Mercado

Bolsas são afetadas pela alta do petróleo e desabam

Valor Econômico/ag.
15/08/2005 00:00
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O petróleo cotado acima de US$ 67 por barril causou estragos à performance das principais bolsas do mundo, fazendo os índices acionários rolarem ladeira abaixo na sexta-feira, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos.
No mercado americano, também também houve pressão negativa do setor de tecnologia, depreciado pelas fracas projeções de vendas divulgadas pela Dell. As ações da maior fabricante de computadores pessoais do mundo caíram 7,43% e foram destaque de queda na Nasdaq, a bolsa do setor de tecnologia. O recuo também afetou os papéis de concorrentes como, a Gateway e a Hewlett-Packard (HP), que fecharam cedendo cerca de 2% e 1%, respectivamente.
O Dow Jones, principal indicador da Bolsa de Nova York, exibiu desvalorização de 0,80%, para 10.600 pontos. O Standard & Poor´s 500 registrou baixa de 0,60%, a 1.230 pontos. O Nasdaq Composto, termômetro do setor de tecnologia, caiu 0,81%, a 2.156 pontos. Na semana, o Dow e o S&P 500 fecharam no azul, com altas de 0,40% e 0,32%, respectivamente. Já o e o Nasdaq tombou 0,96%.
As ações da rede de fast-food McDonald`s também encerraram o pregão em queda de 4,15%, um dia depois de a empresa ter registrado alta de 4,5 %, em meio a rumores de que companhias de "private equity" pretendem comprar participação no grupo.
Na Europa, após três sessões seguidas de fortes altas no início da semana passada, as principais bolsas da região não resistiram à elevação recorde do petróleo e fecharam em baixa pelo segundo dia consecutivo na sexta-feira. A preocupações que o encarecimento dos combustíveis prejudique o lucro das empresas afetou especialmente as ações de fabricantes de carros e de companhias aéreas. O setor químico também sofreu. E até mesmo as petrolíferas caíram.
"Claramente, quanto mais o petróleo sobe, maior a dificuldade de empresas em repassar esses custos. Mas até agora tivemos uma temporada de resultados muito boa", avaliou Akber Khan, da equipe de renda variável do Deutsche Bank.
Fabricantes de carros e químicas estavam entre as maiores baixas, com Peugeot e Renault registrando quedas de cerca de 1,2% cada. Já o grupo alemão Bayer perdeu 0,84% e o Linde, 1,15%.
As ações da British Airways caíram 0,77%. Além do encarecimento do combustível, pesou sobre a companhia aérea uma greve que já forçou o cancelamento de todos os seus vôos partindo do aeroporto Heathrow, em Londres.
O índice que reúne as ações das 300 maiores companhias européias, o FTSEurofirst-300, que na quarta-feira renovara o patamar mais alto em três anos, fechou em baixa de 0,3% na sexta, a 1.192 pontos. Mesmo assim, encerrou a semana com ganho de 1,6%.
Em Londres, o índice FTSE-100 fechou em queda de 0,24%, a 5.345 pontos. Em Frankfurt, o DAX registrou baixa de 0,34%, a 4.937 pontos. Em Paris, o CAC-40 recuou 0,72%, a 4.476 pontos. Mas na semana o saldo foi positivo: Londres acumulou alta de 0,59%, Frankfurt de 2,28% e Paris de 1,24%.

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