Gás Natural

Competitividade em relação a energia elétrica e óleo combustível

Energético é mais competitivo que energia elétrica em todas as regiões do País nos três segmentos de consumo e supera óleo combustível no segmento industrial para alto consumo.

Assessoria Abegás/Redação
17/05/2016 12:07
Competitividade em relação a energia elétrica e óleo combustível Imagem: Divulgação Visualizações: 1632

De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) com dados de fevereiro, o gás natural segue competitivo em todas as regiões frente à energia elétrica nos segmentos residencial, comercial e industrial e é mais vantajoso que o óleo combustível (OC A1) no segmento industrial para classes de consumo acima de 50 mil m3/mês em todas as regiões.

Os dados ainda não refletem a queda nas tarifas já anunciadas por algumas distribuidoras.

"Além de ser uma fonte de energia versátil e limpa, o gás natural está cada vez mais competitivo, o que faz dele um insumo estratégico para a retomada do crescimento da economia ", afirma o presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon.

Gás natural x Energia elétrica

No segmento residencial, o gás natural é competitivo em todas as regiões. No Centro-Oeste, o preço do gás natural para clientes de alto consumo é 57,5% inferior ao da energia elétrica quando comparado à tarifa de energia elétrica.

No Sudeste, quando comparado à tarifa de eletricidade para os consumidores de baixo consumo, o preço do gás natural é 7,5% inferior ao da energia elétrica - um indicativo para que os clientes residenciais passem a utilizar o aquecedor a gás substituindo o chuveiro elétrico.

Em todas as regiões, as tarifas médias em todas as classes de consumo no segmento comercial foram mais competitivas do que as da energia elétrica. O exemplo mais competitivo é no Nordeste, onde o preço do gás natural é 73,1% inferior à energia elétrica na classe de consumo de 50 mil m³ por mês. No Sudeste, na classe que consome 500 m³/mês, o gás natural tem preço é 38,3% inferior ao da eletricidade.

"Os números sinalizam que está cada vez mais vantajoso utilizar o aquecedor a gás, substituindo o chuveiro elétrico", observa Salomon.

Gás natural x Óleo combustível

Sobre o óleo combustível (OC A1), o gás natural é competitivo para consumidores acima de 50 mil m³/mês em todas as regiões. A maior vantagem é para os consumidores da classe de 1 milhão de m³/mês no Centro-Oeste, que possuem uma tarifa de gás 46,3% menor do que o preço do OC A1.

No Sudeste, o gás natural é mais vantajoso para clientes acima de 50 mil m³/mês -- sendo ainda mais interessante para grandes consumos, podendo chegar a 27,4 % de redução para clientes acima de 1 Mm³/mês.

"Os preços hoje mostram que estamos altamente competitivos. Por isso, o Brasil precisa estabelecer políticas que fortaleçam o mercado de gás natural, ampliando a oferta desse energético e estimulando novos investimentos", diz o presidente executivo da Abegás.

As informações utilizadas para o levantamento têm como fonte o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), com base nos dados da ANP, Aneel, site das distribuidoras de gás canalizado e energia elétrica, além de secretarias estaduais de Fazenda e Confaz.

Para feito de comparação no caso da energia elétrica, os cálculos levam em consideração as tarifas finais para cada faixa de cliente. No caso do óleo combustível, os cálculos consideram o custo na refinaria e os custos do gás natural no citygate para as distribuidoras. O cálculo busca equiparar a capacidade de geração de energia de cada insumo e leva em conta a média em cada região. Os dados de fevereiro não refletem reduções nas tarifas de gás natural em alguns estados - Rio de Janeiro, por exemplo.

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