Portos

Consórcios disputam obra de terminal em Salvador

<P>Uma licitação que exigirá cerca de R$100 milhões em investimentos para a construção de um novo terminal portuário em Salvador está gerando uma disputa entre grandes empresas. Dois consóricios querem a concessão pública: um que tem à frente a GP Investimentos e a Intermarítima e um qu...

Jornal do Commercio
19/03/2008 21:00
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Uma licitação que exigirá cerca de R$100 milhões em investimentos para a construção de um novo terminal portuário em Salvador está gerando uma disputa entre grandes empresas. Dois consóricios querem a concessão pública: um que tem à frente a GP Investimentos e a Intermarítima e um que conta com a construtora Camargo Corrêa e a Ultracargo, do grupo Ultra. Já a wilson, Sons, que hoje opera o único terminal privado da capital baiana, luta por uma mudança no seu contrato que lhe permita ampliar o porto e evitar a abertura da licitação.

A Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) confirma que a licitação será feita no início do segundo semestre. O vencedor terá o direito de explorar o terminal por 25 anos. Estima-se que o negócio seja capaz de movimentar entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões por ano.

O debate esquentou na semana passada, quando uam reunião e um seminário - este com o patrocínio da Intermarítima, Gerdau, Braskem e Dow - colocaram frente a frente os representantes das empresas. Os ânimos se acirraram, acusações foram trocadas e as empresas iniciaram a defesa veemente de suas propostas para o porto.

A ofensiva mais expressiva veio da Intermarítima, que hoje opera no porto público de Salvador e trabalha com transporte e armazenagem de cargas. Além de contar com o parceiro forte para licitação - o GP Investimentos - e ter apresentado porposta para o novo terminal, a empresa também propôs um plano de emergência, que exigiria investimentos de R$ 60 milhões e a obra ficaria pronta até o final do ano. O projeto emergencial, porém, foi considerado inviável pela Codeba.

Sozinho não temos condições de entrar, mas parceiros não faltam, conta Roberto Oliva, diretor-superintendente da Intermarítima Terminais. Em 2007, o faturamento da empresa, que emprega 800 pessoas, foi de R$ 60 milhões, 19% maior do que o de 2006.

Neste início de ano, a Intermarítima investiu R$ 8 milhões em um guindaste móvel italiano, que em breve chegará a Salvador, e será utilizado nas operações do porto Público. Hoje, a empresa pode operar só com navios que tenham guindastes próprios, porque não há esse equipamento no cais público. Outros R$ 30 milhões devem ser investidos nos portos de Ilhéus e Aratu, onde a empresa atua. Todos os equipamentos que vamos comprar são móveis. Podemos usá-los em outros locais se preciso, diz Oliva.

A proposta de Oliva é que o cais público, que tem 165 metros de comprimento, entre na licitação e outros 535 metros de berço sejam construídos na ponta norte do porto. Com isso, Salvador passaria a ter mais dois berços de 300 metros, com 15 metros de profundidade, além dos outros dois operados pela Wilson,Sons. Seriam, então, dois terminais portuários. Um novo, especializado em contêineres, e o antigo, operando contêineres e carga em geral.

 

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