Resultado

ENGIE Brasil Energia registra lucro líquido de R$ 1,9 bilhão (+246%) no segundo trimestre de 2026

Ebitda ajustado somou R$ 2,2 bilhões, que corresponde a um avanço de 16,8%.

Redação TN Petróleo/Assessoria ENGIE
06/08/2026 11:28
ENGIE Brasil Energia registra lucro líquido de R$ 1,9 bilhão (+246%) no segundo trimestre de 2026 Imagem: Divulgação ENGIE Visualizações: 121

A ENGIE Brasil Energia (EGIE3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 1,9 bilhão, acréscimo de 246% frente ao mesmo período de 2025, devido, principalmente, ao reconhecimento da adesão ao mecanismo legal de repactuação do Uso de Bem Público (UBP), que resultou em um efeito não recorrente de R$ 1,26 bilhão no lucro líquido. Desconsiderando o efeito não recorrente, o lucro líquido ajustado foi de R$ 694 milhões, crescimento de 23% em relação aos meses de abril a junho do ano anterior.

A receita operacional líquida atingiu R$ 3,5 bilhões, alta de 13,8% na mesma base de comparação. O desempenho foi impulsionado pelas operações de curto prazo e pelos contratos nos mercados livre e regulado de energia, além da contribuição dos projetos de transmissão para a expansão das receitas. No período, o Ebitda ajustado somou R$ 2,2 bilhões, avanço de 16,8% em relação ao segundo trimestre de 2025, refletindo a execução disciplinada da estratégia da Companhia, o desempenho operacional dos negócios e o avanço dos investimentos em infraestrutura.

"O aumento de 13,8% na receita operacional líquida demonstra a capacidade da Companhia de capturar oportunidades em diferentes frentes de negócios. Esse crescimento, aliado ao incremento de 23% no lucro líquido ajustado, reforça a consistência da nossa estratégia e a solidez financeira da ENGIE Brasil Energia. Continuamos atentos à evolução do mercado e comprometidos em entregar resultados sustentáveis para nossos acionistas", diz Pierre Leblanc, Diretor Financeiro e de Relações com Investidores.

Investimentos impulsionam expansão da transmissão

Os aportes da Companhia totalizaram R$ 329 milhões no trimestre. Desse montante, R$ 261 milhões foram destinados à construção de novos projetos. Destaque para os empreendimentos de transmissão Asa Branca e Graúna, que receberam investimentos de R$ 111 milhões e R$ 104 milhões, respectivamente. O restante foi destinado aos projetos de geração e aos serviços de manutenção e revitalização dos ativos.

Ainda no período, a Companhia registrou avanços na execução dos empreendimentos. O Sistema de Transmissão Asa Branca obteve a Licença de Instalação Integral, permitindo o início das obras civis, e o projeto Graúna evoluiu nos processos de licenciamento ambiental e de liberação fundiária.

Outro marco foi a assinatura do contrato de concessão dos Lotes 2 e 3 (Colibri Transmissora de Energia), arrematados no primeiro Leilão de Transmissão de 2026. Os empreendimentos ampliam a presença da Companhia em territórios estratégicos e reforçam a diversificação do portfólio com obras nos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Paraná e Santa Catarina.

Expansão no mercado livre fortalece base de clientes

A expansão no mercado livre de energia também registrou resultados consistentes. No segundo trimestre, a Companhia ampliou em 42,3% sua base de consumidores livres em relação ao mesmo período de 2025, enquanto a receita com vendas para esses consumidores e comercializadoras cresceu 12,7%, passando de R$ 994 milhões para R$ 1,12 bilhão.

O volume total comercializado, incluindo clientes livres, comercializadoras e distribuidoras, e sem considerar operações de trading, atingiu 10.597 GWh, crescimento anual de 14,1%.

"Os resultados do trimestre demonstram a solidez da nossa estratégia e a disciplina na execução dos negócios. Como destaques, temos o aumento de contratos firmados no mercado livre e a expansão em transmissão, que reforçam nossa capacidade de gerar valor sustentável. Seguimos comprometidos em investir em infraestrutura e inovação para garantir crescimento consistente e contribuir para a transição energética do país", afirma Eduardo Sattamini (foto), CEO da ENGIE Brasil.

