O setor de apoio marítimo vive um momento de expansão. A afirmação é do presidente da Associação Brasileira de Empresas de Apoio Marítimo, Ronaldo Lima. Durante palestra realizada no Navalshore, evento que acontece no Rio de Janeiro até o dia dois de junho, Lima destacou que o setor ...
Clarimundo Flôres
30/05/2006 21:00
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O setor de apoio marítimo vive um momento de expansão. A afirmação é do presidente da Associação Brasileira de Empresas de Apoio Marítimo, Ronaldo Lima. Durante palestra realizada no Navalshore, evento que acontece no Rio de Janeiro até o dia dois de junho, Lima destacou que o setor acumula bons resultados devido a alta do barril de petróleo, que exige uma maior produção do insumo em alto mar, e a descoberta de novos campos de exploração. - O investimento da Petrobras em Exploração e Produção de petróleo (E&P) tem ajudado o setor de apoio marítimo. Além disso, o alongamento do prazo de afretamente, atualmente em oito anos, ajudou a alavancar a indústria - disse Lima. Ele lembrou que o setor passou por um período de penúria, principalmente a partir do início dos anos 90, quando houve uma abertura indiscriminada para embarcações de bandeiras internacionais. - A retomada começou no final na última década, quando iniciamos um processo de nacionalização detas embarcações. Hoje, temos a expectativa de construção de 24 novos barcos, além da modernizaçãode outros tantos. Lima também destacou que empresas estrangeiras se instaçaram no país e passaram a construir aqui o seus navios de apoio. - O investimento em novas tecnologias também deve ser ressaltado. O Brasil, que em 90 tinha apenas 46 navios de apoio, hoje conta com 74 e, até 2010, poderá chegar a 94. Estaremos, em pouco tempo, próximos aos patamares dos anos 70, quanto tínhamos 110 barcos de bandeira nacional e com possibilidade de expandir ainda mais este número. Lima acredita que este esforço deva estar ligado a um programa de qualificação da tripulação. - Com as novas tecnologias, precisamos investir nesta formação. A Marinha precisa de mais recursos para melhorar a qualidade desta mão-de-obra, principalmente entre os oficiais. Não adianta nadatermos uma indústria crescente, barcos modernos e os trabalhadores sem formação adequada.
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