Energia

CEEE negocia pontos da MP 579 com o governo

Companhia quer incluir uma cláusula no termo aditivo.

Valor Econômico
30/11/2012 12:43
Visualizações: 494

 

CEEE negocia pontos da MP 579 com o governo
1 2 3 4 5
 ( 0 Votos )
Eletricidade
SEX, 30 DE NOVEMBRO DE 2012 05:21
Depois de aprovar a adesão à renovação antecipada das concessões do setor elétrico, a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) negocia incluir uma cláusula no termo aditivo, a ser assinado na terça-feira com o Ministério das Minas e Energia (MME), que permita a negociação posterior de pontos controversos nas novas regras, estabelecidas pela Medida Provisória 579. As principais preocupações referem-se à controlada CEEE-GT, que opera nas áreas de geração e transmissão.
O presidente da estatal controlada pelo governo do Rio Grande do Sul, Sérgio Dias, começou a discutir o assunto ontem, em audiência com o secretário executivo do MME, Márcio Zimmermann. Ele também enviará cópia das reivindicações à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). "Temos discordância em algumas questões e queremos discuti-las", disse o executivo.
Na opinião dele, não há tempo para concluir qualquer negociação até terça-feira e abrir uma janela para rever esses pontos depois é ainda mais importante do que derrubar a subcláusula do termo aditivo que obriga as elétricas a abrirem mão de direitos preexistentes que contrariem a MP 579 ou a lei na qual ela vier a ser convertida. Advogados entendem que esta exigência cria insegurança jurídica, mas para Dias é "difícil" a situação ficar ainda pior.
O que a estatal pretende garantir para depois da assinatura é a possibilidade de recálculo das indenizações pelos ativos não amortizados e o respeito aos contratos de venda de energia no mercado livre realizados para o período 2013-2015. O plano da empresa é primeiro esgotar as negociações em âmbito administrativo. Caso não obtenha sucesso, admite recorrer à bancada gaúcha no Congresso para tentar fazer as alterações na MP. Um recurso judicial não é cogitado, pelo menos por enquanto.
Conforme o presidente da empresa, a adesão às novas regras provocará uma perda anual de receita estimada em R$ 500 milhões para a CEEE-GT a partir do ano que vem, o equivalente à metade do faturamento esperado pela controlada em 2013. A área de transmissão será a mais afetada, pois com a nova Receita Anual Permitida (RAP) ela terá o faturamento reduzido de R$ 500 milhões para R$ 177 milhões.
Na geração, as 14 hidrelétricas com concessões a vencer em junho e julho de 2015 e potência instalada somada de 410 megawatts (MW) terão o preço médio de venda reduzido de R$ 96 para R$ 27 o megawatt/hora (MWh). Mesmo assim, a CEEE optou pela renovação para evitar o risco de ficar sem os ativos a partir de 2015, disse o presidente. A maior usina da companhia (Itaúba), de 500 MW, não foi incluída porque tem contrato até 2021. A estatal tem parque instalado de 1,2 milhão de MW, incluindo participações em outras usinas como Machadinho e Campos Novos.
Pelos cálculos da Aneel, a CEEE-GT terá direito a R$ 616 milhões em indenização pela reversão de ativos apenas na área de transmissão, mas a empresa quer o reconhecimento de mais R$ 60 milhões referentes a melhorias feitas na rede. Já as 14 hidrelétricas, com idades médias entre 40 e 50 anos, foram consideradas amortizadas pela agência, mas a estatal reivindica o ressarcimento de R$ 80 milhões por conta de investimentos feitos nas usinas.
De acordo com Dias, a MP considerou que todos os ativos de transmissão implantados antes de 2000 estão amortizados. A CEEE-GT, no entanto, entende que parte de suas redes enquadradas neste critério ainda não foi totalmente depreciada e por isso tem direito a uma indenização adicional. A empresa tem 6 mil quilômetros de linhas de transmissão e praticamente todas elas terão as concessões encerradas em meados de 2015.
No caso do respeito aos contratos fechados no mercado livre antes da MP 579, a estatal quer evitar o prejuízo de ter de comprar energia a R$ 130 ou R$ 135 o MWh para entregar pelos R$ 98 a R$ 102 já negociados com os clientes. "Como tínhamos as concessões até 2015 e grande parte da energia será descontratada até o fim de 2012, vendemos no mercado livre", disse Dias.

Depois de aprovar a adesão à renovação antecipada das concessões do setor elétrico, a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) negocia incluir uma cláusula no termo aditivo, a ser assinado na terça-feira com o Ministério das Minas e Energia (MME), que permita a negociação posterior de pontos controversos nas novas regras, estabelecidas pela Medida Provisória 579. As principais preocupações referem-se à controlada CEEE-GT, que opera nas áreas de geração e transmissão.


O presidente da estatal controlada pelo governo do Rio Grande do Sul, Sérgio Dias, começou a discutir o assunto ontem, em audiência com o secretário executivo do MME, Márcio Zimmermann. Ele também enviará cópia das reivindicações à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). "Temos discordância em algumas questões e queremos discuti-las", disse o executivo.


