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<P>A subsidiária importa cerca de 50% dos componentes utilizados na produção de seus equipamentos, e exporta o equivalente a 80% de sua produção. Além disso, os equipamentos produzidos no país (carregadeiras, escavadeiras, tratores) competem com produtos de outras 15 subsidiárias da Caterpil...
Valor Econômico(Patrícia Nakamura)A subsidiária importa cerca de 50% dos componentes utilizados na produção de seus equipamentos, e exporta o equivalente a 80% de sua produção. Além disso, os equipamentos produzidos no país (carregadeiras, escavadeiras, tratores) competem com produtos de outras 15 subsidiárias da Caterpillar ao redor do planeta.
Será preciso muita criatividade para fazer um corte de custos desse porte, afirmou ao Valor Luiz Calil, diretor de cadeia de suprimentos e logística da empresa. O executivo prevê que só neste primeiro ano os gastos sejam reduzidos em até 8%. O plano de corte de custos foi organizado entre novembro do ano passado e março deste ano.
Com a redução dos custos de logística, a subsidiária quer compensar, pelo menos em parte, a valorização do real e o reajustes das matérias-primas, afirmou. Calil disse ainda que prevê alcançar economia de até 20% dos custos até 2008.
Entre as medidas adotadas está a utilização de contêineres refrigerados para trazer componentes da Europa, de onde vem um terço das peças importadas pela unidade de Piracicaba. O sistema foi adotado há cinco meses.
De cerca de 100 contêineres refrigerados (de um grande grupo de transporte) que saíam do Brasil carregados com carnes, frango, frutas, alimentos processados e cereais em direção à Europa, 85 voltavam vazios, de acordo com o executivo. O operador logístico contratado pela empresa detectou que boa parte dos componentes poderiam ser transportados nesses contêineres (com os mecanismos de refrigeração desligados), desde que passassem por processos especiais de embalagem. Ao chegarem ao país, os contêineres passam por processo de higienização.
O diretor da Caterpillar disse que 33% dos componentes importados da Europa são transportados hoje nesses contêineres. Só não utilizamos mais contêineres por razões de segurança, afirmou Calil. Por mês, são utilizados cerca de 60 unidades refrigeradas.
No fim de 2005, a empresa também fez o que chama de reengenharia de transporte das peças trazidas dos Estados Unidos. A revisão de rotas marítimas e a utilização de portos localizados ao sul dos EUA vai garantir uma economia de US$ 3 milhões anuais. Há dois anos, a empresa já havia feito modificações nas rotas em direção ao Brasil, reduzindo o tempo de oceano da carga de 22 para 14 dias. Outra medida adotada neste ano foi a melhoria da movimentação de contêineres no pátio da empresa.
A Caterpillar também prevê aumentar de 50% para 65% o percentual de componentes nacionais utilizados na linha de produção local. A empresa vai desenvolver parcerias, nos próximos quatro anos, com os fornecedores locais para melhorias de processos e conquista de especificações. Nos últimos três anos já nacionalizamos o equivalente a US$ 40 milhões em compras, afirmou Calil. A empresa tem 150 fornecedores locais diretos e outros 700 na Europa, Ásia e EUA.
Fonte: Valor Econômico(Patrícia Nakamura)
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