Paraíba

Aumento deve levar metro de GNV a R$ 2

Gás Brasil
20/10/2008 03:54
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O metro cúbico do Gás Natural Veicular (GNV) poderá ultrapassar a casa dos R$ 2, no dia 1º de novembro, caso a Agência de Regulação do Estado da Paraíba (ARPB) repasse na íntegra  o aumento da Petrobras, de 11,08%, aos postos de combustíveis. Será o quarto reajuste do ano. Hoje o produto tem preço médio de R$ 1,807 na capital, mas que oscila entre R$ 1,78 e R$ 1,99 nas oito cidades onde há revendas.

 

O último reajuste concedido pela PBGás (Companhia Paraibana de Gás) às distribuidoras aconteceu no dia 1º de agosto, quando o gás natural passou de R$ 1,699 para R$ 1,81 para os consumidores, alta de 6,93%. Já no acumulado do ano, o índice de aumento passará de 26%, caso os 11,08% sejam confirmados na segunda-feira.

 

O diretor de fiscalização da ARPB, Fernando Martins, não quis antecipar o percentual solicitado pela PBGÁS para o combustível, mas apenas informou que a decisão sobre o preço final será anunciado na próxima segunda-feira. “Foi designado uma comissão para fazer um estudo do repasse que inclui ainda os custos operacional e de pessoal da PBGás”, ao acrescentar que esse reajuste se deve à política de aumento trimestral implanda pela Petrobras no final do ano passado.

 

Já a assessoria da PBGás confirmou o reajuste do gás natural em 11,08% no dia 1º de novembro na Paraíba, mas garantiu que “o aumento para os consumidores final será muito menor que o concedido pela Petrobras”. A assessoria não quis também entrar em detalhe de quanto seria o índice de reajuste, mas informou que a ARPB estava estudando a proposta.

 

O presidente do Sindicato das Instaladoras de Gás Natural do Estado da Paraíba (Sindign), Onildo Araújo, disse que o aumento previsto para o GNV nos postos já foi definido e será de 8,28%, mas por solicitação do Comitê Pró GNV, formado pelo Sindign, sindicatos de taxistas e motoristas alternativos, a PBGás poderia não repassar aos postos de combustíveis.

 

“Como o setor das convertedoras está em baixa, mais um aumento nesse momento seria mais prejudicial ainda, acreditamos que a solicitação do Comitê terá a sensibilidade do Governo do Estado, principalmente agora que o preço da gasolina voltou a ser realinhado, o que poderá aquecer as conversões”, revelou. Ele acrescentou que a elevação de preços do álcool e da gasolina contribuiu para conversões de carros no GNV, pois o gás ganha competitividade quando os “preços dos combustíveis estão normalizados”.

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