Investimento

Indústria naval baiana ganha reforço

O Governo da Bahia, através da Secretaria Extraordinária da Indústria Naval e Portuária (Seinp), e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) anunciaram nesta quinta (23), a implantação de quatro novos canteiros de obras para a

Redação
24/09/2010 06:27
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O Governo da Bahia, através da Secretaria Extraordinária da Indústria Naval e Portuária (Seinp), e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) anunciaram nesta quinta (23), a implantação de quatro novos canteiros de obras para a construção de módulos de plataformas de petróleo na Baía de Aratu.
 

Cada canteiro ficará a cargo das empresas GDK, Belov Engenharia, Multitek e Niplan Engenharia, respectivamente, que irão investir 30 e 70 milhões, totalizando cerca de R$ 200 milhões. As empresas foram selecionadas pela Seinp por atender os critérios de qualificação técnica, experiência comprovada no setor e pelo histórico de atividades com a Petrobras.
 

O secretário da Indústria Naval e Portuária, Roberto Benjamin, adiantou que a meta é chegar, ao final do segundo semestre de 2011, com os quatro canteiros totalmente prontos, sendo que um deles já está sendo construído pela GDK. Vale ressaltar que o canteiro da GDK terá capacidade para fazer até a integração dos módulos sobre as plataformas.
 

Todos os canteiros serão instalados na Baía de Aratu, sendo que três deles vão ocupar a área onde funcionava a fábrica de cimento Aratu. Os canteiros terão capacidade para produzir módulos de plataformas de petróleo de portes diversos. No total, haverá a geração de aproximadamente cinco mil empregos diretos. Cada canteiro ocupará, em média, uma área de cerca de 100 mil m2. 
 

 “A implantação desses canteiros irá impulsionar definitivamente a reativação da indústria naval baiana. Os módulos constituem as partes de maior valor agregado dos navios e plataformas de perfuração e produção de petróleo”, destaca Roberto Benjamin.
 

Ele explicou ainda que os canteiros terão demanda, em função da Petrobras estar em processo de contratação de navios sonda e de outros projetos da carteira de investimentos da estatal. Desta forma, as quatro empresas construtoras responsáveis pelos canteiros poderão disputar as licitações da estatal e de outras empresas. “Os canteiros poderão ainda servir a grandes contratantes no Brasil e, posteriormente, no exterior”, ressaltou Benjamin. 
 

Para viabilizar os canteiros de obras, o Governo do Estado assinou protocolo de intenções com as empresas. A Seinp, além de ser a grande articuladora para a construção dos novos empreendimentos, atuará na intermediação com os órgãos públicos visando agilizar o processo de licenciamento ambiental.
 

Na próxima etapa, os três novos empreendedores irão dar início ao licenciamento ambiental junto ao Instituto do Meio Ambiente, APA Baía de Todos os Santos, Iphan e Serviço de Patrimônio da União. A Seinp também apoiará as empresas na capacitação e qualificação de mão de obra local. Quanto aos investimentos das empresas, eles serão destinados à implantação da infraestrutura adequada à atividade de construção de módulos, realizando terraplanagem, construção de cais, de oficinas e equipamentos para manuseio de cargas de grande porte com até 1.600 toneladas. 
 

A estratégia de fortalecimento da indústria naval baiana está baseada no seguinte tripé: a instalação dos canteiros na Baía de Aratu, do estaleiro Enseada do Paraguaçu, que é uma parceria do governo com Odebrecht, OAS e UTC (em fase de licenciamento ambiental) e da potencialização do canteiro de São Roque do Paraguaçu, instalado há 40 anos e que hoje emprega duas mil pessoas. 
 
Localizado no distrito de São Roque do Paraguaçu, o estaleiro Enseada do Paraguaçu é um dos maiores projetos estruturantes para a economia baiana dos últimos 30 anos. No total, as cidades do Recôncavo que estão na área de abrangência do estaleiro são nove – Maragojipe, Salinas da Margarida, Saubara, Cachoeira, Itaparica, São Félix, Nazaré das Farinhas e Vera Cruz. 
 

Com investimentos de R$700 milhões, o estaleiro vai gerar cerca de oito mil empregos diretos, a grande parte para a população local, quando estiver operando em plena capacidade. O estaleiro baiano terá capacidade de processar até 70 mil toneladas de aço ao ano. 


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