Etanol
Jornal do Commercio
Um grupo de países europeus sugere barganhar com o Brasil a entrada do etanol no mercado da União Européia (UE). Nesta quinta-feira, Portugal, Suécia e Finlândia sugeriram em Genebra que a UE aceitasse incluir o etanol brasileiro na Rodada Doha e pedisse, em troca, o acesso ao mercado nacional para algum produto de seu interesse.
Nem todos, porém, estão de acordo com o tratamento dado ao Brasil. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu mais concessões do Brasil, Índia e China e avisou que seu país não assinará o acordo da rodada a menos que o mesmo seja modificado. O etanol é o produto que hoje comanda a diplomacia comercial brasileira e o chanceler Celso Amorim insiste que as tarifas sobre o produto precisam ser liberalizadas.
A França, Itália, Romênia e Áustria alertam que não estaria na hora de tratar do assunto, insistindo que a indústria européia precisa ser protegida. Para Portugal e os escandinavos, deveria haver uma margem de manobra. Nesta quinta, os três países sugeriram ao comissário de Comércio da UE, Peter Mandelson, que a UE ofereça certo acesso a seu mercado e, em troca, ganharia um corte de tarifas em um setor industrial no Brasil.
A Romênia, porém, alertou que a competitividade do produto brasileiro destruiria a produção local, enquanto a Áustria alertou que o produto precisa ser mantido entre os bens sensíveis. Os europeus confirmaram que o tema deixava os brasileiros "nervosos", principalmente diante da possibilidade da criação de cotas.
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