Gás natural

Morales quer negociar tarifas direto com Lula

Gazeta Mercantil / L
16/01/2007 00:00
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O presidente Evo Morales está tentando definir diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os novos preços para o gás que a Bolívia vende para o Brasil. Os dois governantes tinham um encontro agendado em Quito, na posse do novo governante equatoriano. Morales disse ter prometido uma entrevista com Lula, porque a Bolívia "não pode continuar subvencionando o consumo de gás" de seu vizinho gigante.

Com base em um convênio de compra e venda com a duração de 20 anos, vigente desde 1999, a Bolívia exporta uma média de 26 milhões de m3 (MMm3d) de gás diários para o Brasil, ao preço de US$ 4,3 por milhão de BTU (unidade térmica britânica). Há oito anos o preço do gás natural é regulado segundo as oscilações da cotização internacional do petróleo bruto.

Morales, que nacionalizou de uma só vez os hidrocarbonetos bolivianos e assinou novos acordos de exploração com dez multinacionais do setor petrolífero , entre essas a estatal brasileira Petrobras, reivindica para o Brasil um aumento para, pelo menos US$ 5 por milhão de BTU. "Tecnicamente avançou-se muito.

Precisamos de decisões políticas, e desejo uma reunião com o presidente Lula", insistiu o governante boliviano.

A Petrobras e a boliviana, YPFB, negociam sem êxito, desde junho, um incremento nos preços do gás, com base nos US$ 5 por milhão de BTU, que a Argentina se comprometeu a pagar pelos 7,7 MMm3d de gás que importa atualmente. Esse preço será mantido para os 27,7 MMm3d que importará a partir de 2009, quando tiver terminado um gasoduto no nordeste de seu território.

O ministro de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, declarou que a Bolívia não cessará com a intenção de conseguir um preço justo pelo gás exportado ao Brasil, e confirmou que o preço do produto deveria ser de US$ 5 por milhão de BTU. O encontro Lula-Morales será o primeiro desde que o presidente brasileiro assumiu o segundo mandato.

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