Mercado

Estudo indica que EUA vão competir com emergentes como o Brasil

Relatório é do banco de investimentos Morgan Stanley.

Valor Econômico
21/03/2013 13:04
Visualizações: 1140

 

A recuperação americana, se for efetivamente liderada pela indústria, poderá não ser uma boa notícia para vários mercados emergentes, entre eles o Brasil, adverte relatório do banco de investimentos Morgan Stanley divulgado neste mês. O ponto é que um crescimento sustentado pela manufatura colocará os EUA como concorrente de muitos países em desenvolvimento, e não como consumidor.
Num mundo em que a demanda global permanece contida, um setor manufatureiro mais forte nos EUA vai brigar por uma fatia maior desse mercado, colocando os emergentes sob pressão, diz o estudo. Para os analistas, Brasil, China, Coreia do Sul, Taiwan, Malásia, Chile e Rússia são potenciais perdedores num cenário de reindustrialização americana bem-sucedida. No caso brasileiro, as aspirações de expansão de uma indústria manufatureira combalida, em termos de volume e sofisticação, podem se frustrar, diz o relatório intitulado "O crescimento sustentável nos EUA pode ser má notícia para os mercados emergentes?".
Para o Morgan Stanley, o Brasil pode sofrer diretamente, com o impacto do fortalecimento da indústria nos EUA, e também indiretamente, já que o México tende a se beneficiar da reindustrialização americana. O efeito se daria pela maior atração da produção de automóveis pelos mexicanos.
O relatório observa, contudo, que uma indústria mais forte nos EUA aumentaria a demanda pelo minério de ferro brasileiro. A questão, dizem eles, é que a combinação de uma manufatura fraca com demanda expressiva por uma commodity como o minério de ferro poderia "infelizmente agravar o problema da doença holandesa [o fenômeno pelo qual as exportações de commodities valorizam demais o câmbio, afetando os setores de manufaturados]".
O estudo aponta o México como o único ganhador entre os emergentes. Um dos motivos é a ligação do país ao ciclo da indústria americana. Os mexicanos, para o Morgan Stanley, devem continuar um elemento importante na cadeia de fornecedores, beneficiando-se do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).

A recuperação americana, se for efetivamente liderada pela indústria, poderá não ser uma boa notícia para vários mercados emergentes, entre eles o Brasil, adverte relatório do banco de investimentos Morgan Stanley divulgado neste mês. O ponto é que um crescimento sustentado pela manufatura colocará os EUA como concorrente de muitos países em desenvolvimento, e não como consumidor.


Num mundo em que a demanda global permanece contida, um setor manufatureiro mais forte nos EUA vai brigar por uma fatia maior desse mercado, colocando os emergentes sob pressão, diz o estudo. Para os analistas, Brasil, China, Coreia do Sul, Taiwan, Malásia, Chile e Rússia são potenciais perdedores num cenário de reindustrialização americana bem-sucedida. No caso brasileiro, as aspirações de expansão de uma indústria manufatureira combalida, em termos de volume e sofisticação, podem se frustrar, diz o relatório intitulado "O crescimento sustentável nos EUA pode ser má notícia para os mercados emergentes?".


Para o Morgan Stanley, o Brasil pode sofrer diretamente, com o impacto do fortalecimento da indústria nos EUA, e também indiretamente, já que o México tende a se beneficiar da reindustrialização americana. O efeito se daria pela maior atração da produção de automóveis pelos mexicanos.


O relatório observa, contudo, que uma indústria mais forte nos EUA aumentaria a demanda pelo minério de ferro brasileiro. A questão, dizem eles, é que a combinação de uma manufatura fraca com demanda expressiva por uma commodity como o minério de ferro poderia "infelizmente agravar o problema da doença holandesa [o fenômeno pelo qual as exportações de commodities valorizam demais o câmbio, afetando os setores de manufaturados]".


O estudo aponta o México como o único ganhador entre os emergentes. Um dos motivos é a ligação do país ao ciclo da indústria americana. Os mexicanos, para o Morgan Stanley, devem continuar um elemento importante na cadeia de fornecedores, beneficiando-se do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Gestão do Conhecimento
200 mil pessoas, zero tolerância para treinamento que nã...
01/07/26
Resultado
Com 5,597 milhões de boe/d, a produção nacional de petró...
01/07/26
Bioenergia
Hora do jogo: começa hoje o 19º Congresso Nacional da Bi...
01/07/26
Firjan
ABDAN e FIRJAN lançam Agenda Nuclear para um Brasil Comp...
01/07/26
SOG 2026
Distribuição de gás em Sergipe entra na agenda estratégi...
30/06/26
Energy Summit
CPFL Energia está entre os destaques do Energy Summit Aw...
30/06/26
Resultado
ANP divulga dados consolidados do setor regulado em 2025
30/06/26
Energy Summit
Copa Energia lança desafio de inteligência artificial pa...
30/06/26
Fenasucro
FenaBio debate avanço do SAF e o papel do Brasil na avia...
30/06/26
Transição Energética
Evento reúne especialistas para discutir os desafios e o...
29/06/26
ANP
Royalties: valores referentes à produção de abril foram ...
29/06/26
Combustível
Etanol fecha a semana em alta e amplia recuperação no me...
29/06/26
Margem Equatorial
Aprovada a indicação de 86 blocos na Margem Equatorial p...
27/06/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente: ANP divulga empresas aptas a particip...
26/06/26
Energia Elétrica
Demanda por energia elétrica cai quase 11% nos jogos do ...
26/06/26
FPSO
MODEC e Eld Energy assinam Memorando de Entendimento par...
26/06/26
Biometano
Com apoio da ABiogás e da SEMIL, USP inaugura usina de e...
26/06/26
Rio de Janeiro
PIB do estado do Rio cresce 4,2%, puxado pelo desempenho...
26/06/26
Gás Natural
Naturgy investe R$ 4,7 milhões em infraestrutura de gás ...
26/06/26
GNL
Gás natural: aprovada resolução sobre acesso aos termina...
26/06/26
Fertilizantes
Petrobras assina contratos para retomada das obras da UF...
26/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.