Cabotagem

Em meio à crise, Posidonia fatura R$ 60 milhões e mantém projetos de investimento

Companhia nacional de navegação consegue igualar receita em ano turbulento e continuar a construção do multi-propósito Posidonia Bravo.

Assessoria Posidonia
17/02/2016 10:31
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A companhia de navegação Posidonia, especializada no transporte de cargas na costa brasileira (cabotagem) e longo curso, acaba de anunciar seus resultados de 2015. A empresa encerrou o ano com receita de R$ 60 milhões, mesmo resultado obtido em 2014. Apesar da instabilidade econômica e faturamento empatado, a companhia manteve seu plano de investimento para a construção da embarcação multi-propósito Posidonia Bravo, já em produção no Rio Grande do Sul e com capacidade para transportar 3 mil toneladas.

“Tivemos um ano extremamente desafiador. As turbulências na economia deixaram as empresas mais conservadoras e menos propensas a investir no aumento da produção. Apesar disto, conseguimos superar as dificuldades e manter nossos planos. Para o início da construção do Posidonia Bravo e melhorias nos processos de qualidade e segurança da empresa, destinamos R$ 8 milhões no ano passado. Entendemos que o constante investimento em procedimentos internos e na construção de novos navios é o que nos levará a um patamar superior”, explica Abrahão Salomão, sócio da companhia.

A construção do Posidonia Bravo consumirá US$ 17 milhões em sua totalidade. A embarcação, que atenderá a demanda de empresas de infraestrutura, deve entrar em operação no início de 2017.

Além do Posidonia Bravo, a companhia opera com navios próprios, afretados e administrados. A empresa atua em projetos que vão do abastecimento e suporte a plataformas marítimas ao transporte de automóveis e cargas especiais entre os portos do Brasil e Argentina.

A Posidonia também planeja construir mais três navios a partir do próximo ano. Cada embarcação, com capacidade de até 15 mil toneladas, consumirá cerca de US$ 27 milhões de investimento com parte bancada pelo Fundo de Marinha Mercante (FMM).

No ano passado o volume de carga transportada pela Posidonia se manteve constante em relação ao ano de 2014. “Houve uma compensação entre os tipos de carga. Enquanto algumas diminuíram, outras aumentaram de volume, o que resultou um saldo positivo no final de tudo. Isso nos deixa bastante confiantes quanto aos nossos planos para o futuro”

São Paulo e Argentina na rota da Posidonia

A companhia inaugurou recentemente em São Paulo uma nova unidade administrativa para reforçar sua atuação na capital paulista. “Precisávamos estabelecer esse contato mais direto com nossos clientes e fornecedores. Como realizamos muitos negócios em São Paulo, nossa chegada foi um processo natural. Foi mais um investimento que realizamos ao longo do ano para melhorar nossa estrutura”, conta Abrahão.

Outra medida que pode gerar novos negócios à Posidonia é o fim das barreiras ao comércio internacional anunciado recentemente pelo novo presidente da Argentina, Mauricio Macri. “Essa medida traz uma esperança e expectativa para todos os envolvidos. Com a anulação dessas medidas, o comércio entre os países deve ser ampliado e a procura por nossos serviços, ampliada. Pelo menos é o que desejamos”, diz o executivo.

A Posidonia atua em cinco segmentos estratégicos: armação, administração e operação de navios (ship management); transporte feeder de contâineres; transporte de granéis sólidos e líquidos; transporte de carga geral e veículos e operação de apoio marítimo.

A companhia nasceu em julho de 2010 na cidade do Rio de Janeiro, mas deu início às operações em abril de 2013. A empresa emprega hoje cerca de 100 funcionários, entre pessoal embarcado e em solo. Entre os principais clientes figuram nomes de peso como Raízen, Trafigura, DHL e Deugro.

 

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