Na opinião dele, não há tempo para concluir qualquer negociação até terça-feira e abrir uma janela para rever esses pontos depois é ainda mais importante do que derrubar a subcláusula do termo aditivo que obriga as elétricas a abrirem mão de direitos preexistentes que contrariem a MP 579 ou a lei na qual ela vier a ser convertida. Advogados entendem que esta exigência cria insegurança jurídica, mas para Dias é "difícil" a situação ficar ainda pior.


O que a estatal pretende garantir para depois da assinatura é a possibilidade de recálculodas indenizações pelos ativos não amortizados e o respeito aos contratos de venda de energia no mercado livre realizados para o período 2013-2015. O plano da empresa é primeiro esgotar as negociações em âmbito administrativo. Caso não obtenha sucesso, admite recorrer à bancada gaúcha no Congresso para tentar fazer as alterações na MP. Um recurso judicial não é cogitado, pelo menos por enquanto.

 

Conforme o presidente da empresa, a adesão às novas regras provocará uma perda anual de receita estimada em R$ 500 milhões para a CEEE-GT a partir do ano que vem, o equivalente à metade do faturamento esperado pela controlada em 2013. A área de transmissão será a mais afetada, pois com a nova Receita Anual Permitida (RAP) ela terá o faturamento reduzido de R$ 500 milhões para R$ 177 milhões.

Na geração, as 14 hidrelétricas com concessões a vencer em junho e julho de 2015 e potência instalada somada de 410 megawatts (MW) terão o preço médio de venda reduzido de R$ 96 para R$ 27 o megawatt/hora (MWh). Mesmo assim, a CEEE optou pela renovação para evitar o risco de ficar sem os ativos a partir de 2015, disse o presidente. A maior usina da companhia (Itaúba), de 500 MW, não foi incluída porque tem contrato até 2021. A estatal tem parque instalado de 1,2 milhão de MW, incluindo participações em outras usinas como Machadinho e Campos Novos.

Pelos cálculos da Aneel, a CEEE-GT terá direito a R$ 616 milhões em indenização pela reversão de ativos apenas na área de transmissão, mas a empresa quer o reconhecimento de mais R$ 60 milhões referentes a melhorias feitas na rede. Já as 14 hidrelétricas, com idades médias entre 40 e 50 anos, foram consideradas amortizadas pela agência, mas a estatal reivindica o ressarcimento de R$ 80 milhões por conta de investimentos feitos nas usinas.

De acordo com Dias, a MP considerou que todos os ativos de transmissão implantados antes de 2000 estão amortizados. A CEEE-GT, no entanto, entende que parte de suas redes enquadradas neste critério ainda não foi totalmente depreciada e por isso tem direito a uma indenização adicional. A empresa tem 6 mil quilômetros de linhas de transmissão e praticamente todas elas terão as concessões encerradas em meados de 2015.

No caso do respeito aos contratos fechados no mercado livre antes da MP 579, a estatal quer evitar o prejuízo de ter de comprar energia a R$ 130 ou R$ 135 o MWh para entregar pelos R$ 98 a R$ 102 já negociados com os clientes. "Como tínhamos as concessões até 2015 e grande parte da energia será descontratada até o fim de 2012, vendemos no mercado livre", disse Dias.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Resultado
Produção de petróleo da União chega a 244 mil barris por...
17/07/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana gera cerca de 18 mil empregos e mov...
16/07/26
ANP
Oferta Permanente: empresas inscritas têm até 21/7 para ...
16/07/26
Ceará
Gás natural chega ao Cariri (CE) e fortalece desenvolvim...
16/07/26
Terminais
Vast anuncia extensão de contrato com a PETRONAS Brasil ...
15/07/26
Biogás
GGT passa a integrar associação global de biogás e ampli...
14/07/26
Reconhecimento
Porto Sudeste recebe selo ouro do GHG Protocol pelo terc...
14/07/26
Pessoas
Executivo da Capco Brasil assume Diretoria de Eventos da...
14/07/26
Gasolina
CNPE aprova elevação do teor de etanol anidro na gasolin...
14/07/26
SOG 2026
Operadoras apresentam estratégias de transformação digit...
14/07/26
Combustível
ETANOL/CEPEA: Cotações voltam a recuar com mais força
14/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026: Agenda destaca águas profundas, ...
13/07/26
PD&I
Hidrogel desenvolvido na Unicamp remove água presente no...
13/07/26
Internacional
Guerra, petróleo e dólar: como as oscilações globais imp...
13/07/26
Combustíveis
ICL defende urgência para o PLP 73 e cobra ANP forte na ...
13/07/26
Compliance
IBP debaterá compliance diante dos impactos geopolíticos...
13/07/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em queda pressionando os preços no...
13/07/26
Energia Elétrica
Garantia Física entra no radar das geradoras hidrelétric...
10/07/26
Gás Natural
ANP determina revisão de cronograma para adequação de un...
10/07/26
Gás Natural
Gás natural: ANP aprova atuação de ofício para soluciona...
10/07/26
Biodiesel
ANP revisará regras para usos voluntários de biodiesel
10/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.