Encontro

Firjan apresenta propostas ao ministro da Ciência e Tecnologia

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, esteve nesta sexta-feira (16) com o presidente do Sistema FIRJAN, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, e outros empresários fluminenses, entre eles o presidente do Conselho de Tecnologia da Federação, Fernando Sandroni, que a

Redação
16/03/2012 17:44
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O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, esteve nesta sexta-feira (16) com o presidente do Sistema FIRJAN, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, e outros empresários fluminenses, entre eles o presidente do Conselho de Tecnologia da Federação, Fernando Sandroni, que apresentou as propostas e reinvindicações da indústria para a pasta do ministério. 

  

“Precisamos competir com os grandes países que investiram há muitos anos na formação humana e tecnológica, sem ter essa base. Então, estamos aqui incentivando a presidenta para pensar um pouco nos cortes, para não ser automático, como quase sempre nas questões estruturantes do país. Ciência e Tecnologia são fundamentais. Se não criamos essa base, teremos uma nação frágil para o futuro”, ressaltou o presidente do Sistema FIRJAN, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira. 
 

Entre os temas em destaque tratados no evento estava o ensino público para a Matemática. Sobre essa questão, o Sistema FIRJAN propõe a ampliação do esforço de qualificação do ensino em Matemática; a continuidade das olimpíadas de matemática para incentivar o ingresso de jovens talentos nas áreas científicas e tecnológicas; e a inclusão social por meio do conhecimento da Matemática, das Ciências e da Tecnologia. 
 

“Estamos investindo muito na questão da formação mais técnica dos nossos alunos, da nossa rede SESI/SENAI, principalmente na Matemática”, disse o presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugenio. Ele enfatizou a importância de se democratizar, de uma forma mais atrativa, o ensino para os jovens do Brasil, dando exemplo a partir do Rio de Janeiro. 
 

Para o ministro Marco Antonio Raupp, foi uma surpresa ver o ensino da matemática tratado em uma reunião de empresários. “É muito bom ver esse assunto como elemento fundamental de capacitação para que o brasileiro seja um bom operário, um bom engenheiro, um bom cidadão”, disse o ministro da Ciência e Tecnologia. “Estamos encampando as reinvindicações dos industriais para o desenvolvimento do Brasil”, finalizou o ministro. 

  

Veja as propostas do Sistema Firjan para o ministério: 
 

1. POLÍTICA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA & INOVAÇÃO 

- Formular e acompanhar Programas Estruturantes com aferição periódica de resultados (ref: Plano Brasil Maior); 

- Aprofundar e dar continuidade aos programas brasileiros referentes aos complexos industriais da Saúde e da Defesa (Lei 12.349/2010), privilegiando as compras por parte de órgãos públicos dos seus produtos - conforme proposta nos Cadernos de Tecnologia 3 do Sistema FIRJAN (2005); 

- Realizar estudo, em parceria com a indústria, sobre o uso do poder de compra em novos setores estratégicos; 

- Aumentar o volume de investimentos em tecnologia e pesquisa aplicada, tanto em institutos de tecnologia públicos como privados, pois estes alavancam os investimentos das empresas e estimulam processos de “catching up” em relação aos países mais adiantados. 
 
 
2. INOVAÇÃO - ARCABOUÇO LEGAL 

- Código Nacional de CT&I (PL 2.177/ 2011): 

§  Art. 10: inserir possibilidade de exploração da tecnologia resultante do projeto executado em parceria, com exclusividade pelo parceiro privado; 

§  Art. 31: Alterar de forma a permitir isenção da incidência de tributos em bolsa paga por instituição privada; 

§  Art. 79: ampliar o número de representantes do setor empresarial no Conselho Diretor do FNDCT para 9 (hoje composto por 3 representantes), alterando o inciso X do art. 2º da Lei 11.540/2007; 

§  Inserir capítulo que trate da regulação das instituições privadas sem fins lucrativos. 

- Lei do Bem: 

§  Aprimorar o instrumento de forma a ampliar a base industrial que pode ser beneficiada pela Lei do Bem, estendendo benefício às empresas enquadradas no regime de lucro presumido, permitindo que os recursos não se limitem apenas a apoiar itens de custeio, mas também sua extensão aos ativos fixos, como planta-piloto, etc. 
 

3. PRÉ-SAL 

- Garantir que parte expressiva dos recursos provenientes dos royalties do pré-sal seja destinada a apoiar o aumento da competitividade produtiva do país com base em programas e projetos inovadores; 

- Garantir que esses recursos realmente apoiem todas as etapas de desenvolvimento dos programas e projetos considerados. 
 

4. FORTALECIMENTO DA ENGENHARIA 

  

A conexão Educação – Engenharia – Desenvolvimento e o reforço da Competitividade e inovação nas cadeias produtivas já foi tema do primeiro número dos Cadernos de Tecnologia (2001). Estava claro então que a Engenharia era fundamental no processo de globalização em andamento, exigia sua presença no desenvolvimento tecnológico. 

  

5. ENSINO PÚBLICO PARA A MATEMÁTICA 

- Ampliar o esforço de qualificação do ensino em Matemática; 

- Continuar a promover as olimpíadas de matemática para incentivar o ingresso de jovens talentos nas áreas científicas e tecnológicas; 

- Promover a inclusão social por meio do fortalecimento do conhecimento da Matemática, das Ciências e da Tecnologia. 

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