indicadores negativos referentes ao mês de setembro, o diretor da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Carlos Pastoriza, aponta que o sinal positivo é a indústria de bens de capital ter parado de demitir. Segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (31) pela associação, apesar de o número de empregados no setor estar 2,8% abaixo do observado no mesmo mês do ano passado, houve uma discreta alta, de 0,1%, em relação a agosto, com 255.194 empregados.
"Apesar dos resultados ruins de faturamento e de produção, as empresas não demitiram, até contrataram um pouquinho, porque elas receberam pedidos", disse Pastoriza em entrevista coletiva.
O diretor ressalta que essa entrada demora ainda um pouco a aparecer, pois não são ainda contratos necessariamente fechados que já entram no número de volume de pedidos em carteira, índice que ainda apresentou queda de 10,3% em relação a setembro de 2011.
Pastoriza acredita que a entrada se converta em carteira e, depois, efetivamente em faturamento a partir do primeiro trimestre do ano que vem. "A gente tem esperança que no primeiro trimestre esses números apareçam com mais força".
Expectativas para 2013
Em relação à estimativa da Abimaq para o ambiente econômico brasileiro para o ano completo de 2013, Pastoriza disse que a entidade mantém uma "postura de otimismo moderado". Como fatores positivos, ele citou as medidas de incentivo do governo, como desoneração da folha e juros reais negativos para financiamento de máquinas, e a proximidade da Copa do Mundo de 2014, que deve pressionar o andamento dos investimentos. Do lado negativo, o diretor lembrou a possível demora na recuperação econômica da Europa e dos Estados Unidos, que ainda pode afetar o Brasil.
Em setembro, o faturamento da indústria de máquinas, medido pela Abimaq, recuou fortemente para R$ 6,1 bilhões, em queda de 19,6% em relação a igual mês de 2011. O resultado prejudicou a série acumulada em 1012, que mantinha alta desde o início do ano e, agora, mostrou variação negativa. De janeiro a setembro, a indústria de bens de capital faturou R$ 59,9 bilhões, em um recuo de 2,2% na comparação com os nove primeiros meses de 2011. Na mesma base de comparação, a produção física do setor caiu 4,6%.
A Abimaq disse continuar lutando por mudanças estruturais no país, que reflitam em uma diminuição do custo Brasil e aumento do nível de investimento. Além disso, a associação afirma que segue conversando com o governo para manter incentivos pontuais, como proteções tarifárias contra importações "fraudulentas" e a prorrogação da taxa de 2,5% para financiamento de máquinas pelo BNDES. Segundo Pastoriza, a sinalização do governo vem sendo positiva e ele acredita que essa condição deve ser prorrogada para além de dezembro. "O mar não está muito para peixe, para se ficar cortando incentivo a investimentos".

Em meio a uma série de indicadores negativos referentes ao mês de setembro, o diretor da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Carlos Pastoriza, aponta que o sinal positivo é a indústria de bens de capital ter parado de demitir. Segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (31) pela associação, apesar de o número de empregados no setor estar 2,8% abaixo do observado no mesmo mês do ano passado, houve uma discreta alta, de 0,1%, em relação a agosto, com 255.194 empregados.


"Apesar dos resultados ruins de faturamento e de produção, as empresas não demitiram, até contrataram um pouquinho, porque elas receberam pedidos", disse Pastoriza em entrevista coletiva.


O diretor ressalta que essa entrada demora ainda um pouco a aparecer, pois não são ainda contratos necessariamente fechados que já entram no número de volume de pedidos em carteira, índice que ainda apresentou queda de 10,3% em relação a setembro de 2011.


Pastoriza acredita que a entrada se converta em carteira e, depois, efetivamente em faturamento a partir do primeiro trimestre do ano que vem. "A gente tem esperança que no primeiro trimestre esses números apareçam com mais força".



Expectativas para 2013


Em relação à estimativa da Abimaq para o ambiente econômico brasileiro para o ano completo de 2013, Pastoriza disse que a entidade mantém uma "postura de otimismo moderado". Como fatores positivos, ele citou as medidas de incentivo do governo, como desoneração da folha e juros reais negativos para financiamento de máquinas, e a proximidade da Copa do Mundo de 2014, que deve pressionar o andamento dos investimentos. Do lado negativo, o diretor lembrou a possível demora na recuperação econômica da Europa e dos Estados Unidos, que ainda pode afetar o Brasil.


Em setembro, o faturamento da indústria de máquinas, medido pela Abimaq, recuou fortemente para R$ 6,1 bilhões, em queda de 19,6% em relação a igual mês de 2011. O resultado prejudicou a série acumulada em 1012, que mantinha alta desde o início do ano e, agora, mostrou variação negativa. De janeiro a setembro, a indústria de bens de capital faturou R$ 59,9 bilhões, em um recuo de 2,2% na comparação com os nove primeiros meses de 2011. Na mesma base de comparação, a produção física do setor caiu 4,6%.


A Abimaq disse continuar lutando por mudanças estruturais no país, que reflitam em uma diminuição do custo Brasil e aumento do nível de investimento. Além disso, a associação afirma que segue conversando com o governo para manter incentivos pontuais, como proteções tarifárias contra importações "fraudulentas" e a prorrogação da taxa de 2,5% para financiamento de máquinas pelo BNDES. Segundo Pastoriza, a sinalização do governo vem sendo positiva e ele acredita que essa condição deve ser prorrogada para além de dezembro. "O mar não está muito para peixe, para se ficar cortando incentivo a investimentos".

 

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