Follow-on histórico viabiliza a transferência de participação na Jirau Energia

Recentemente, houve a conclusão de uma das maiores movimentações societárias da história da ENGIE Brasil Energia. A Companhia finalizou a oferta de ações (follow-on), que viabilizou a transferência da participação de 40% detida pela ENGIE Brasil Participações na Jirau Energia S.A. para a ENGIE Brasil Energia.

A operação movimentou R$ 8,36 bilhões, dos quais R$ 2,62 bilhões foram captados no mercado e R$ 5,74 bilhões correspondem à contribuição da participação de Jirau. O preço por ação foi fixado em R$ 30,50, com a emissão de aproximadamente 274 milhões de novas ações ordinárias.

Sobre a ENGIE: A ENGIE é um importante player na transição energética e tem como propósito acelerar a transição para uma economia neutra em carbono. Com 90.000 colaboradores em 30 países, o Grupo atua em toda a cadeia de valor da energia, da produção à infraestrutura e comercialização. A ENGIE combina atividades complementares, como a geração de energia renovável e de gases verdes, ativos de flexibilidade (principalmente baterias), redes de transmissão e distribuição de gás e eletricidade, infraestruturas locais de energia (redes de aquecimento e resfriamento) e o fornecimento de energia para domicílios, autoridades locais e empresas. Anualmente, a ENGIE investe, em média, 12 bilhões de euros para impulsionar a transição energética e alcançar sua meta de neutralidade de carbono até 2045. Faturamento em 2025: 71,9 bilhões de euros. No Brasil, a ENGIE, umas das líderes em geração 100% renovável do país, atua em geração, comercialização e transmissão de energia elétrica, transporte de gás e soluções energéticas. A empresa possui cerca de 14 GW de capacidade instalada, provenientes de fontes renováveis e com baixas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), como usinas hidrelétricas, eólicas, solares e a biomassa. A empresa está presente em 22 estados e conta com 146 usinas.  

Mais Lidas De Hoje
veja Também
SOG 2026
Operadoras apresentam estratégias de transformação digit...
14/07/26
Combustível
ETANOL/CEPEA: Cotações voltam a recuar com mais força
14/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026: Agenda destaca águas profundas, ...
13/07/26
PD&I
Hidrogel desenvolvido na Unicamp remove água presente no...
13/07/26
Internacional
Guerra, petróleo e dólar: como as oscilações globais imp...
13/07/26
Combustíveis
ICL defende urgência para o PLP 73 e cobra ANP forte na ...
13/07/26
Compliance
IBP debaterá compliance diante dos impactos geopolíticos...
13/07/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em queda pressionando os preços no...
13/07/26
Energia Elétrica
Garantia Física entra no radar das geradoras hidrelétric...
10/07/26
Gás Natural
ANP determina revisão de cronograma para adequação de un...
10/07/26
Gás Natural
Gás natural: ANP aprova atuação de ofício para soluciona...
10/07/26
Biodiesel
ANP revisará regras para usos voluntários de biodiesel
10/07/26
ANP
Acesso de terceiros a gasodutos de escoamento e instalaç...
10/07/26
Construção Naval
Estaleiro Rio Grande recebe 11 mil toneladas de aço para...
10/07/26
ANP
Inscrições para Jornada Empreendedora PRH-ANP 2026 podem...
10/07/26
Rio de Janeiro
ANP estará presente na Rio Innovation Week
10/07/26
Apoio Offshore
Porto do Açu investe em gestão hídrica para impulsionar ...
09/07/26
Oportunidade
Equinor abre inscrições para Programa de Estágio 2026
08/07/26
Acordo
ANP e Petrobras assinam acordo para adequação de 335 poç...
07/07/26
Bacia de Pelotas
TGS inicia, em agosto, janela ambiental para proteção da...
07/07/26
Gasodutos
TBG e UTE Paulínia Verde firmam compromisso para transpo...
07/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.