Expansão

CBO negocia novas encomendas com a Petrobras

<P><BR>Com o seu estaleiro Aliança, localizado em Niterói (RJ), completamente ocupado pelos próximos dois anos, a empresa quer contratos de construção de navios para entrega depois de 2009. O presidente do CBO, Luiz Maurício Portela, explica que as conversas com a Petrobras estão em fase inic...

Jornal do Commercio
09/04/2007 21:00
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Com o seu estaleiro Aliança, localizado em Niterói (RJ), completamente ocupado pelos próximos dois anos, a empresa quer contratos de construção de navios para entrega depois de 2009. O presidente do CBO, Luiz Maurício Portela, explica que as conversas com a Petrobras estão em fase inicial e que valores e quantidades de novas embarcações a serem encomendadas ainda não foram definidos.

A Petrobras está propondo novos negócios. Ela está interessada em contratar mais navios no Brasil, em vez de arrendá-los no mercado internacional, onde os preços subiram muito. No Mar do Norte, por exemplo, os contratos de navios de apoio a plataformas valorizaram mais de 20% em dólar, resultado de aumento da demanda de empresas petrolíferas. Não existe oferta suficiente no mercado, explica Portela.

Para aproveitar no médio prazo o bom momento do mercado, a empresa poderá investir cerca de US$ 10 milhões no estaleiro Aliança. O objetivo é aumentar a produtividade da unidade, substituindo máquinas de soldagem e corte de chapas por um maquinário mais moderno. Desta forma, o estaleiro será capaz de produzir navios a preços mais competitivos e reduzir o tempo de entrega.

Queremos aumentar a produtividade do estaleiro e fizemos um orçamento para isso. Vamos apresentar aos controladores, para obter aprovação. Também estamos avaliando entrar no mercado de docagem de navios, que consiste em receber navios para reparos e limpeza de casco, quando também passam por avaliação de agências classificadoras, afirma o executivo, lembrando que esse projeto está em fase inicial.

Nos últimos anos, a empresa investiu em novas áreas para aumentar a oferta de serviços à Petrobras. Ela passou a atuar no recolhimento de óleo derramado, suporte a veículo submarino-remoto, reboque e ancoragem de plataformas de petróleo e a hospedagem de equipes em alto-mar. O nosso foco de trabalho está voltado para o atendimento às necessidades de Petrobras, acrescenta. Neste ano, a empresa executa obras nas embarcações CBO Campos e CBO Rio, que serão adaptadas para operação como apoio as atividades de ROV (barcos de operação remota) e do CBO Vitória, para operar como embarcação de recuperação de óleo derramado. Em maio, a empresa lançará ao mar o CBO Valentina, que dará apoio a sondas de perfuração, abastecendo essas unidades com fluidos e cimento de perfuração.

Com esses projetos, a frota da CBO chegará a 17 navios em 2009. Eu acredito que o mercado será melhor neste ano, do que foi no ano passado, diz Portela, referindo-se ao atraso na contratação de navios de apoio no ano passado. O mercado internacional passa por um momento complicado, com excesso de demanda por embarcação. Baseado nisso, queremos crescer com a Petrobras, conclui.

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