Licitação

Eleição pode jogar licitação de portos para 2015

Atraso do programa de concessão de infraestrutura.

Valor Online
30/07/2014 10:00
Visualizações: 1078

 

Vai ganhando força na iniciativa privada a expectativa, outrora mais rarefeita, de que os editais da primeira rodada de licitações do pacote portuário federal não sairão neste ano, como prometido pelo governo. O senso comum entre os que se debruçam sobre as novas oportunidades de arrendamentos nos portos de Santos (SP) e nos do Pará é que a proximidade das eleições travou o processo.
O problema não é o fato de as minutas dos editais do primeiro bloco ainda estarem em análise no Tribunal de Contas da União (TCU). Para consultores e empresários, mesmo se o Tribunal aprovar os editais, o Planalto dificilmente correrá o risco político de lançá-los às vésperas da disputa pela Presidência da República. Paira no governo o temor de que as prováveis impugnações das licitações contaminem a candidatura à reeleição de Dilma Rousseff (PT), que lograria a responsabilidade pelo atraso de mais um programa federal de concessão de infraestrutura.
Empresas que atuam nos portos e estão descontentes com as novas regras do programa de arrendamentos, ou que questionam aspectos técnicos dos estudos, prometem recorrer à Justiça assim que os editais forem lançados. No porto de Santos, o movimento deverá ocorrer principalmente nos leilões do cais do Saboó, área que de tão disputada recebeu a alcunha de "Faixa de Gaza".
O primeiro bloco de arrendamentos portuários reúne 29 potenciais novos terminais, sendo 9 em Santos; 4 em Vila do Conde; 4 em Santarém; e 12 em Belém, Miramar e Outeiro (PA).
A expansão da modernização dos portos públicos brasileiros teve como força motriz a Lei dos Portos nº 12.815, promulgada em junho de 2013. A expectativa do governo era que os arrendamentos do primeiro bloco saíssem ainda no ano passado. O cronograma falhou. Ainda em dezembro de 2013, o TCU apresentou 19 contestações aos estudos que a Secretaria de Portos (SEP) autorizou a Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP) a fazer sem prévia licitação. A pasta respondeu a 15 das 19 indagações no fim de janeiro e recorreu das demais. Em junho, o TCU aceitou as explicações do governo e, no início de julho, avaliou os recursos. Até segunda-feira, o órgão não tinha pautado o processo para ser votado na sessão de hoje.
A mudança feita às pressas no marco regulatório portuário em 2013, depois de 20 anos de lei considerada moderna, mas que carecia de regulamentação, causou incerteza jurídica. Segundo recentemente publicou o Valor, a consultoria Inter B estima queda de 35,7% nos investimentos em portos no ano passado, para R$ 4,5 bilhões.
Ampliar o número de terminais e aumentar a escala dos existentes é passo fundamental para cumprir o preceito maior da nova Lei dos Portos, qual seja o aumento da movimentação de cargas com redução de custos para o comércio exterior. Espera-se que o governo publique os editais tão logo o TCU os aprove, dissociando esse processo do calendário eleitoral.

Vai ganhando força na iniciativa privada a expectativa, outrora mais rarefeita, de que os editais da primeira rodada de licitações do pacote portuário federal não sairão neste ano, como prometido pelo governo. O senso comum entre os que se debruçam sobre as novas oportunidades de arrendamentos nos portos de Santos (SP) e nos do Pará é que a proximidade das eleições travou o processo.

O problema não é o fato de as minutas dos editais do primeiro bloco ainda estarem em análise no Tribunal de Contas da União (TCU). Para consultores e empresários, mesmo se o Tribunal aprovar os editais, o Planalto dificilmente correrá o risco político de lançá-los às vésperas da disputa pela Presidência da República.

Paira no governo o temor de que as prováveis impugnações das licitações contaminem a candidatura à reeleição de Dilma Rousseff (PT), que lograria a responsabilidade pelo atraso de mais um programa federal de concessão de infraestrutura.

