Petrobras

Auto-suficiência anual só será alcançada em 2007

A oferta média será de 1,79 milhão de barris/dia em 2006, ante consumo anual de 1,8 milhão. A Petrobras já faz planos para 2007, quando pretende investir R$ 47,4 bilhões (US$ 21,2 bilhões), mas, como todo fim de ano recomenda, também faz as contas dos reveses de 2006. Um deles, minimizado pe

Gazeta Mercantil
15/12/2006 00:00
Visualizações: 837

A oferta média será de 1,79 milhão de barris/dia em 2006, ante consumo anual de 1,8 milhão. A Petrobras já faz planos para 2007, quando pretende investir R$ 47,4 bilhões (US$ 21,2 bilhões), mas, como todo fim de ano recomenda, também faz as contas dos reveses de 2006. Um deles, minimizado pelo presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, diz respeito à tão badalada auto-suficiência na produção brasileira de petróleo. Decantada durante as eleições presidenciais como uma das grandes conquistas do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, ela só será alcançada mesmo - na média anual -, em fevereiro de 2007, quando a empresa brasileira vai atingir produção de 1,85 milhão de barris/dia.

O presidente da Petrobras, que admitiu o revés na noite de quarta-feira, argumenta que, na média mensal, o país já pode ser considerado auto-suficiente desde abril, quando a produção de 1,79 milhão de barris/dia se aproximou do consumo de combustíveis do País. Efeito estatístico ou não, o ano de 2006 deverá encerrar com uma produção média de 1,79 milhão de barris/dia, ante uma média de consumo anual de 1,8 milhão de barris/dia.

Responsável pelo atraso, a plataforma P-50, com capacidade para produzir 180 mil barris/dia, foi inaugurada no campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos, só no dia 21 de abril. Uma série de sucessivos atrasos impediu o cumprimento do cronograma original de produção, que previa o início das operações no fim do ano anterior. Para Gabrielli, porém, o atraso nada significou para a empresa, que vai entrar 2007, segundo afirmou, em situação confortável.

"Nosso plano de investimento não está baseado na aquisição nem na descoberta de novas reservas, embora isso seja fundamental", minimizou o presidente da estatal. No horizonte até 2015, não precisamos de grandes novas descobertas para atingirmos nossas metas.

Para o próximo ano, confirmou Gabrielli, a entrada em produção de quatro novas plataformas de produção vai permitir um incremento total da produção de 720 mil barris/dia. Como as unidades vão alcançar a capacidade máxima gradualmente, na média anual, o incremento será de 480 mil barris por dia.
Investimentos

O ano de 2006 não será marcado só por esse revés. Além do turbulento processo de nacionalização das reservas de gás na Bolívia, a empresa brasileira também não conseguiu cumprir todos os investimentos planejados. Dos R$ 38 bilhões previstos originalmente, só R$ 31 bilhões foram efetivamente desembolsados. No próximo ano, porém, os aportes da empresa vão superar em R$ 15 bilhões o valor inicialmente anunciado, ao chegar a um montante de R$ 47,4 bilhões.

Do ponto de vista macroeconômico, revelou Gabrielli, as perspectivas positivas para 2007 estão respaldadas por uma boa (para a empresa) combinação de fatores. A tendência para os próximos cinco anos, diz o executivo, é de que o preço do petróleo se estabilize, na média, no atual patamar de US$ 60/barril. O executivo pondera, no entanto, que isso não vai significar o fim da volatilidade do mercado.
"Os preços deverão oscilar tanto para cima quanto para baixo, mas sempre em torno da média atual do barril", diz.

A volatilidade, justifica, será conseqüência de um cenário mundial marcado por queda dos juros nos mercados globais. Em busca de aplicações mais rentáveis, que possam remunerar melhor o capital, investidores tenderão a buscar opções mais rentáveis, como o mercado futuro de petróleo.

Diante de tais perspectivas, Gabrielli já dá sinais de que não deverão ocorrer mudanças na atual política de preços dos combstíveis no mercado interno. Sempre de olho nas cotações do petróleo no exterior, a empresa, de acordo com informações do seu principal executivo, vai procurar não repassar as oscilações de curto prazo, tanto para cima quanto para baixo, para os preços da gasolina e do óleo diesel no Brasil
Internacional

As turbulentas relações com os vizinhos sul-americanos não resultarão em mudança do foco estratégico da companhia, que vai continuar a dar prioridade para os investimentos na América Latina. Gabrielli confirma não só que iniciou entendimentos com o futuro governo do Equador - para preservar os investimentos da estatal naquele país -, como também prevê a volta dos investimentos da subsidiária Petrobras Bolívia no país governado por Evo Morales.

O executivo avisa, porém, que só em fevereiro vai definir se esses novos aportes - cujo valor ainda não está fechado - resultarão no resgate dos planos de ampliar o gasoduto Bolívia-Brasil. Que esses investimentos vão ocorrer, justificou, isso já está definido. Nada garante, porém, que a produção adicional na Bolívia será direcionada para o mercado brasileiro. Gabrielli revela que isso só vai estar decidido depois de concluídos os entendimentos com o governo de Evo Morales sobre os novos preços do gás natural importado da Bolívia. No que depender da Petrobras, assegura o executivo, a fórmula do atual contrato de importação não vai ser modificada.

Fonte: Gazeta Mercantil

Mais Lidas De Hoje
veja Também
iBEM27
Terceiro encontro internacional de energia abre calendár...
16/10/26
Energia Nuclear
Relatório global aponta que apoio à energia nuclear supe...
16/10/26
Pessoas
Presidente da ABiogás integra a lista "As 100 Mulheres P...
16/10/26
Resultado
Petrobras alcança R$ 800 bilhões em valor de mercado e r...
16/10/26
Bacia de Santos
Bacalhau completa primeiro ano de produção nos 25 anos d...
15/10/26
Firjan
Fim da escala 6x1: Firjan fará propostas que garantam se...
15/10/26
Bacia de Santos
Acordos de equalizações referentes às Jazidas Compartilh...
15/10/26
Logística
Benel investe R$ 45 milhões em novos transportes no prim...
14/10/26
Margem Equatorial
Governo do Amapá tem acordo formalizado com Transpetro e...
14/10/26
PD&I
Tereos amplia alcance de tecnologia própria para impulsi...
14/10/26
Investimento
ABPIP apresenta propostas ao Governo da Bahia para destr...
14/10/26
Biometano
ANP credencia B3 S.A. como entidade registradora de Cert...
14/10/26
Bacia de Pelotas
TGS retoma pesquisa sísmica na Bacia de Pelotas com foco...
13/10/26
Aviação
Avanço do combustível sustentável de aviação reforça imp...
13/10/26
Sustentabilidade
Vallourec Avança na Sustentabilidade com Tecnologia que ...
13/10/26
PD&I
ANP fará consulta e audiência públicas sobre credenciame...
09/10/26
Combustível
ANP retoma restrição à venda de biodiesel entre distribu...
09/10/26
Logística
Corredor Verde inicia operação e cria eixo de biometano ...
08/10/26
Pessoas
CEO da Necta assume presidência do Conselho do CIBiogás ...
08/10/26
Oferta Permanente
PPSA passa a gerir 36 contratos de partilha após resulta...
08/10/26
Resultado
Oferta Permanente de Concessão (OPC): 6º Ciclo tem maior...
08/10/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25