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Redação TN Petróleo/Assessoria ABPIP
A Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP) participa, nos dias 4 e 5 de março, do SAMOG.e – São Mateus Óleo, Gás e Energia 2026, evento que reúne autoridades, empresas e especialistas para debater os desafios e oportunidades da indústria de óleo e gás no Espírito Santo e no Brasil.
Durante o encontro, a entidade apresentará um panorama detalhado da produção capixaba entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025, período marcado por três fases distintas: queda até 2022, estabilização em 2023–2024 e retomada consistente em 2025.
Retomada consolidada em 2025
No fechamento de dezembro de 2025, o Espírito Santo alcançou aproximadamente 210,5 mil barris de petróleo equivalente por dia (boe/d) e 4,96 milhões de m³/d de gás natural, confirmando a recuperação observada ao longo do último ano. A estrutura produtiva do estado permanece predominantemente marítima. Ao final da série:
O offshore responde por cerca de 201,3 mil boe/d;
O onshore representa aproximadamente 9,2 mil boe/d.
No gás natural, a produção terrestre gira em torno de 0,12 milhão de m³/d, frente ao total estadual de quase 5 milhões de m³/d.
A Petrobras permanece como principal operadora no estado, encerrando dezembro de 2025 com cerca de 190,4 mil boe/d, aproximadamente 90% do total estadual em petróleo equivalente, além de 4,36 milhões de m³/d de gás natural.
Contribuição dos operadores independentes
Os operadores independentes, considerados de forma agregada, incluindo integrantes da ABPIP, encerram dezembro de 2025 com aproximadamente:
20,1 mil boe/d no total, o que representa cerca de 10% do petróleo equivalente estadual;
0,60 milhão de m³/d de gás natural, equivalente a aproximadamente 12% do gás produzido no estado.
Embora representem parcela menor no agregado estadual — fortemente concentrado no offshore — os independentes desempenham papel estratégico na diversificação do ecossistema produtivo capixaba.
No recorte terrestre, em especial, observa-se maior protagonismo dos operadores independentes ao longo do período, com participação relevante na sustentação da atividade em campos maduros.
"O Espírito Santo mostra que é possível recuperar produção com previsibilidade regulatória e ambiente competitivo. Os operadores independentes exercem papel complementar relevante, especialmente na diversificação da base produtiva e na sustentação de ativos maduros. Para consolidar essa retomada, é fundamental manter segurança jurídica e estímulos adequados ao investimento", afirma Lucas Mota, Gerente Executivo da ABPIP.
Presença no SAMOG.e 2026
Os representantes da ABPIP participam de painéis técnicos no SAMOG.e com temas relevantes para a indústria:
· 4/3 – Lucas Mota, Gerente Executivo da ABPIP, no painel "A importância das operadoras independentes no mercado de O&G";
· 5/3 – Diego Cavassani, Coordenador do Comitê de SMS da ABPIP, no painel "A segurança operacional e a necessária mudança de cultura";
· 5/3 – Lucas Mota também participa dos painéis "Desafios na exploração e produção de O&G do Norte Capixaba" e "Formação de talentos para o futuro da engenharia".
Ambiente competitivo e perspectivas
Para a associação, a recuperação observada em 2025 no Espírito Santo evidencia a resiliência do parque produtivo e a capacidade de adaptação das empresas em um cenário de maior pressão por eficiência e competitividade. A ABPIP destaca a importância de um ambiente regulatório previsível e favorável a investimentos para ampliar a sustentabilidade da produção, especialmente em ativos maduros e em operações de menor escala.
"O SAMOG.e 2026 em São Mateus consolida-se como um espaço estratégico para o diálogo entre governo, indústria e sociedade sobre o futuro da exploração e produção de óleo, gás e energia no estado e no Brasil", ressalta o Gerente Executivo.
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