Gás natural

América Latina tem reservas, mas falta infra-estrutura, diz consultor

O déficit de gás natural na América Latina em 2010 poderá ser de 50 milhões de m³ por dia, ainda que haja reservas suficientes. O investimento necessário em infra-estrutura é de cerca de US$ 10 bilhões.


22/11/2005 00:00
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O déficit de gás natural na América Latina em 2010 poderá ser de 50 milhões de m³ por dia, ainda que haja reservas suficientes. O diretor da consultora da Gas Energy, Marco Aurélio Tavares, considera que a região está bem de reservas, mas precisa investir US$ 10 bilhões em infra-estrutura para garantir a utilização destes recursos.

A proposta apresentada por Tavares durante o Fórum Gás Brasil, do International Business Communications (IBC), realizada nesta terça-feira (22/11), no Rio de Janeiro, inclui um tratado entre Bolívia, Brasil e Argentina, em conjunto Chile, Uruguai, Paraguai e Peru para investimentos em uma série de projetos que afetem as relações regionais, como por exemplo, a ampliação do Gasoduto Bolívia-Brasil, a ampliação da rede de dutos argentina, além da rede de gasodutos e GNL no Peru.

A mesma visão de integração é compartilhada por Carlos Rabuffetti, gerente de desenvolvimento de negócios da Tecgas, que considera fundamental a negociação de preços com a Bolívia, além da retomada de investimentos na exploração nacional tanto no Brasil como na Argentina e também a busca de outras fontes de energia para complementar a matriz energética.

Atualmente, segundo informa Rabuffetti, o gás boliviano é comprado a US$ 3,2 por milhão de BTU, ao qual é acrescentado US$ 1,5 de transporte.

Segundo os cálculos do executivo, se os projetos de integração e desenvolvimento de reservas não forem desenvolvidos, o Brasil terá um déficit de 10 milhões de m³ de gás por dia em 2010, na Argentina, o déficit poderá ser 7 milhões de m³/dia ou 15 milhões de m³/dia, em função da capacidade de duas unidades hidrelétricas no país. No Chile, o caso mais crítico, o déficit seria de 34 milhões de m³ de gás por dia e US$ 2,5 milhões de m³ de gás por dia faltariam no Uruguai.

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