Preços

MME e EPE publicam caderno de preços internacionais de petróleo e derivados do PDE 2034

Documento mostra que a demanda global por derivados de petróleo deve seguir firme devido ao crescimento global no curto prazo, havendo impactos da transição energética nos derivados de formas distintas.

Redação TN Petróleo/Assessoria MME
22/08/2024 07:26
MME e EPE publicam caderno de preços internacionais de petróleo e derivados do PDE 2034 Imagem: Divulgação Visualizações: 2354

O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) publicaram, nesta quarta-feira (21/8), o Caderno de Preços Internacionais do Petróleo e seus Derivados, parte integrante do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2034. O documento fornece cenários detalhados e atualizados que visam orientar decisões estratégicas para o setor energético brasileiro, abordando a evolução dos preços até o ano de 2034.

A evolução projetada é fundamental para avaliar a competitividade de fontes de energia e tecnologias alternativas, com impactos diretos sobre segurança energética, acessibilidade e emissões. No longo prazo, como mostra o documento, a indústria mundial do petróleo, sobretudo produtores independentes, necessitará se adaptar a uma eventual realidade de aumento da carga tributária e menores opções de financiamento. De qualquer forma, a demanda por petróleo continuará crescente até a década 2030.

“Este trabalho representa um esforço conjunto para esclarecer as dinâmicas dos preços de petróleo e derivados em um mundo de constante mudança. Por meio dele, visamos não apenas fornecer informações relevantes, mas também contribuir para um planejamento energético mais robusto e estratégico, essencial para o futuro do país, que será próspero para brasileiras e brasileiros”, comentou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

No estudo, fica evidenciada uma trajetória de estabilidade relativamente moderada nos preços do petróleo, com média prevista de US$ 84 por barril até 2025. Essa projeção ocorre em meio a tensões geopolíticas que incluem conflitos como a guerra na Ucrânia e tensões no Oriente Médio, além de impactos de sanções que afetam a produção de países como a Rússia. Os especialistas da EPE alertam que, apesar do crescimento da produção não-Opep, a Opep+ continuará a exercer influência significativa sobre o mercado.

O petróleo no contexto da transição energética
O caderno mostra ainda que a demanda global por derivados de petróleo deve seguir firme devido ao crescimento global no curto prazo, havendo impactos da transição energética nos derivados de formas distintas no longo prazo. A demanda por gasolina deve começar a declinar, enquanto a de óleo diesel ainda tende a crescer, especialmente pela dificuldade de viabilizar investimentos em segmentos de difícil descarbonização e tecnologias e fontes alternativas em países em desenvolvimento.

“Na visão da EPE, a gestão de um segmento upstream de óleo e gás natural associado à transição para um portfólio de energia de baixa emissão de carbono, em um contexto de disciplina de capital, será desafiador, enquanto os governos - em especial o Brasil - buscarão garantir a segurança do abastecimento energético, de forma acessível e sustentável”, assinalou o presidente da EPE, Thiago Prado.

O estudo destaca que a demanda por petróleo se recuperou significativamente após a pandemia, com um crescimento de 2,6% em relação ao ano anterior, somando 100,2 milhões de barris por dia. O Oriente Médio é responsável por 41% das exportações de petróleo, um dado crucial em um contexto de flutuações políticas e econômicas globais. Para mais detalhes, acesse o Caderno de Preços Internacionais do Petróleo e seus Derivados aqui.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Apoio Marítimo
Wilson Sons lança novo rebocador para operar no Porto de...
14/05/26
Hidrogênio
ANP e OCDE realizam wokshop sobre gerenciamento de risco...
14/05/26
Pré-Sal
Campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, recebe tec...
13/05/26
Resultado
No primeiro trimestre de 2026 Petrobras registra lucro l...
13/05/26
Biometano
CNPE fixa meta inicial de 0,5% para biometano no gás nat...
13/05/26
Mão de Obra
Setor de Óleo & Gás enfrenta apagão de talentos diante d...
13/05/26
Evento
"Mato Grosso vai se tornar a Califórnia brasileira", diz...
13/05/26
Evento
Tauil & Chequer Advogados associado a Mayer Brown realiz...
13/05/26
Combustíveis
ANP fará consulta e audiência públicas sobre serviço de ...
12/05/26
Evento
IBP promove evento em São Paulo para debater futuro da e...
12/05/26
Internacional
Nos Estados Unidos, Firjan participa do Brasil-U.S. Indu...
12/05/26
Pessoas
MODEC anuncia Yosuke Kosugi como novo CEO no Brasil
11/05/26
BOGE 2026
John Crane oferece manutenção preditiva por meio de solu...
11/05/26
Gás Natural
Compass realiza IPO na B3
11/05/26
Crise
Estreito de Ormuz, sustentabilidade e arbitragem serão d...
11/05/26
Indústria Naval
Ghenova lidera engenharia dos navios gaseiros da Ecovix ...
11/05/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana abre credenciamento de visitantes p...
11/05/26
Refino
Com 385 mil m³, RNEST bate recorde de produção de diesel...
11/05/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em baixa e amplia pressão sobre o ...
11/05/26
Energia Elétrica
Neoenergia renova mais três concessões e anuncia investi...
08/05/26
Sustentabilidade
Prêmio Firjan de Sustentabilidade: inscrições abertas at...
08/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23