Petroquímica

Copesul estuda antecipar pagamentos

Valor Econômico
27/07/2004 00:00
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A Copesul pode antecipar de 2007 para 2005 a liquidação do empréstimo de US$ 500 milhões tomado para financiar a ampliação da fábrica de matérias-primas do pólo petroquímico de Triunfo (RS), concluída em 1999.
O pagamento poderá ser antecipado devido às amortizações feitas até agora e ao desempenho da geração de caixa. No entanto, depende da negociação de condições vantajosas com os credores, basicamente a International Finance Corporation (IFC), o Eximbank americano e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A informação foi dada ontem pelo diretor de relações com investidores da Copesul, Bruno Piovesan, após a divulgação dos resultados do segundo trimestre.
A empresa apurou lucro líquido de R$ 114 milhões no período, com expansão de 128% sobre igual intervalo de 2003. Para fins de distribuição de dividendos, o resultado ajustado com a incorporação das reservas de reavaliação de 1983 e 1989 avançou de R$ 56,2 milhões para R$ 120,3 milhões.
Durante o segundo trimestre, a Copesul amortizou R$ 197,9 milhões e reduziu a dívida consolidada total (exceto saques de exportação) para R$ 728,8 milhões (ante R$ 869,9 milhões em 31 de março), sendo 45,7% no curto prazo. Segundo Piovesan, a estratégia é quitar o maior volume possível de obrigações porque a elevada incidência de PIS e Cofins sobre aplicações financeiras, na faixa de 10%, inibe a manutenção de níveis elevados de caixa.
Dos US$ 500 milhões originais tomados para financiar a expansão da Copesul em 1999, restam a pagar menos de US$ 120 milhões. As operações externas são corrigidas pela Libor mais 2,75% a 7,54% ao ano e as internas, pela TJLP mais 3,5% a 4,5%, informa a empresa nas notas explicativas que acompanham o resultado trimestral.
No segundo trimestre, a receita líquida da Copesul cresceu 16% sobre o mesmo período de 2003, para R$ 1,216 bilhão. A margem bruta - apesar do aumento de US$ 231 para US$ 367 no custo médio por tonelada da nafta entre junho de 2003 e de 2004 - avançou de 10,7% para 19,7%, puxada pela recuperação dos preços dos petroquímicos básicos produzidos pela empresa. Conforme o diretor, o movimento é resultado da escassez de investimentos globais no setor e ainda há espaço para novas recomposições neste semestre.
Segundo Piovesan, a alta nos custos da nafta e a estratégia "preventiva" da Copesul elevaram de R$ 166,1 milhões para R$ 267,2 milhões os estoques de matéria-prima entre o primeiro e o segundo trimestres. A intenção é evitar prejuízos à produção com a parada de manutenção da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), fornecedora do insumo, programada para agosto.
A receita da companhia entre janeiro e junho foi de R$ 2,3 bilhões, com alta de 3,9%. O lucro ajustado subiu 219,7%, para R$ 234 milhões, e a geração de caixa cresceu 101%, para R$ 471,1 milhões.
As vendas totalizaram 1,392 milhão de toneladas (mais 5%), sendo 545 mil toneladas de eteno. Em outubro de 2005, a Copesul pretende colocar em operação um novo forno de pirólise, que lhe permitirá alcançar a capacidade instalada nominal de 1,135 milhão de toneladas de eteno/ano.

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