Energia Elétrica

Monitoramento da CCEE aponta estabilidade no consumo de energia do Brasil na primeira metade de setembro

Demanda da indústria e de grandes empresas foi maior, mas geração distribuída e redução do mercado regulado, que abastece residências e pequenas empresas, equilibraram o consumo geral

Redação TN Petróleo/Assessoria CCEE
29/09/2022 13:55
Monitoramento da CCEE aponta estabilidade no consumo de energia do Brasil na primeira metade de setembro Imagem: Divulgação Visualizações: 1869

O consumo de energia elétrica no Brasil se manteve estável na primeira quinzena de setembro, segundo dados preliminares do Boletim InfoMercado Quinzenal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE. O país demandou 65.090 megawatts médios (MWm), praticamente o mesmo volume utilizado no mesmo período do ano passado. 

Apesar da estabilidade, o mercado livre, no qual a indústria e grandes redes de comércio e serviço contratam o seu fornecimento, consumiu 22.957 MW médios, montante 2,3% maior no comparativo anual e que corresponde a cerca de 35% de toda a energia utilizada pelo país. 

Em contrapartida, no mercado regulado, em que as residências e pequenas empresas compram o insumo por meio das distribuidoras, houve queda de 1,2% frente a igual período de 2021. O resultado se explica pela menor temperatura no período em boa parte dos principais centros de consumo de energia no país, em relação ao ano passado.

Como a migração de consumidores entre esses dois ambientes afeta diretamente os resultados, a CCEE também faz a medição desconsiderando as cargas que mudaram de segmento nos últimos 12 meses. Neste cenário, haveria estabilidade em ambos os mercados. 

Outro fator que pode interferir nos dados é a micro e minigeração distribuída, ou seja, os painéis solares fotovoltaicos instalados em residências e empresas, que reduzem a demanda da rede de distribuição. Se não houvesse esse tipo de sistema, haveria um crescimento de 1,3% no volume demandado pelo mercado regulado.

Consumo por ramos de atividade econômica

Entre os 15 setores da economia monitorados pela CCEE, desconsiderando o efeito de migração, os maiores avanços foram observados nos ramos de Extração de Minerais Metálicos (10,1%), Madeira, Papel e Celulose (6,2%) e Saneamento (3,4%). Entre as áreas que tiveram maior declínio estão Comércio (-9,1%), Têxteis (-7,7%) e Telecomunicações (-7,3%). 

Consumo regional

O cenário meteorológico foi um dos principais fatores que influenciaram o uso de energia elétrica nos estados brasileiros. No Maranhão (+24%) e em Rondônia (+19%), por exemplo, temperaturas mais altas que as registradas no mesmo período do ano passado aumentaram a necessidade de uso de equipamentos de refrigeração. Em contrapartida, o clima mais ameno derrubou o consumo em regiões como Rio Grande do Norte (-11%) e Rio de Janeiro (-8%).

Geração de energia

A recuperação dos reservatórios de água mais uma vez levou a um aumento da geração hidrelétrica para o Sistema Interligado Nacional – SIN. A fonte produziu 44.493 MW médios nas duas primeiras semanas de setembro, alta de 27,7% frente ao mesmo período de 2021. Enquanto isso, as termelétricas recuaram em 56,9%.

Destaque para avanços de 64% e de 16,8% das usinas solar e eólica, respectivamente. De janeiro até setembro, a geração por fontes renováveis representou 92% de tudo o que foi produzido no país.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Cobertura OTC
ANP participa de uma das maiores conferências do mundo s...
08/05/26
Firjan
Voto pela inconstitucionalidade da lei dos royalties é o...
08/05/26
Mão de Obra
Censo 2026 vai mapear perfil socioeconômico de trabalhad...
07/05/26
Internacional
ANP e PPSA realizam evento exclusivo em Houston para pro...
07/05/26
Workshop
ANP faz workshop para dinamizar a exploração de petróleo...
07/05/26
Parceria
Halliburton e Shape Digital firmam colaboração estratégi...
06/05/26
ROG.e
ROG.e 2026 reunirá CEOs de TotalEnergies, Galp, TGS e Ry...
06/05/26
Oportunidade
CNPU 2025: ANP convoca candidatos de nível superior a se...
06/05/26
Combustíveis
Atualização: Extensão do prazo de flexibilização excepci...
06/05/26
Gestão
ANP publica Relatório de Gestão 2025
06/05/26
Internacional
Na OTC Houston 2026, Firjan SENAI SESI expande atuação s...
06/05/26
Energia Elétrica
Modelo simplificado viabilizou 70% das migrações ao merc...
06/05/26
Investimentos
Biocombustíveis podem adicionar até R$ 403,2 bilhões ao PIB
05/05/26
Bacia de Santos
Acordos de Individualização da Produção (AIP) das Jazida...
05/05/26
Energia Solar
ENGIE investirá R$ 5 milhões em três projetos para inova...
05/05/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Média de abril é a mais baixa em quase doi...
05/05/26
Pessoas
Josiani Napolitano assume presidência da ABiogás em mome...
05/05/26
Internacional
Na OTC Houston 2026, Firjan SENAI realiza edição interna...
04/05/26
Reconhecimento
BRAVA Energia recebe prêmio máximo global do setor pelo ...
04/05/26
Internacional
Brasil reafirma protagonismo tecnológico na OTC Houston ...
04/05/26
Pré-Sal
PPSA encerra 2025 com lucro líquido de R$ 30,1 milhões
04/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23