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Indústria naval e Offshore

Niterói participa do lançamento do cluster tecnológico naval e offshore que reúne empresários do setor de reparo

14/11/2019 | 08h19
Niterói participa do lançamento do cluster tecnológico naval e offshore que reúne empresários do setor de reparo
Divulgação Divulgação

A Prefeitura de Niterói esteve presente na última quarta-feira (13/11) em dois eventos, incluindo o lançamento do Cluster Tecnológico Naval do Rio de janeiro, que aconteceu pela manhã na Casa Firjan, em Botafogo, além de realizar reunião à tarde, com cerca de 20 empresários do segmento de reparo naval (estaleiros), na Ilha da Conceição, para apresentação do Plano de Ativação Econômica da Frente Marítima da cidade. Essas iniciativas fazem parte do Planejamento Estratégico da Administração Municipal, que pretende promover a geração de emprego, renda e receita, além de revitalizar o polo logístico, industrial e serviços presentes na frente marítima da Baía da Guanabara.

O lançamento do Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro, que vai englobar o Polo Marítimo de Niterói integrando os setores de óleo e gás (O&G), portuário e pesca da cidade, contou com a presença da secretária municipal de Fazenda, Giovanna Victer, que vem atuando fortemente em favor do setor naval desde que assumiu a pasta. Ela era a única representante municipal presente no evento, o que sinaliza a importância que Niterói dedica ao assunto.

Além dela, o presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouveia Vieira, responsável pela abertura do evento, destacou a importância socioeconômica do cluster e aproveitou para criticar o que ele chamou de “destruição da política de conteúdo nacional”, que segundo ele, é um dos principais causadores da crise do setor naval e de óleo e gás (O&G) que o país atravessa. Eduardo Vieira também aproveitou para ressaltar a necessidade que há em se recuperar a política de cabotagem no Brasil.

O presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Material de Defesa (Simde), Carlos Erane de Aguiar, destacou que o cluster é um esforço conjunto de várias frentes que pretende agregar o arranjo produtivo para a Economia do Mar, tanto no âmbito civil quanto militar. “Essa associação de forças será capaz de instrumentalizar o cluster, que será benéfico tanto para o segmento mercante quanto militar, tornando-se um modelo bem sucedido, que promoverá aumento da capacidade de empresas instaladas no Brasil”.

Apresentação do cluster

O vice-almirante, Edésio Teixeira Lima Júnior, fez a apresentação do Cluster Tecnológico Naval do Rio de janeiro aos presentes. Segundo ele, o peso que as atividades voltadas para a Economia do Mar são tão representativas no cenário econômico do país, que até 2015 representavam quase 20% do PIB nacional (18,93% ou R$ 1,12 trilhão). “Nosso cluster nasce com uma visão de modelo de gestão econômica moderna, que ressalta a importância da parceria de agentes privados e que, ao mesmo tempo, descarta o intervencionismo governamental. A lógica desse modelo está calcada na aglomeração das atividades por meio de arranjos produtivos locais (APLs)”, destacou.

Segundo o vice-almirante, o foco estratégico do cluster naval está em promover o mercado interno, expandir o mercado externo, adensar as cadeias produtivas do setor, valorizar a identidade local, promover a sustentabilidade, implementar ações de capacitação e formação da mão de obra, além de implantar ações de inovação e tecnologia.

Ele também afirmou que outros estados além do Rio de janeiro já implementaram ou estão desenvolvendo seus clusters navais, como é o caso do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia e Pernambuco.

O almirante de Esquadra da Marinha do Brasil, Ilques Barbosa Júnior, que encerrou a solenidade, disse que o Cluster Naval do Rio de janeiro demanda uma matriz de diálogo onde ninguém deve buscar vantagens individualistas, mas sim, a promoção e fortalecimento de interesses conjuntos que beneficiem as atividades pertinentes à Economia do Mar. Ele ainda apresentou uma estimativa de crescimento de 380% do comércio marítimo mundial até 2040, que vão demandar investimentos em infraestrutura para viabilizar as atividades portuárias e de manutenção de embarcações.

O comandante da Marinha apontou os principais desafios para a Economia do Mar presentes no Brasil, citando entre os quais as questões de ordem orçamentária, estrutural, cultural, de engenharia (Tecnologia e Inovação) e estratégica, que envolve a soberania nacional.

Para Ilques Barbosa, as ameaças para a Economia do Mar estão presentes nas pesca predatória (realizadas em grande parte por embarcações chinesas e sul-coreanas), na guerra cibernética, nos acessos ilegais de conhecimento (biopirataria), no terrorismo, na extração predatória dos recursos naturais, entre outras. “Esse cluster naval é a maneira que temos de fortalecer a mentalidade marítima, que vai desde as questões que envolvem diretamente os negócios, até a preservação desse meio tão importante para nós. Essa é a dimensão da importância desse esforço conjunto, que deve avançar no desenvolvimento da capacidade de diálogo, de realização de mudanças positivas e no aprimoramento das leis que regem esse setor”.

Institucional

A participação de Niterói no Cluster Tecnológico Naval teve início com a assinatura de uma carta de intenção junto à Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) no dia 04 de outubro.

Próximo evento do Setor Naval

No dia 21 de novembro, das 9h às 17h15, o cluster realizará na sede da Escola de Guerra Naval, no auditório Tamandaré, o seminário internacional: “A Economia do Mar como Política de Desenvolvimento/Rio’s Cluster Maritime Day”, cujo objetivo é ampliar e difundir o conhecimento acerca dos setores e atividades econômicas que tenham o mar como foco, da organização geográfica da produção e de seus efeitos, assim como das potencialidades para as cadeias produtivas relacionadas à “Construção e Reparação Naval Militar e Mercante”. Casos nacionais e internacionais de sucesso de clusters serão apresentados.

Frente Marítima de Niterói

Após participar da solenidade de lançamento do Cluster Tecnológico Naval na manhã desta quarta-feira, a secretária de Fazenda, Giovanna Victer, juntamente com o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, se reuniram à tarde, na Ilha da Conceição, com cerca de 20 empresários do setor de reparo naval (estaleiros). Na ocasião, ela apresentou o Plano de Ativação Econômica da Frente Marítima de Niterói.

Durante a exposição do plano, que abrange os segmentos Portuário, Marítimo, O&G e Pesca, a secretária de Fazenda falou do contexto atual do polo produtivo naval, das oportunidades de negócios que serão geradas pelo Pré-Sal, em como está sendo planejada a revitalização da frente marítima da cidade; das forças, oportunidades, fraquezas e ameaças relativas ao desenvolvimento do Polo Marítimo de Niterói; e das políticas públicas propostas pela prefeitura (que inclui a dragagem do Canal de São Lourenço, implantação de programas de qualificação técnica indicados pela indústria, promoção comercial para atração de investidores e rodadas de negócio, editais para desenvolvimento de tecnologias, requalificação urbana e infraestrutura para acesso à Ilha da Conceição e implementação de um Terminal Pesqueiro).

O objetivo do encontro foi promover estímulo à participação dos empresários nas iniciativas de retomada de crescimento do setor naval promovidas pela Prefeitura de Niterói.

Autor: Redação/Assessoria
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