Ceará

China: maior comprador de minério beneficiado

Material será escoado pelo Porto do Pecém.

Diário do Nordeste
25/06/2013 10:11
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Enquanto não chegam novos empreendimentos ligados à siderurgia na região dos Inhamuns, o minério de ferro beneficiado produzido, desde o último mês, pela empresa Globest deverá se destinar inteiramente ao mercado externo, tendo a China como o principal comprador.
Conforme o chefe do departamento de Engenharia e Logística da empresa, Luiz Nunes, o material será transportado, via ferroviária, até o Porto do Pecém. O primeiro envio do produto ao país asiático, acrescenta, acontecerá no mês de setembro ou outubro deste ano.
Nunes destaca que, embora ainda não haja compradores nacionais confirmados, a empresa tem a expectativa de, nos próximos anos, vender o minério para possíveis investidores que se instalem na região, o que, por conta da maior facilidade no transporte, tende a ser mais viável à companhia. "Vai depender da relação custo-benefício", ilustra.
Ele destaca que a China já era o principal comprador da Globest, que também já chegou a vender o minério de ferro extraído no Ceará - não beneficiado - para o Japão.
Investimento
O chefe do departamento de Logística e Engenharia acrescenta que, para viabilizar o alto volume de exportações, a empresa adquiriu um shiploader - equipamento que otimiza o embarque de mercadorias nos navios, sem a necessidade dos guindastes comumente utilizados.
Nunes ressalta ainda que, devido à previsão de aumento da produção da unidade nos próximos meses, serão demandados investimentos tanto na Transnordestina - com a instalação de novos vagões, por exemplo - quanto no Porto do Pecém.
Ainda que em um estágio inicial, a criação de um possível polo siderúrgico nos Inhamuns já tem impactado na economia da região. Com a produção de minério de ferro beneficiado iniciada a partir da ampliação da mina da Globest, em Quiterianópolis, os postos de trabalho gerados pelo setor foram ampliados e devem aumentar novamente ainda neste ano.
Com a expansão da unidade, foram gerados 145 empregos diretos e mais de 120 indiretos, segundo dados da companhia. De acordo com o coordenador de operações da usina, Alan Lira, mais de 90% das vagas geradas foram preenchidas por trabalhadores da própria região, dos quais muitos passaram por cursos e capacitações para iniciar os serviços.
Oportunidade
Um dos empregados da usina de beneficiamento de minério de ferro da Globest, o soldador elétrico Paulo Amorim, de 50 anos, se diz contente por poder aplicar, em sua cidade natal, os conhecimentos que adquiriu em outros estados.
Logo que começou a trabalhar, conta, deixou Quiterianópolis para buscar emprego no Sudeste, onde se tornou soldador elétrico. Em 1998, voltou à cidade cearense, passando a dedicar-se a trabalhos agrícolas.
Com a chegada da usina nos Inhamuns, relata, pôde voltar a trabalhar na indústria. "O que mudou mais foi a minha renda, que aumentou", comenta Amorim, dizendo-se satisfeito por hoje poder "dar condições melhores de vida" aos filhos.

Enquanto não chegam novos empreendimentos ligados à siderurgia na região dos Inhamuns, o minério de ferro beneficiado produzido, desde o último mês, pela empresa Globest deverá se destinar inteiramente ao mercado externo, tendo a China como o principal comprador.


Conforme o chefe do departamento de Engenharia e Logística da empresa, Luiz Nunes, o material será transportado, via ferroviária, até o Porto do Pecém. O primeiro envio do produto ao país asiático, acrescenta, acontecerá no mês de setembro ou outubro deste ano.


Nunes destaca que, embora ainda não haja compradores nacionais confirmados, a empresa tem a expectativa de, nos próximos anos, vender o minério para possíveis investidores que se instalem na região, o que, por conta da maior facilidade no transporte, tende a ser mais viável à companhia. "Vai depender da relação custo-benefício", ilustra.


Ele destaca que a China já era o principal comprador da Globest, que também já chegou a vender o minério de ferro extraído no Ceará - não beneficiado - para o Japão.



Investimento


O chefe do departamento de Logística e Engenharia acrescenta que, para viabilizar o alto volume de exportações, a empresa adquiriu um shiploader - equipamento que otimiza o embarque de mercadorias nos navios, sem a necessidade dos guindastes comumente utilizados.


Nunes ressalta ainda que, devido à previsão de aumento da produção da unidade nos próximos meses, serão demandados investimentos tanto na Transnordestina - com a instalação de novos vagões, por exemplo - quanto no Porto do Pecém.


Ainda que em um estágio inicial, a criação de um possível polo siderúrgico nos Inhamuns já tem impactado na economia da região. Com a produção de minério de ferro beneficiado iniciada a partir da ampliação da mina da Globest, em Quiterianópolis, os postos de trabalho gerados pelo setor foram ampliados e devem aumentar novamente ainda neste ano.


Com a expansão da unidade, foram gerados 145 empregos diretos e mais de 120 indiretos, segundo dados da companhia. De acordo com o coordenador de operações da usina, Alan Lira, mais de 90% das vagas geradas foram preenchidas por trabalhadores da própria região, dos quais muitos passaram por cursos e capacitações para iniciar os serviços.



Oportunidade


Um dos empregados da usina de beneficiamento de minério de ferro da Globest, o soldador elétrico Paulo Amorim, de 50 anos, se diz contente por poder aplicar, em sua cidade natal, os conhecimentos que adquiriu em outros estados.


Logo que começou a trabalhar, conta, deixou Quiterianópolis para buscar emprego no Sudeste, onde se tornou soldador elétrico. Em 1998, voltou à cidade cearense, passando a dedicar-se a trabalhos agrícolas.


Com a chegada da usina nos Inhamuns, relata, pôde voltar a trabalhar na indústria. "O que mudou mais foi a minha renda, que aumentou", comenta Amorim, dizendo-se satisfeito por hoje poder "dar condições melhores de vida" aos filhos.

 

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