Transição Energética

IBP reúne especialistas para debater a transição energética

No evento em parceria com a EPE, agentes do setor reforçam os diferenciais competitivos do Brasil em renováveis

Redação/Assessoria
02/05/2019 21:35
IBP reúne especialistas para debater a transição energética Imagem: Divulgação IBP Visualizações: 1722

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), em parceria com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), promoveu na última quinta-feira (25/04) a primeira edição do Ciclo de Debates para a Transição Energética. Com foco na transição para uma economia de baixo carbono, o evento reuniu especialistas para debater dois dos principais desafios globais da atualidade: o panorama da transição energética e a geopolítica da energia. Para José Firmo, presidente do IBP, discussões desse tipo criam oportunidades para o setor.

 “Da mesma forma que o Brasil decidiu estrategicamente abrir o mercado de exploração e produção, que trouxe resultados significativos, precisamos, enquanto país, debater a inserção do gás natural na matriz energética. O Brasil ainda não encontrou um modelo eficaz para que o gás também seja usado como combustível”, afirmou Firmo. “Temos uma oportunidade, porém, de aproveitar o gás associado a ser produzido nos próximos cinco anos, por exemplo, para a reindustrialização do Brasil”, complementou.

 O contínuo crescimento da produção de petróleo no Brasil reforça essa oportunidade. Segundo o diretor de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da EPE, José Mauro Coelho, a produção de petróleo brasileira dobrará nos próximos anos, alcançando 5 milhões de barris diários em 2030. “A expectativa é que o Brasil exporte cerca de 3 milhões de barris diários de petróleo no fim da década. Mas por outro lado, também temos um diferencial competitivo em biocombustíveis. A produção de etanol deve crescer, atingindo 49 bilhões de litros por ano em 2030, ante os atuais 34 bilhões de litros. Assim como a produção de biodiesel aumentará, passando de 5,4 bilhões de litros para 11 bilhões de litros”, explicou Coelho.

 Ainda que o movimento de transição energética se dê de forma lenta, ao longo de muitos anos, o Brasil tem a vantagem de já contar com uma matriz energética renovável. De acordo com Luiz Augusto Barroso, presidente da consultoria PSR, os pilares de renovabilidade da matriz nacional – hidrelétrica, eólica e solar – se complementam e formam um portfólio diferenciado do restante do mundo. “A base da nossa matriz energética é a meta que muitos países sonham em alcançar em anos. O grande desafio nesse momento é encontrar modelos de negócios, de financiabilidade e de regulação para a transição energética”, disse Barroso.

 Já Alexandre Szklo, professor-associado do programa de planejamento energético da COPPE/UFRJ, acredita que o Brasil tem grandes vantagens competitivas em relação a outros mercados, mas que o papel do país nessa transição energética mundial passa pela necessidade de ser ter políticas de Estado para o setor, e não de governo. “Temos uma matriz energética com grande potencial. Só precisamos traçar o caminho para onde precisamos e queremos chegar”, pontuou Szklo.

 Iniciativas do mercado

As empresas do setor de petróleo e gás já vêm se preparando para a transição energética, investindo em outras fontes além do petróleo e se posicionando como companhias de energia. Segundo Flávio Rodrigues, diretor de Relações Governamentais e Assuntos Regulatórios da Shell, o investimento anual da petroleira é de cerca de US$ 25 bilhões, sendo que aproximadamente US$ 2 bilhões são destinados a novas energias.

Para o executivo a principal competência necessária para que as empresas originalmente de petróleo e gás se tornem mais completas é o entendimento da realidade local. “A partir da capacitação de pessoal para um maior entendimento de questões como a regulação e mercado locais é possível tomar decisões mais assertivas”, garantiu Rodrigues.

A próxima edição do Ciclo de Debates para a Transição Energética, em junho, abordará a questão das mudanças climáticas. No total, serão cinco encontros ao longo do ano focados nos desafios da transição.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Resultado
Porto do Açu garante R$ 237 milhões em royalties retroat...
07/04/26
Pessoas
Angélica Laureano é a nova Diretora Executiva de Logísti...
07/04/26
Biometano
ANP credencia primeiro Agente Certificador de Origem (AC...
07/04/26
ANP
Conteúdo local: ANP ultrapassa marco de 30 TACS
07/04/26
Cana Summit
Juros elevados e crédito mais restrito colocam fluxo de ...
07/04/26
BRANDED CONTENT
Intercabos® lança novo site e concretiza presença no mer...
07/04/26
PPSA
União recebe R$ 917,32 milhões por redeterminação de Tupi
07/04/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Preço médio da safra 25/26 supera o da tem...
07/04/26
Estudo
Brasil amplia dependência de térmicas, mas falta de esto...
06/04/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente de Partilha (OPP): ANP publica novo edital
06/04/26
Tributação
Infis Consultoria promove 4º Seminário Tributação em Óle...
06/04/26
Hidrogênio Verde
Estudo no RCGI mapeia regiões com maior potencial para p...
06/04/26
Diesel
Subvenção ao diesel: ANP inicia consulta pública de cinc...
02/04/26
GLP
Supergasbras realiza a primeira importação de BioGL do B...
02/04/26
Cana Summit
Setor sucroenergético avalia efeitos da Reforma Tributár...
02/04/26
Rio de Janeiro
Para Firjan juros em dois dígitos e rigidez fiscal barra...
02/04/26
Resultado
Com 5,304 milhões de boe/d, produções de petróleo e de g...
02/04/26
Logística
Vast realiza primeira operação de transbordo de petróleo...
01/04/26
ANP
Audiência pública debate revisão de resolução sobre aqui...
01/04/26
Biocombustíveis
RenovaBio: ANP divulga metas definitivas para as distrib...
31/03/26
Drilling
Norbe IX, da Foresea, conclui parada programada de manut...
31/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23