Empresas que atuam nos portos e estão descontentes com as novas regras do programa de arrendamentos, ou que questionam aspectos técnicos dos estudos, prometem recorrer à Justiça assim que os editais forem lançados. No porto de Santos, o movimento deverá ocorrer principalmente nos leilões do cais do Saboó, área que de tão disputada recebeu a alcunha de "Faixa de Gaza".

O primeiro bloco de arrendamentos portuários reúne 29 potenciais novos terminais, sendo 9 em Santos; 4 em Vila do Conde; 4 em Santarém; e 12 em Belém, Miramar e Outeiro (PA).

A expansão da modernização dos portos públicos brasileiros teve como força motriz a Lei dos Portos nº 12.815, promulgada em junho de 2013. A expectativa do governo era que os arrendamentos do primeiro bloco saíssem ainda no ano passado. O cronograma falhou. Ainda em dezembro de 2013, o TCU apresentou 19 contestações aos estudos que a Secretaria de Portos (SEP) autorizou a Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP) a fazer sem prévia licitação.

A pasta respondeu a 15 das 19 indagações no fim de janeiro e recorreu das demais. Em junho, o TCU aceitou as explicações do governo e, no início de julho, avaliou os recursos. Até segunda-feira, o órgão não tinha pautado o processo para ser votado na sessão de hoje.

A mudança feita às pressas no marco regulatório portuário em 2013, depois de 20 anos de lei considerada moderna, mas que carecia de regulamentação, causou incerteza jurídica. Segundo recentemente publicou o Valor, a consultoria Inter B estima queda de 35,7% nos investimentos em portos no ano passado, para R$ 4,5 bilhões.

Ampliar o número de terminais e aumentar a escala dos existentes é passo fundamental para cumprir o preceito maior da nova Lei dos Portos, qual seja o aumento da movimentação de cargas com redução de custos para o comércio exterior. Espera-se que o governo publique os editais tão logo o TCU os aprove, dissociando esse processo do calendário eleitoral.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Macaé Energy
No Macaé Energy 2026, Firjan promove edição especial do ...
09/03/26
Dia Internacional da Mulher
Dia da Mulher: elas contribuem para avanços no setor ene...
09/03/26
FEPE
PRECISAMOS DE P&D DE LONGO PRAZO - Entrevista com Isabel...
09/03/26
Internacional
Efeitos de preços do petróleo sobre a economia brasileira
09/03/26
Dutos
Transpetro aplica tecnologia com IA para ampliar eficiên...
09/03/26
Dia Internacional da Mulher
Constellation amplia em mais de 300% a presença feminina...
09/03/26
Combustível
Etanol volta a subir no indicador semanal
09/03/26
Resultado
Com um aumento de 11% na produção total de petróleo e gá...
06/03/26
FEPE
EMPREENDER DEMANDA RELAÇÕES DE CONFIANÇA - Entrevista co...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
IBP amplia agenda de equidade de gênero com segundo cicl...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
Repsol Sinopec Brasil tem 38% de mulheres na liderança e...
06/03/26
Indústria Naval
SPE Águas Azuis realiza entrega da Fragata "Tamandaré" -...
06/03/26
Economia
Indústria volta a crescer em janeiro, mas Firjan alerta ...
06/03/26
Transpetro
Lucro líquido é 22% superior a 2024 e reflete novo momen...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
Presença feminina cresce em cargos de liderança no setor...
06/03/26
Acordo
Firjan considera avanço significativo a aprovação do Aco...
06/03/26
Espírito Santo
Private Engenharia e Soluções debate segurança operacion...
06/03/26
Transição Energética
Braskem avança na jornada de transição energética com in...
05/03/26
Dia Internacional da Mulher
O mar é delas: a luta feminina por protagonismo no set...
05/03/26
Energia Solar
GoodWe e RB Solar anunciam parceria estratégica para ace...
05/03/26
Gás Natural
PetroReconcavo realiza primeira importação de gás bolivi...
04/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23