SPE Brazil Subsea Symposium

As oportunidades ‘emergem’ no setor subsea brasileiro

Os desafios impostos pelas atividades exploratórias e de produção no offshore brasileiro motivam a cadeia produtiva de óleo e gás nesse segmento a inovar e consolidar o caminho para essa indústria expandir suas fronteiras.

Redação TN Petróleo/Assessoria
06/12/2022 13:05
As oportunidades ‘emergem’ no setor subsea brasileiro Imagem: Divulgação Visualizações: 1586

O evento realizado pelas seções Brasil e Macaé da Society of Petroleum Engineers(SPE), entre os dias 29 e 30 de novembro, contou com a participação de representantes das principais operadoras offshore que atuam no país, empresas da cadeia produtiva subsea, instituições de pesquisa e órgãos reguladores.

Especialistas de mais de 30 organizações fizeram uma imersão de dois dias no tema, dentro de uma robusta programação: foram cerca de 20 palestras, divididas entre quatro sessões, mobilizando mais de 30 especialistas, entre moderadores e palestrantes. O público interagiu, fazendo perguntas e participando do ‘quiz’ online realizado após cada sessão do simpósio, que teve o patrocínio da Petrobras (Diamond), Trident Energy (Gold), TechnipFMC, Subsea7, One Subsea (Silver), TSC Subsea e Tracerco (Bronze).

O céu não é o limite

As enormes oportunidades para esse segmento, que é crucial para as operações offshore no mundo (tanto em termos de produtividade, como de segurança e sustentabilidade), foram sinalizadas na primeira sessão do simpósio, moderada pelo chair do evento, João Humberto Guandalini Batista, gerente de Pesquisas em Tecnologias de Poços da Repsol Sinopec Brasil e tesoureiro da SPE Macaé Section, e Paulo Martins, sócio-diretor da GoEnergy Consulting.

O tema da sessão apresenta uma indagação aos participantes: Brazilian subsea - the last dance or a brilliant future ahead? A resposta vem do primeiro palestrante, Orlando Ribeiro, Energy Advisor da Norwep, que foi gerente executivo do Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes) e gerente geral de Subsea, Wells Facilities and Logistics do emblemático projeto de Libra, da petroleira brasileira. Alinhado com o título de sua palestra, Subsea is like Rocket Science: The Sky is NOT the Limit!, Orlando Ribeiro se apresentou com um boné da Nasa.

“A indústria subsea brasileira, apesar de bastante madura e de ter um parque fabril que é exportador de produtos, poderia exportar mais tecnologia. Temos uma oportunidade muito grande de acelerar o desenvolvimento tecnológico nos próximos anos devido a possibilidade de fundos relevantes de aplicação, incluindo recursos gerenciados pela ANP, bem como pelo fato de existir uma massa crítica de conhecimento no país e cenários de aplicação de tecnologias de boosting. Portanto, existe um enorme potencial de geração de novas tecnologias de processamento, intervenção e manutenção submarina sendo desenvolvidas aqui, como já ocorreu em projetos no pré-sal brasileiro”, destaca Ribeiro.

O cenário brasileiro subsea também foi abordado nessa sessão de abertura por Daniel Leppert, SVP & Head of Research Latin America da Rystad, que falou sobre o potencial em águas ultraprofundas no Brasil e na Guiana, sendo endossado pelos palestrantes de duas importantes instituições do mercado, Leandro Monteiro, economista do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) e Telmo Ghiorzi, secretário executivo da Associação.

Compartilhar conhecimento é o primeiro passo

"Essa segunda edição do SPE Brazil Subsea Symposium confirma o acerto da nossa iniciativa, anos atrás, de promover fóruns focados no segmento subsea, não somente para discutir os aspectos mais relevantes, mas principalmente para abrir um canal onde a cadeia produtiva de bens e serviços – que inclui também as universidades e centros de pesquisa –, pudesse ouvir diretamente das operadoras quais eram as grandes demandas, dificuldades e desafios a serem superados", pontua o chair do evento, João Humberto Guandalini Batista. “Não tenho dúvidas que esses eventos, que possibilitaram o debate, a reflexão e principalmente, o compartilhamento de informações, foram fundamentais para que chegássemos ao patamar que estamos hoje”, conclui.

"Os eventos técnicos realizados pelas seções da SPE no Brasil têm mobilizado os principais players e especialistas da cadeia produtiva de óleo e gás, e representantes de diversas organizações dos setores público e privado, sinalizando a importância de se compartilhar informações e experiências para que possamos superar novos desafios e alavancar a indústria nacional. É isso que nos motiva a organizar, a cada ano, uma agenda de fóruns, simpósios, workshops e outras atividades que possibilitem essa sinergia", afirma o presidente da SPE Brazil Section, Carlos Alberto Pedroso, Engenheiro de Completação Master na Enauta.

Nas outras três sessões, representantes de petroleiras, fornecedoras de bens e serviços, consultorias e agência reguladora abordaram os assuntos mais relevantes, compartilhando experiências bem-sucedidas e desafios a serem superados na revitalização de campos maduros; as expectativas em relação ao prolífero pré-sal em um cenário de transição energética, e quais as lições aprendidas e o que a indústria submarina brasileira deve priorizar para manter sua relevância.

 

 

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